Renascimento Espiritual
Atualmente muitas pessoas buscam uma experiência espiritual autêntica dentro dos principais credos do mundo, como também fora deles. Pensadores religiosos esclarecidos lutam para pôr fim a antigos conflitos entre seitas discordantes, focalizando a vivente realidade que reside além das formas externas. Buscam o fio dourado da verdade que se encontra no coração de cada doutrina que por sua vez afirma o valor duradouro de suas próprias tradições. Este ímpeto para uma compreensão mais profunda do que significa o impulso religioso para todos os seres humanos está conduzindo a uma unidade maior entre as diversas tradições.
Na medida em que a humanidade se distancia da idéia de que somente uma interpretação correta da verdade é concebível, podemos vislumbrar um futuro no qual todas as pessoas de inclinação espiritual respondam a uma percepção mútua da divindade interna que se oculta em cada ser humano e celebrem as festas sagradas dos demais. Isso já está acontecendo. Por exemplo, o grande festival oriental de Wesak, sagrado para os budistas e hinduístas, já está sendo paulatinamente reconhecido no Ocidente. Essas celebrações compartilhadas podem trazer consigo um acúmulo de possibilidades espirituais e um esforço espiritual conjunto, incluindo uma invocação espiritual simultânea. A potência resultante será evidente e poderá emergir daí novos festivais a celebrarem a natureza divina e espiritual da raça humana. Um exemplo destacado disso é o Festival da Boa Vontade que desde o começo da década de 1940 tem sido realizado anualmente no mês seguinte ao Festival de Wesak . É também celebrado sob o nome de Dia Mundial da Invocação, no qual é reconhecida explicitamente a importância de uma invocação mundial unida. Ao longo do ano são observados outros festivais de meditação grupal e invocação que, como Páscoa, Wesak e Dia Mundial da Invocação, se ajustam ao ritmo do calendário lunar. Na medida em que transcorrem os anos os festivais podem chegar a ser reconhecidos como uma nova aproximação religiosa com o Divino.
A crescente cooperação entre diferentes tradições espirituais pode ajudar a preparar o caminho para as novas revelações da verdade espiritual que a consciência em desenvolvimento da humanidade seguramente evocará da Fonte de toda Vida e Amor, à Qual muitas tradições outorgam o nome de Deus. Não podemos saber a forma que revestirão tais revelações, embora os maiores credos concordem que, nos tempos de profundas mudanças e incertezas, pode se esperar a vinda de um grande Instrutor espiritual. Os budistas falam da vinda do Senhor Maitreya, os hinduístas do Kalki Avatar, os cristãos do Cristo. Pode ser notada, também, uma consciência cada vez mais desperta com relação às dimensões mais sutis da vida consciente, a partir das quais os Santos, Bodisatvas e Rishis de todas as tradições trabalham constantemente para inspirar a humanidade. Uma renovada compreensão desta cadeia de hierarquia espiritual seguramente poderá insuflar vida nova a todas as religiões.
Os mecanismos de Deus são diversos e operam por intermédio de muitos credos e organismos religiosos. A plataforma universal da religião do futuro pode ser erigida mediante a ênfase sobre as verdades essenciais, a unidade e o companheirismo do espírito. As idéias fundamentais mais universalmente aceitas são:
A realidade da Divindade – todos somos um em espírito.
Nossa mútua relação com os demais – a unidade humana.
A realidade da imortalidade e a persistência eterna.
A Continuidade da Revelação e as Aproximações Divinas conhecidas no Oriente como a Doutrina dos Avatares, e no Ocidente como a Doutrina Daquele que vem.
O Caminho para a Divindade, trilhado por santos de todos os credos ao longo das idades.
Uma maneira que podemos contribuir para a preparação de um enfoque religioso mais universal é mediante o emprego diário e a distribuição da Grande Invocação, uma das preces mais antigas e poderosas que jamais foi dada à humanidade. Aquele que a emprega promove mudanças substanciais, tanto em si mesmo como no seu ambiente. Milhões de pessoas a têm adotado desde 1945, e até agora já foi traduzida para mais de 70 idiomas. Constitui a mais potente ferramenta que dispomos para a transformação planetária nestes tempos de expectativa e de renascimento espiritual.
A GRANDE INVOCAÇÃO
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
Em todo o mundo, homens e mulheres de boa vontade empregam diariamente esta invocação no seu próprio idioma. Quer você unir-se a eles, recitando-a diariamente em pensamento e com dedicação? Ao empregar esta Invocação e encorajar noutros o seu uso, não se patrocina nenhuma organização nem nenhum grupo particularmente. Ela pertence a toda a humanidade.
A GRANDE INVOCAÇÃO - Um Mantram para a Nova Era e para Toda a Humanidade
Podemos muito nos maravilhar com sua inerente significação e, na medida em que aprofundamos a reflexão, talvez captemos um vislumbre da tremenda responsabilidade aceita pelo Tibetano ao se esforçar em plasmar na língua inglesa a expressão desta Invocação. A preparação para este trabalho exigiu tensões e desenvolvimento de capacidades que apenas cabem em nossa imaginação. Depois de quase trinta anos de ativa associação com o Mestre, a senhora Bailey esteve qualificada para assisti-lo na sua redação. Recordo muito bem a tensão daqueles dias que antecederam a manhã em que, logo depois do nascer do sol, a senhora Bailey trouxe à minha presença as palavras desta Invocação, exatamente como foram ditadas pelo Tibetano. Foi, sem dúvida, o momento de maior unificação alcançada entre ambos. (Foster Bailey, “The Beacon”, junho de 1951)
Exorto-os a penetrar, através da meditação, mais profundamente no significado destas palavras, estas assombrosas palavras. Elas contêm, até onde é possível no idioma moderno, a fórmula que a Hierarquia possui desde que foi fundada na Terra, mas somente agora está à disposição do gênero humano devido à etapa de evolução alcançada. A maravilha destas estrofes mântricas consiste em que são compreensíveis tanto para os membros da família humana como para os integrantes do Reino de Deus. (Discipulado na Nova Era, Vol. II pág. 143)
Produzir a Grande Invocação requereu uma preparação especial por parte do próprio Mestre Djwhal Khul e uma cuidadosa precipitação, palavra por palavra, no cérebro de AAB. A Invocação, tal como é empregada por Cristo, não tem expressão possível na língua inglesa. A obtenção deste mantram demandou uma tensão especialmente elevada em todos os sincronizados veículos de AAB, que foi induzida pelo próprio Tibetano. Todos os seus centros superiores estavam abertos e em pleno funcionamento. A tradução da Grande Invocação para o inglês foi realmente uma conquista de transcendente importância, da qual o Mestre estava notoriamente satisfeito. Quem poderia presumir ser capaz de melhorá-la? (Foster Bailey - "Running God's Plan")
A GRANDE INVOCAÇÃO Um Mantram para a Nova Era e para Toda a Humanidade
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
“Busquem a idéia abstrata e subjacente nesta Invocação. Está aí. Da sua reação à esta Invocação e da capacidade de empregar suas frases como “degraus” que levarão a certos níveis de pensamento abstrato, até agora não alcançados, poderei julgar se estão preparados...” (Discipulado na Nova Era, Vol. II, pág. 144)
Desde que a Grande Invocação foi divulgada em abril de 1945, ela foi traduzida em, aproximadamente, 75 idiomas e dialetos, e sua distribuição é agora mundial.
A Grande Invocação proclama o destino e o Plano para a humanidade na entrante Era de Aquário. Ela é em si uma prece, uma invocação e um meio de alinhamento que proporciona afluência espiritual direta de elevados planos para o próprio coração da humanidade. Na aparente simplicidade da Grande Invocação esboça-se a crucial função a ser exercida pela humanidade dentro do Plano Divino. Função que assumirá quando tiver alcançado o seu insubstituível posto de membro entrante e ativo do Triângulo Planetário que inclui também Shamballa, o centro onde a Vontade de Deus é conhecida, e a Hierarquia, o centro cardíaco e ponto focal, ou via de acesso para o Amor Divino. No coração deste grande triângulo está o Cristo, o Mestre do Mundo, Aquele Que há de vir, o esperado por pessoas de todos os credos e conhecido por vários nomes. Diz-se ser a Grande Invocação a mais completa e nova expressão do Cristo, como também uma ferramenta dada à humanidade para ajudar no preparo para o reaparecimento do Cristo.
Ninguém pode trabalhar com esta Invocação ou prece para a iluminação e o amor sem promover poderosas mudanças nas suas próprias atitudes, sua intenção de vida, caráter e metas. Tal é o poder deste grande mantram que, quando empregado com regularidade e esforço persistente, penetrando até o seu mais recôndito propósito e significado, a própria vida experimenta uma profunda mudança para melhor utilidade espiritual. É assim que o espírito de cooperação com o Plano Divino toma forma na mente e coração de quem trabalha inteligentemente com e em nome da Grande Invocação.
Consideremos agora algumas perguntas ocasionalmente formuladas sobre esta invocação e sobre o uso da mesma. Todas as respostas foram extraídas da obra de Alice A. Bailey.
Qual é a origem da Grande Invocação?
A Grande Invocação foi dada à humanidade pela Hierarquia Espiritual, Que é o conjunto daqueles membros da raça que triunfaram sobre a matéria e alcançaram a meta da maestria sobre si próprios pelo mesmo caminho trilhado pelos indivíduos hoje. A Hierarquia Espiritual é o resultado da atividade, aspiração e conquistas humanas. Foi criada pela humanidade, de onde surgem os seus membros. Estes alcançaram um completo controle sobre a personalidade ou eu inferior. Já não estão centrados na consciência individualizada, mas alcançaram um amplo reconhecimento da vida grupal planetária, em que inclui todos os estágios, desde o incipiente sentido de responsabilidade social do homem ou mulher que dá os primeiros passos no caminho da maturidade espiritual, até o inclusivo entendimento do próprio Cristo.
Os Mestres são conhecidos como os “Guardiões do Plano”. O Plano é o modelo do Propósito Divino para todas as pessoas de qualquer rincão do Planeta e que só pode ser realizado através da humanidade, porque a Hierarquia trabalha sob a Lei Espiritual e nunca exerce pressão ou coerção sobre os seres humanos. A liberdade individual, particularmente a liberdade mental, nunca é infringida.
Cumpre-se o Plano guiado pelo poder impulsionador da própria evolução. A Grande Invocação foi difundida com o propósito de acelerar o desenvolvimento evolutivo humano. O processo foi realizado em três etapas e cobriu um período de nove anos, os quais incluíram o evento físico da segunda fase da Guerra Mundial. Como fruto da colaboração entre Alice A. Bailey e um Mestre Tibetano de Sabedoria, “sete antiqüíssimas palavras-símbolos” foram traduzidas para o inglês em frases “compreensíveis e adequadas”. Essas sete formas simbólicas, um enunciado para os próximos 2000 anos, constituem a nova e completa afirmação do Cristo. Por isso cita-se a Grande Invocação como “o mantram do próprio Cristo”.
Por quê a Grande Invocação não foi divulgada antes de 1945?
A Guerra Mundial, que em abril de 1945 estava chegando ao fim, teve um profundo efeito sobre o Planeta inteiro. A mais superlativa guerra da história do homem causou sofrimentos indizíveis mas, literalmente, também provocou uma explosão na consciência humana, abrindo seus canais com violência, como resultado da destruição de instituições e hábitos de vida antigos e caducos, como também de formas mentais cristalizadas que mantinham a humanidade na prisão da separatividade e do materialismo, particularmente desde os tempos da Revolução Industrial.
A agonia da guerra, a dor e a decomposição da família humana levaram o Cristo, em 1945, a tomar uma grande decisão. Ele surgiria mais uma vez ao contato físico com a humanidade se os próprios seres humanos conseguissem efetuar os primeiros passos no estabelecimento de corretas relações humanas, e deu assim ao mundo uma das mais antigas preces que se conhece e que havia estado reservada somente para o uso dos mais excelsos seres espirituais. O próprio Cristo pronunciou a Grande Invocação pela primeira vez em Junho de 1945.
Quem é o Cristo e por quê se evoca o Seu retorno?
O Cristo é a cabeça da Hierarquia Espiritual do nosso Planeta: “O Mestre de todos os Mestres e o Instrutor tanto dos anjos como dos homens”. O Cristo pertence a toda a humanidade e não somente às igrejas e credos religiosos do mundo. Trabalha para todos, sem distinção de fé religiosa. Não pertence ao mundo cristão mais do que ao budista, judeu, muçulmano ou hindu. Na realidade o nome “Cristo” é empregado na Hierarquia como título de um cargo e de nenhuma maneira limitado a ação religiosa, mas relacionado com a totalidade dos sete departamentos de trabalho hierárquico, dos quais a Religião é apenas um, sendo os demais os do Governo, da Educação, da Ciência, da Filosofia, da Psicologia, da Arte e Cultura.
Na Grande Invocação o Cristo é invocado tal como é conhecido pela Hierarquia. Este mantram está destinado ao uso tanto de pessoas de inclinação religiosa como daqueles que não professam nenhum credo. O uso do nome “Cristo” tal como aparece na Grande Invocação não implica uma limitação no entendimento espiritual, mas uma expansão. E assim deverá ser na Nova Era.
O Cristo é conhecido como “o Instrutor Mundial”, é aquele grande Ser a quem os budistas conhecem como o Senhor Maitreya, e os muçulmanos como o Iman Mahdi. As palavras “Cristo” (do grego “CHRIO” – “UNGIR”) e “Messias” (do hebreu “MÂSHÎAHH”) remetem, ambas, ao mesmo significado: “o consagrado”, “o ungido”, ou assinalado como sagrado. Esta definição aponta a função do Cristo como AVATAR: mensageiro divino que reflete o princípio cósmico de Amor. Um Avatar é um ser possuidor de uma capacidade única para transmitir energia ou poder divino. A raiz sânscrita “AVATAR” significa, literalmente, “descer de muito longe”, que transmite a idéia de proteção superior. Avatar é um evento ou uma personificação de um princípio divino ou qualidade superior que busca ancorar-se na Terra. Mas, essa necessidade deve ser reconhecida pela humanidade e maciçamente invocada para conseguir precipitar a descida de um Avatar.
Estabelecer um núcleo de energia constante é a tarefa incessante de um Avatar e o seu trabalho depende da disposição de resposta da humanidade. Essa necessidade, com freqüência, não se manifesta até que os homens tenham esgotado todos os recursos. Só então surge o impulso para a busca de um Mediador ou Intermediário divino, e esta esperança e expectativa deslizam como por um fio dourado através de todos os credos do globo.
Se Cristo nunca deixou a humanidade, por quê se diz que deve retornar à Terra?
Na realidade Cristo não pode retornar porque sempre esteve aqui na Terra. Somente pode reaparecer. Este aparente retorno será a atividade visível e externa nas questões de índole concreta. Entretanto, como sabemos, “ver” e “reconhecer” são duas coisas muito diferentes. O Cristo será reconhecido pelos que possuem a capacidade de responder, de alguma maneira e em algum nível, à qualidade crística, já que, de acordo com a lei, O SEMELHANTE ATRAI O SEMELHANTE. O Cristo transmitirá uma energia divina que estimulará o seu correspondente princípio na humanidade, na qual subjaz profundamente oculto e latente. Todo aquele que busca retas relações humanas ver-se-á automaticamente atraído para Ele, pertença ou não a uma das religiões do mundo. Os verdadeiros seguidores de Cristo são os que amam seus irmãos e não vêem barreira entre as pessoas, já que o maior efeito do reaparecimento deste Avatar será a estimulação do espírito da inclusividade.
Como saber quando o Cristo retornará?
O Cristo não será anunciado por proclamadores; ninguém exclamará “Ele está aqui” ou “Ele está ali”, mas será reconhecido por todos aqueles nos quais o princípio crístico, que é Amor, estiver despertando. Não concerne à humanidade fixar o tempo do Seu reaparecimento, nem esperar nenhuma ajuda milagrosa ou fenômeno não usual. O Cristo virá inexoravelmente quando a paz houver sido restaurada em certa medida; quando o princípio do compartilhamento estiver ao menos em vias de controlar os assuntos econômicos; as instituições religiosas e grupos políticos tenham começado seu processo de limpeza. Se realizarmos corretamente o nosso trabalho, Ele virá no tempo assinalado. Como, onde ou quando não é problema nosso. “Porém, no momento em que não pensardes, Ele virá”. (Mateus 24:44).
Alguns sinais da proximidade do Cristo podem ser apreciados no recente “Ciclo de Conferências”, particularmente nas últimas décadas e organizadas em geral sob os auspícios das Nações Unidas, em áreas problemáticas tais como os direitos humanos, as carências das crianças e mulheres, urbanismo e moradia, crescimento demográfico, meio ambiente e desenvolvimento. A presença da energia do Cristo constitui uma força atrativa que vincula e une para o BEM COMUM. Este espírito está se tornando cada vez mais evidente no aporte do Novo Grupo de Servidores do Mundo, um agrupamento subjetivo de todos os homens e mulheres de boa vontade que trabalham ativamente em nome do Plano. Em todas as áreas da atividade humana, este Grupo encontra-se trabalhando em prol do estabelecimento de corretas relações humanas, requisito fundamental para o reaparecimento do Avatar do Amor. A Grande Invocação é essencialmente o mantram particular do Cristo, e seu pronunciamento foi sentido no mundo inteiro através da sua própria enunciação por Cristo e pelo seu uso pela Hierarquia. Cada discípulo deveria fazer da sua distribuição e do seu uso diário, uma obrigação e dever primordiais, já que esta Invocação pode ser usada com profundo efeito, em especial por aqueles que desenvolveram o hábito da meditação e, conseqüentemente, possuem alguma habilidade de concentração mental e intensa focalização. A contribuição mais significativa dos que ajudam a preparar o caminho de retorno do Cristo é ensinar a humanidade a usar este mantram, de tal maneira que eventualmente se converta numa prece de alcance mundial, focalizando assim a demanda invocativa da raça humana.
Que é “Invocação”?
Invocação e sua inevitável resposta, a evocação, descrevem esse “algo” misterioso – emanação, apelo silencioso, impulso inerente para a luz – que é inato em todas as formas e a causa de todo progresso ou tendência ascendente que conduz ao longo do caminho de expansão da consciência e penetração na luz. Esta verdade aplica-se a uma planta que abre caminho na obscuridade da terra para a luz; a uma criança ao expelir-se do útero materno sob a influência do impulso da vida; ao ser humano que luta por subir a planos de maior conhecimento; ao aspirante e discípulo que avança decidido pelos caminhos da liberação; e também aos mais excelsos seres que penetram nos reinos da vida divina, muito além do alcance da compreensão humana.
Tudo isso é gerado através da invocação e evocação: o chamado e sua resposta.
Esta tendência evolutiva de abrir caminho da obscuridade para a luz, do irreal ao real e da morte à imortalidade, é um anseio inerente a todas as formas. É o impulso motivador da evolução e da interação de causa e efeito, já que sempre obtemos o que invocamos. O conhecimento deste fato científico será uma das grandes forças liberadoras para a humanidade.
Por quê a Grande Invocação é ao mesmo tempo uma prece e uma invocação?
A Grande Invocação pode ser usada com especial efetividade pelos que possuem pelo menos um mínimo de treinamento em meditação. O discípulo treinado pode usá-la simultaneamente em vários níveis. Mas a Grande Invocação não é um exercício de meditação. É especialmente uma prece que sintetiza o mais elevado desejo, aspiração e demanda espiritual da própria alma da humanidade. Este reconhecimento deve sempre acompanhar o seu uso.
Por quê cada uma das suas quatro estrofes faz referência à Humanidade?
Todas as vidas e aspectos do desenvolvimento evolutivo têm o seu ponto de encontro na raça humana, o quarto reino, mediador entre a ampla gama e variedade das vidas que compõem o nosso Planeta Terra. Nele, o quarto reino, os reinos subumanos – mineral, vegetal e animal – chegam à sua culminação e os reinos super-humanos encontram sua oportunidade, já que através do reino humano passaram todas as vidas supra-humanas, em algum estágio do seu desenvolvimento passado.
A nota-chave do nosso Logos Planetário, o Senhor do Mundo, a quem chamamos Deus, é a “HUMANIDADE”, que é a base, a meta e a estrutura interna essencial de todo ser. A própria humanidade é a chave para todo o processo evolutivo e para um correto entendimento do Plano Divino para nosso mundo. Toda vida progride até o estágio humano, ou encontra-se na atualidade transitando nele, ou o transcendeu e o deixou pata trás. A uniformidade de experiência que isto instila torna possível a arte do contato com o divino e a ciência da impressão. Tudo que vive sobre a Terra foi, é ou será humano.
Que significa a porta onde mora o mal?
Os três aspectos ou potências divinas: Mente, Amor e Vontade encontram o seu ponto de apoio na própria humanidade, “o centro a que chamamos raça dos homens”. Aqui e somente aqui pode ser cumprida a promessa do futuro, já que somente aqui as qualidades divinas podem se expressar por si mesmas e cumprir a sua incumbência. É somente através da humanidade, só e sem ajuda (exceto pelo Espírito Divino que mora em cada ser humano), que “a porta onde mora o mal” pode ser fechada. Não é Deus quem fecha essa porta, nem é a Hierarquia quem força o mal a retroceder para o lugar onde teve origem, já que aqui a Grande Invocação não se refere ao mal gerado nos níveis cósmicos, e, por conseguinte, fora do alcance do raio de redenção do homem, mas àquilo em que lhe é permitido manifestar: no egoísmo humano, no ódio, na separatividade, no materialismo. É à humanidade que luta, sofre e aspira, a quem está encomendada a tarefa de fechar a porta e ela, a humanidade, está à altura desta empreitada. A responsabilidade compartilhada com os Mestres, os mais hábeis e treinados no uso da Invocação, consiste em focalizar e ancorar no reino humano as energias invocadas de Luz, de Amor e de Poder. Deste ponto de vista, a humanidade está capacitada para assumir a tarefa.
Se todas as linhas de desenvolvimento evolutivo têm seu ponto de encontro na HUMANIDADE, por quê a Grande Invocação faz referência aos “homens”?
Aqui pode resultar iluminadora uma visita a esse livro tão oculto, o dicionário. No idioma inglês, “MAN” (homem) tem sua origem na palavra sânscrita MANU, que significa “ser humano”, cuja raiz, “MAN”, é o verbo “pensar”. “MAN” (homem) tem o significado de “entidade pensante”, ou “o que pensa”. Este é um ponto altamente significativo que não se assemelha à noção de gênero sexual, mas àquele aspecto que é comum a todos os membros do reino humano, e que dota a humanidade com um fator chave e tão importante na evolução, A MENTE.
A primeira estrofe da Grande Invocação invoca a Luz que se origina na Mente de Deus, uma luz que busca um canal de entrada no nosso planeta com o propósito de redenção da substância planetária, por meio da intercessão da mente humana. A mente é o que faz do homem uma coerente unidade de consciência, e a inteligência constitui a base da separatividade. Entretanto, “MANAS”, inteligência criativa, é a chave do portal do quinto reino da natureza: A Hierarquia ou Reino das Almas.
A mente é tanto um fator de limitação, de separação, como de contato com reinos internos e superiores. É o registro de toda espécie de impressões. A responsabilidade fundamental da humanidade é a de atuar como um grande agente de impressão em relação aos três reinos subumanos da natureza: o animal, o vegetal e o mineral. O destino da raça humana é ser expoente, intérprete ou representante da Mente de Deus. Daí a estreita relação entre a primeira estrofe que invoca Luz que flui da Mente de Deus e a quarta, que invoca a restauração do Plano Divino sobre a Terra, através do esforço cooperador da humanidade. É à função do homem como mediador e redentor, a entidade pensante e receptora de luz, a quem é dirigida a Invocação.
Que é a “raça” dos homens?
“RAÇA” no sentido empregado na Grande Invocação refere-se a um estágio evolutivo. A raça dos homens é um dos três centros planetários – Shamballa, Hierarquia e a Humanidade – no nosso planeta. A íntima relação entre estes três centros permite uma série ininterrupta de impressões, relacionando um centro com outro e desenvolvendo a Ciência da Invocação e Evocação. Shamballa atua como centro coronário – centro de recepção e de direção – do nosso Logos Planetário; a Hierarquia é o centro cardíaco – centro de Amor includente, de coesão e de circulação da energia portadora de vida; e a Humanidade constitui o centro laríngeo, o principal agente criativo sobre o Planeta.
A característica primordial da raça humana, na sua atual etapa evolutiva, é a sua capacidade para desenvolver sensibilidade inteligente à impressão. “A raça dos homens” inclui aqueles que são sensíveis à impressão originada tanto nos níveis “superiores” humanos como nos “inferiores”. Na medida que a humanidade se torna experta em invocar a impressão hierárquica, as civilizações e culturas criadas pelo homem vão, de modo crescente, aumentando sua aderência ao Plano. Vemos mais uma vez surgir outra razão para se dar importância ao centro a que chamamos raça dos homens e uma indicação da crise da humanidade, já que o homem chegou a um ponto tão avançado de desenvolvimento e despertar intelectual que nada poderá deter o seu progresso para o conhecimento, o qual poderia ser usado irresponsavelmente ou aplicado de forma egoísta se não fossem tomadas medidas de proteção.
Por quê se descreve as vontades dos homens como “pequenas” se a cooperação consciente do homem é necessária para que se realize o Plano na Terra?
A vontade pessoal é a que busca sustentar e apoiar no ser humano a ilusão da existência independente e separada. A “pequena” vontade do eu inferior dota o homem com o instinto da autopreservação e auto-afirmação. A vontade da personalidade está governada pela mente inferior, analítica e apegada à forma, e o desejo é a contraparte emocional desta vontade.
Quando a mente inferior é posta em contato com o princípio mental superior abstrato, por intermédio do antakarana - ponte na consciência criada pela meditação e o serviço - a vontade humana torna-se agente do Plano, demonstrando tal dedicação para servi-Lo a qualquer preço, na medida que Ele vai sendo gradativamente compreendido. Tão profunda é a energia da vontade pura que somente um pensador coordenado e consagrado é capaz de registrá-la e dominá-la, devido a que a vontade espiritual é uma expressão da Lei do Sacrifício.
Qual é o período de tempo indicado para o uso da Grande Invocação?
Diz-se que a Grande Invocação tem um símbolo nos arquivos dos Mestres que indica a era ou período na história humana durante a qual pode e deve ser empregada. Porque a Grande Invocação é o mantram do próprio Cristo e Sua mais completa expressão ou enunciação para a Era de Aquário, podemos inferir que o período de seu uso abarcará o próximo intervalo de 2000 anos. É uma prece grupal para toda a humanidade da Era de Aquário e portanto pode ser usada como uma invocação da mesma maneira como uma oração.
A humanidade alcançou um ponto crítico na evolução. A inteligência humana está, na atualidade, tão profundamente despertada que inevitavelmente o progresso voltou-se para áreas do conhecimento cujo uso incorreto e aplicação egoísta podem resultar perigosas se nada se fizer para salvaguardar o homem de si mesmo. O Homem deve ser instruído para ser capaz de responder a valores mais espirituais e elevados. De outra maneira o estado de integração em incrementação em muitos milhões de seres humanos será simplesmente dirigido, com maior efetividade, para propósitos individualistas e materialistas. O aspecto forma da manifestação - mente, emoção e cérebro - deve ser canalizado para seus princípios correspondentes: sabedoria, amor e propósito dirigido.
Corresponde à humanidade a responsabilidade de implementar o Plano de Amor e de Luz sobre a Terra. Com relação a isso nos é apresentado a oportunidade dos Triângulos, uma atividade meditativa na qual grupos de três indivíduos se unem diariamente em consciência, pronunciando a Grande Invocação e visualizando as energias de Luz e de Boa Vontade, irradiando-se através de toda a rede planetária de Triângulos. Esta rede subjetiva melhora as avenidas de ingresso por onde a Luz, o Amor e a Vontade de Deus podem fluir com crescente intensidade e incrementada vitalidade, promovendo a transformação da vida humana e o estabelecimento de uma era de corretas relações humanas.
A Grande Invocação proporciona, como resultado do seu uso correto, um influxo espiritual que, provindo das mais elevadas fontes de espiritualidade, chega diretamente ao coração da humanidade. Mediante a recepção, uso e distribuição da Grande Invocação, a raça humana está sendo partícipe de um evento cósmico de transcendente importância.
A Era entrante trará aos discípulos e aspirantes espirituais uma compreensão cada vez mais profunda e renovada da potente energia que encerram as “Palavras de Poder”, tais como a Grande Invocação. O discípulo do futuro trabalhará e construirá o novo mundo, com sua cultura e civilização, apoiado num entendimento do ritual e através do emprego da potência contida no som. Mediante o estudo dos valores tonais, dos índices numerais, e do poder inerente das Palavras de Poder, a humanidade, no seu devido tempo, adquirirá habilidade na construção de formas e na geração de atividades grupais que expressem verdadeiramente o Plano. Já compreendemos como as mais intrincadas e complexas verdades podem ser reduzidas a fórmulas científicas mediante o uso de uns poucos símbolos e sinais. Uma palavra ou palavras também podem proporcionar o “poder de personificação” para realidades espirituais. Como diz a Bíblia: “Deus falou e os mundos foram criados”. Tal é o potencial espiritual contido na Grande Invocação quando empregada com exatidão, compreensão da sua origem divina e a qualidade anímica da verdadeira humildade.
A GRANDE INVOCAÇÃO
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
“A Invocação ou Oração acima não pertence a nenhuma pessoa ou grupo, mas a toda a Humanidade. A beleza e a força desta invocação repousam em sua simplicidade e em sua expressão de certas verdades centrais que todos os homens inata e normalmente aceitam – a verdade da existência de uma inteligência básica a Quem nós vagamente damos o nome de Deus; a verdade que por trás de toda a aparência exterior, o poder motivador do universo é o Amor; a verdade que uma grande individualidade veio à Terra, chamada pelos Cristãos, o Cristo, e encarnou aquele amor de modo que o pudéssemos compreender; a verdade que tanto o amor como a inteligência são feitos do que é chamada a Vontade de Deus; e, finalmente, a verdade auto-evidente que somente através da própria humanidade pode o Plano Divino realizar-se.” Alice A. Bailey
Iniciação na Era Aquariana Falando resumidamente podemos dizer que:
Iniciação na Era Aquariana
Falando resumidamente podemos dizer que:
A primeira iniciação está intimamente relacionada ao centro planetário que é a própria humanidade. Produzirá, uma vez passada, estimulação crescente do intelecto na medida em que se expresse como atividade ordenada no plano físico. Está também intimamente relacionada com o terceiro Raio da Inteligência Ativa. Este terceiro raio tem estado em manifestação objetiva desde 1425 A.D. e permanecerá em encarnação por toda a Era Aquariana. Seus ciclos são os mais longos de qualquer ciclo de raios. Entretanto, dentro desses ciclos maiores há períodos de atividade intensificada que são como a batida ou a pulsação do coração, e esses períodos duram aproximadamente três mil anos. São chamados, quando fora de encarnação, "ciclos de retirada mas não de abstração". Estão também três mil anos em encarnação. Um desses períodos de expressão de três mil anos está aqui agora e podemos esperar por grande desenvolvimento da faculdade intelectual e um marcado aumento do trabalho criativo durante este tempo. Este ciclo particular de expressão marca um ponto culminante no ciclo maior. Durante a era vindoura, a inteligência da raça e seu desenvolvimento ativo assumirão proporções reais e isto com muita rapidez.
A intensificação da vida do centro humano prosseguirá aceleradamente e esta é a razão porque tantas pessoas (como aludi antes) receberão a primeira iniciação. Os estudantes costumam esquecer que a primeira iniciação pode ser descrita, na verdade, como:
a) A fundamentação ou exteriorização do princípio Crístico na humanidade como um todo e no plano físico.
b) O florescimento da inteligência, podendo assim o iniciado trabalhar poderosamente no plano mental e a própria humanidade ser elevada e daí auxiliada na totalidade.
c) A vinda à atividade do centro da garganta e (porque o terceiro raio é intimamente ligado ao primeiro raio) a primeira débil orientação do homem espiritual em direção a Shambala poderá ter lugar, tornando-se mais e mais intensificada e pronunciada ao tempo da terceira iniciação. Gostaria de apontar aqui as correspondências numéricas:
1 - O terceiro grande centro mundial - humanidade.
2 - A atividade do terceiro raio - inteligência ativa.
3 - A terceira iniciação que marca a consumação da 1a., como a 4ª. iniciação marca a consumação da segunda, e a quinta a da terceira.
4 - O terceiro centro maior - o centro da garganta.
5 - A terceira raça - a ariana, ao expressar a primeira raça estritamente humana, a lemuriana.
6 - O terceiro plano - o físico, o reflexo do terceiro plano superior, o átmico.
7 - O terceiro veículo periódico: - a personalidade.
8 - O terceiro aspecto divino - inteligência.
9 - O terceiro grau do mensageiro divino - Hércules.
10- A Vida sustentadora, o terceiro Solou exterior - o sol físico.
Estas são algumas das correspondências que é útil termos em mente por revelarem qualidade divina, intenção espiritual e objetivos universais.
Durante a Era Aquariana e durante um terço de sua expressão, isto é, durante o primeiro decanato, esotericamente considerado, a vitalização do centro humano (considerado espiritualmente) e em relação ao Plano e ao firme crescimento da ampla atividade criativa, será vista de maneira crescente tanto no indivíduo quanto na raça. Isto será devido ao trabalho e influência de Saturno, que é governado pelo terceiro raio. Este planeta é o planeta da oportunidade, do discipulado e do teste, e a raça pode esperar por uma crescente expressão da atividade Saturnina à medida que essa grande Vida divina continue Sua tarefa benéfica.
A segunda iniciação está intimamente relacionada à Hierarquia como um centro planetário e à atividade do segundo raio. Esta iniciação produz no iniciado um sentido cada vez maior de relacionamentos, de unidade básica com tudo que respira, e um reconhecimento da Vida Una que levará finalmente àquele estado de fraternidade manifestada, que é a meta da Era Aquariana trazer à existência. Este centro maior, a Hierarquia, traz a focalizada vida do amor para apoiar a humanidade, e é este amor básico que o segundo decanato de Aquário - governado como é, por Mercúrio - trará à manifestação. Mercúrio, o mensageiro dos Deuses (isto é, da Hierarquia de almas), leva sempre a mensagem do amor e estabelece um inquebrantável inter-relacionamento entre os dois grandes centros planetários, a Hierarquia e a Humanidade.
Tendes novamente nesta conexão certas correspondências numéricas fundamentais que estão baseadas na vinda à atividade de um centro cardíaco desperto na raça. Este é o segundo grande centro no indivíduo e está situado acima do diafragma, e através dele a Hierarquia pode alcançar toda a humanidade e, ao mesmo tempo, os reinos sub-humanos.
1 - O segundo centro planetário - a Hierarquia.
2 - A atividade do segundo raio - amor-sabedoria.
3 - A segunda iniciação, que relaciona o plexo solar ao coração, a humanidade à Hierarquia, e os raios egóico e da personalidade ao segundo, que sempre está basicamente em manifestação.
4 - O centro do segundo raio - o centro cardíaco.
5 - A segunda raça (atlante) ao culminar na quarta, a raça seguinte.
6 - O segundo plano - o plano astral. Este é o reflexo do segundo plano superior.
7 - O segundo veículo periódico - a alma.
8 - O segundo aspecto divino - amor-sabedoria.
9 - O segundo tipo ou grau de Mensageiro - Cristo. Buda.
10 - A Vida sustentadora, o segundo ou Sol subjetivo - o coração do sol.
A todos estes o sexto raio está relacionado como aliado ou subsidiário do segundo.
Neste ciclo mundial pode-se dizer que a ênfase de todo poder espiritual está colocada na Hierarquia que é, presentemente, o intermediário divino, interpretando a vontade de Deus, que é o propósito de Shambala. Ela transmite ou reduz a energia divina para que a utilização segura à Humanidade se torne possível. Fica claro, portanto, porque no segundo decanato de Aquário pode a Hierarquia, como representante de Shambala e com a ajuda de Mercúrio, trazer à manifestação física o Avatar vindouro. Isto se torna possível quando o trabalho do primeiro decanato esteja concluído e quando Shambala tenha liberado e finalmente reorientado as energias do terceiro grande centro, o da Humanidade. Esta liberação e reajustamento levam à expressão criativa e renovada vida espiritual. Um alinhamento planetário pode ter lugar, e este é um objetivo planejado para o qual a Hierarquia se prepara e para o qual o Próprio Avatar está se preparando em Shambala.
A terceira iniciação está conectada com Shambala como centro planetário e com a atividade do primeiro raio. Deve ser lembrado ser esta a primeira iniciação na qual personalidade e alma são unidas e fundidas de maneira a que os dois aspectos formem uma unidade. Quando esta iniciação tiver ocorrido, acontecerá que pela primeira vez alguma de suas implicações grupais mais amplas se tornarão realidade e daí em diante constituirão o impulso motivador da vida do iniciado. A aspiração termina e tem lugar a mais intensa convicção. É interessante notar também que agora Vênus entra em controle no terceiro decanato da Era Aquariana. Vênus é reconhecida esotericamente como aquela força misteriosa que é a mistura de amor e sabedoria, de inteligência e síntese, e de compreensão e fraternidade. Dentro da própria Hierarquia os dois grandes Mensageiros que personificaram a energia dual venusiana foram Buda e Cristo. O Mensageiro Que virá mais tarde e expressará o impulso de Shambala para a síntese, a aspiração hierárquica pelo amor e o desejo da humanidade pela atividade inteligente, combinada com poder, reunirá todos em Si Mesmo. Todas essas qualidades se concentração n'Ele, além de outra qualidade ou princípio divino do qual a raça dos homens, todavia, nada sabe e para o qual ainda não há nome. Será um grande e potente Avatar e não está, absolutamente, segundo a linha da nossa humanidade.
As correspondências numéricas poderão ser percebidas como segue, lembrando-se que a terceira iniciação é, na realidade, a primeira iniciação da alma, após completa identificação com a personalidade dentro da vida e consciência da Mônada, o Uno e o Primeiro:
1 - O primeiro centro planetário - Shambala.
2 - A atividade do primeiro raio - vontade ou poder.
3 - A terceira iniciação, que é a primeira iniciação da alma, relacionando a base da coluna ao centro da cabeça e a alma à Mônada.
4 - O primeiro centro principal - a cabeça.
5 - A verdadeira primeira raça divina - a raça final.
6 - O terceiro plano, que é em realidade o primeiro plano da consciência da alma, o reflexo do plano superior, o Logóico.
7 - O primeiro veículo periódico - o monádico.
8 - O primeiro aspecto divino - vontade ou poder.
9 - O primeiro, ou o tipo mais elevado de Mediador - o Avatar vindouro.
10- A Vida sustentadora, o sol espiritual - o sol central espiritual.
Consideraremos agora a tendência dos tipos e das estações no que concerne aos raios:
I
RAIO I - Este raio ainda está fora de manifestação mas começando a trazer efeito decisivo no plano mental; aí ele influencia as mentes dos discípulos em todos os lugares e prepara a cena para o aparecimento de um certo grupo de discípulos de Shambala. Daqui a dois mil anos a influência deste raio será sentida poderosamente no plano físico. Conseqüentemente, em cem anos sua potência será percebida no plano astral.
RAIO II - Este raio está sempre em manifestação subjetiva e muito potente porque é o raio de nosso sistema solar e particularmente agora, no presente, pois a Hierarquia está se aproximando mais intimamente da humanidade em preparação para a "crise do amor" e uma iminente iniciação planetária maior. Atualmente, entretanto, o segundo raio está-se tornando objetivo em sua influência sobre o plano físico. E assim será de maneira crescente nos próximos dois mil e duzentos anos, quando retirar-se-á gradualmente para o segundo plano.
RAIO III - Este raio permanecerá em encarnação objetiva, do ponto de vista humano, por um longo período - tão longo que seria inútil antecipar sua influência desvanecedora. Este centro planetário, que é a própria Humanidade, necessita ainda da aplicação intensa dessas forças para, assim, estimular até os "mais inferiores filhos dos homens".
RAIO IV - Este raio, como sabeis, começará a entrar em encarnação no princípio do próximo século (XXI) e - em colaboração com a influência fomentadora de Saturno - levará muitos ao caminho do discipulado. Quando a peculiar energia, à qual damos o nome, de certo modo insatisfatório, de "harmonia através do conflito" e as forças daquele planeta, que estabelecem oportunidade para o aspirante, estiverem trabalhando em combinação e numa síntese ordenada, então poderemos esperar por um ajustamento bem rápido nos assuntos humanos, particularmente em conexão com o Caminho. Este quarto raio é, em última análise, o raio que ensina a arte de viver com a finalidade de produzir uma síntese de beleza. Não há beleza sem unidade, sem idealismo concretizado e sem o desabrochar simétrico resultante. Este não é o raio da arte, como tão freqüentemente alegado, mas a energia que traz à realização a beleza daquelas formas vivas que personalizam idéias e os ideais procurando expressão imediata. Muitas pessoas afirmam ser do sexto raio porque sonham com a expressiva vida artística. Como disse antes, a arte criativa expressa-se em todos os raios.
RAIO V - Este raio tem estado em manifestação por quase setenta anos. Passará (por arranjo único e especial) em mais cinqüenta anos, interrompendo assim seu próprio ciclo normal porque julgou-se que o impulso especial necessitado fora adequado e o ímpeto dado ao "espírito humano de pesquisa" tenha servido seu propósito. Qualquer intensificação maior dos processos mentais agora (exceto através do efeito geral penetrante do terceiro raio) mostrar-se-ia desastroso. Os ciclos de raio são geralmente fixos e determinados, mas, em colaboração mútua e por causa da iminente Crise espiritual da Aproximação, o Senhor do Quinto Raio e o Senhor do Mundo decidiram retirar temporariamente este tipo de força. Levará cerca de cinqüenta anos para o realizarem.
RAIO VI - Este raio está saindo de manifestação há já algum tempo, como sabeis, e continuará assim com crescente rapidez.
RAIO VII - Este raio está agora vindo à manifestação; pouco há aqui para acrescentar à massa de informações que já vos dei neste tratado e em outros livros meus.
Um ponto de interesse mas de nenhuma urgência especial para vós é que os Senhores dos Raios, através de Seus Representantes planetários, constituem um corpo de Forças dirigentes em colaboração com o Senhor do Mundo em Shambala. Sua competência é consultora e orientadora mas não autoritária. Isto pode ser considerado por alguns de vós como a mais interessante informação neste livro. Se é essa vossa atitude, então apenas mostra vosso despreparo para o ensinamento verdadeiramente esotérico. Os estudantes necessitam de um maior senso de reais valores dirigentes e senso de proporção espiritual. Fatos planetários e fatos solares (sob cujo título o item de informação acima bem poderia ser colocado) podem estimular vossa imaginação e alargar vosso horizonte; para aspirantes e discípulos isso é de maior valor. Toda informação e acontecimentos em conexão com Shambala são sempre excitantes ao neófito que está pronto a esquecer que deve tornar seu contato com a Hierarquia mais familiar antes que a percepção verdadeira e relacionada seja sua.
Gostaria que estudásseis a tabulação que vos dei em Iniciação, Humana e Solar, e que encontrareis no apêndice do primeiro volume de Um Tratado sobre os Sete Raios. Insiro-a aqui para aqueles que não tenham cópia do primeiro volume do Tratado, e cuja atenção será novamente voltada da magnitude do Macrocosmo para a responsabilidade do microcosmo.
DISCIPULADO E OS RAIOS
1º Raio, Força, Energia, Ação - O Ocultista.
2º Raio, Consciência, Expansão, Iniciação - O Verdadeiro Psíquico.
3º Raio, Adaptação, Desenvolvimento, Evolução - O Mago.
4º Raio, Vibração, Resposta, Expressão - O Artista.
5º Raio, Mentalização, Conhecimento, Ciência - O Cientista.
6º Raio, Devoção, Abstração, Idealismo - O Devoto.
7º Raio, Encantamento, Magia, Ritual - O Ritualista.
Na Era Aquariana, como resultado da combinação existente de influências de raio, a humanidade entrará em uma expansão de consciência que lhe revelará relações grupais em lugar de seus relacionamentos individuais e auto-centrados. Lembro-vos que Aquário é encontrado na metade superior do círculo zodiacal e está exatamente em oposição a Leo, que é encontrado na metade inferior. Leo é o signo do desabrochar individual, e do eu como auto-afirmativo. Este signo altamente individualizado consuma-se em Aquário, no qual o indivíduo encontra plena expressão por meio do grupo, passando do serviço para si mesmo e expressão de si mesmo como personalidade, ao serviço do grupo e de uma crescente expressão da Hierarquia da qual ele, firmemente, se aproxima cada vez mais. Para esse fim, as influências de raio serão, crescente e firmemente, dirigidas. A humanidade alcançou um estágio no qual o sentido de individualidade está emergindo rapidamente. Em todos os campos de expressão humana, homens e mulheres estão se tornando, decisivamente, auto-afirmativos. O Velho Comentário refere-se simbolicamente a isto nas seguintes palavras:
"O Leão começa a rugir. Ele se precipita para frente e, em seu anseio para viver, manipula a destruição. Então, novamente, ele ruge e - precipitando-se para a corrente da vida - bebe profundamente. Assim, tendo bebido, a magia das águas age. Ele permanece transformado. O Leão desaparece e aquele que carrega o aquário aparece e dá começo à sua missão".
Os que têm visão podem ver isto acontecendo hoje em toda parte. O carregador de água (um outro nome para o servidor mundial) está dando início à sua tarefa auto-proposta. Daí o ancorar na terra do Novo Grupo de Servidores Mundiais, cujos representantes são encontrados em todos os países e em toda grande cidade. Isto, lembro-vos, teve lugar sem exceção em todos os diferentes raios; expressam muitos pontos de vista; seu campo de serviço é amplamente diversificado e suas técnicas tão diversas que, em alguns casos, para a pessoa de mentalidade tacanha, não é fácil compreender. Mas, revertendo à linguagem do simbolismo, todos carregam ao ombro o cântaro contendo a água da vida, e todos emitirão a luz, de alguma maneira, através de seu ambiente.
A vós, que viveis e trabalhais neste período intermediário e neste ciclo de transição, com todo o caos e revolta exteriores resultantes, é dada a tarefa de expressar firmeza, serviço e sacrifício. Essas são as três palavras que vos dou. Não tenho nenhuma informação espetacular para vós, como tem sido o caso algumas vezes. Muito, nessa informação atraente e recente, pode levar à entranhada insensibilidade. Necessitais absorver e agir conforme a informação que já tendes, antes que desperte em vós aquela ânsia básica de mais luz, que exige resposta daqueles de nós que trabalhamos dentro dos limites da Hierarquia. Por essa ânsia, esperamos pacientemente
A Serviço do Plano Página Principal ENCONTRO ESPIRITUAL - O Aspirante Determinado a Serviço do Plano APRESENTAÇÃO
ENCONTRO ESPIRITUAL -
O Aspirante Determinado a Serviço do Plano
APRESENTAÇÃO
"...o verdadeiro método no futuro será desenvolver no discípulo o sentido de síntese e de ‘localização’ no Mundo Uno. O tema sobre a direção subjaz no sistema de instruir." (Discipulado na Nova Era, Vol I pág. 267)
“Hoje os grupos esotéricos estão lentamente despertando para a idéia de que o seu principal serviço a ser prestado à humanidade consiste em cristalizar o imaterial, enunciar e evocar os silenciosos e invocativos reconhecimentos das massas e transformar-se num grupo militante entre a atenta Hierarquia e a humanidade esperançosa e sofredora.” (Carta do Tibetano à Escola Arcana em setembro de 1947)
Estes estudos são apresentados como um programa de treinamento para ajudar os “aspirantes determinados” a se tornarem discípulos conscientes, a ajudar a cada um a descobrir o seu próprio campo de serviço em relação com o trabalho hierárquico no mundo. A Hierarquia funciona através de três aspectos maiores ou departamentos e cada um deles tem a sua contrapartida no mundo dos assuntos humanos. Esses três são o Departamento de Governo, o Departamento da Religião e o Departamento da Educação. Cada departamento contém diversos aspectos que por sua vez têm também sua correspondência nos assuntos mundiais.
Já que todos os discípulos encontram-se em treinamento para o serviço mundial, em termos do Plano hierárquico, é necessário que comecemos a ampliar a nossa consciência ao contato e à resposta da alma que nos relaciona com o centro hierárquico. Também devemos começar a estabelecer uma relação mental que responda ao campo hierárquico mundial, ali onde estamos destinados a servir por afiliação ashramica. Nestes estudos são apresentados sete cadernos relacionados com os três departamentos do trabalho hierárquico, mostrando as leis e princípios, as energias e forças, assim como os principais pontos de energia que existem no interior de cada departamento. Isto deve estar associado ao estudo das tendências existentes e das possibilidades que exigem o conhecimento das condições contemporâneas e a avaliação dos acontecimentos em curso. Jornais, periódicos e revistas especializadas provêem este gênero de notícias e de informações. À margem disto, o aspirante deve ser capaz de treinar-se a si mesmo para uma melhor aplicação da lei espiritual, do princípio e da intenção ashramica no campo da sua escolha ou sua reconhecida responsabilidade de discípulo para com o Ashram.
Há que ter em conta que o Departamento Hierárquico da Educação, sob o controle do Senhor da Civilização, está envolvido no processo evolutivo da civilização através da ciência, da filosofia, da psicologia, da cultura e das artes, assim como através da educação em si mesma. O estudo é apresentado do seguinte modo:
1 – Departamento Hierárquico do Governo.
Um caderno que trata dos três aspectos maiores deste departamento:
a – Política – Ciência do Governo.
b – Lei – Legislação.
c – Economia – Finanças.
Pela correta orientação e a meditação oculta, nosso trabalho esotérico deverá nos ajudar a vivificar os fatores subjetivos subjacentes ao governo interno.
2 – Departamento Hierárquico da Religião.
Novamente, um caderno dividido em três partes apresentadas do seguinte modo:
a – A nova religião mundial e a Universalidade da vida.
b – O processo de iniciação na vida de Deus.
c – A ciência da invocação e evocação.
3 – Departamento Hierárquico da Educação.
Subdividido em cinco cadernos, um para cada uma das principais áreas de trabalho deste departamento:
a – Educação: Técnicas universais de correto desenvolvimento do ser integral.
b – Ciência: Revelando a estrutura oculta subjacente ao fato científico.
c – Filosofia: Os princípios espirituais e as idéias-semente que deverão condicionar o pensamento e as atitudes mentais na nova era.
d – Psicologia: A constituição do homem considerado como um ser tríplice, feito à imagem de Deus, com o subseqüente campo de relações.
e – Arte e Cultura: Treinamento do espírito criador para refletir a beleza e a harmonia do universo que pode oferecer a vida cotidiana.
A escolha entre esses sete estudos é dada ao aspirante quando ele começa a identificar o seu próprio campo de serviço ou para ajudá-lo neste objetivo, estimulando sua capacidade de reconhecimento e de resposta sensível. O aspirante pode escolher um só caderno ou estudar vários deles ou todos, antes que a visão do seu trabalho de discípulo comece a aclarar-se nele.
Além do material de estudo colocado à disposição em cada caderno, espera-se do aspirante a busca de informação dos acontecimentos correntes por si mesmo. As informações contemporâneas que são a causa da rapidez das mudanças operadas nestes anos de transição se desfazem rapidamente e, portanto, não podem ser dadas aqui. Este estudo inclui uma boa parte do ensinamento de base dado nas obras do Tibetano. Nossa tarefa consiste em compreender o ensinamento, as leis e princípios, os valores e a significação do mundo das causas, pondo-as em relação com as tendências e acontecimentos correntes e começar a ter uma visão do futuro e das possibilidades imediatas.
Assim a mente começa a funcionar como uma ponte, um canal de comunicação da energia entre o Plano, tal como existe na intenção Hierárquica, e os assuntos mundiais, que devem mudar adaptando-se ao propósito planetário que é mantido “em solução” pela Hierarquia. Desta maneira o discípulo coopera na tarefa de estabelecer a forma mental da solução e também treina-se a si mesmo para o serviço ativo nos assuntos humanos.
Este Caderno apresenta o ensinamento esotérico de base no "Departamento do Governo" e seus três aspectos principais nos assuntos humanos - política, lei e economia. É importante recordar que se a Hierarquia e os assuntos humanos funcionam através destes três departamentos, eles são, de toda maneira, interdependentes e interativos. A Educação e os educadores são indispensáveis para uma inteligente compreensão dos justos procedimentos de governo e participam dele. O mesmo pode ser dito com relação aos verdadeiros valores espirituais que o domínio religioso tem e como deve ser apregoado ao povo. Todos os aspectos da vida humana atuam uns sobre os outros com efeitos tanto bons como maus.
Os ashramas da Hierarquia estão também tratando de fundirem-se e unir seus trabalhos de uma maneira nova e como fator de base para estabelecer uma síntese de pensamento e ação na manifestação do Plano na Terra. Assim, cada departamento, embora responsável por um aspecto maior do Plano Divino, inclui e é incluído nos demais.
“Notarão quão esgotante é o trabalho para derrubar o isolamento e a separatividade dos grupos nacionais que requer a unificação das energias dos três grupos de trabalhadores para se obter os resultados desejados. Os sete grupos de trabalhadores estão para isso organizados da seguinte maneira:
1 – No setor político – primeiro, sexto e sétimo raios.
2 – No setor religioso – segundo e quarto raios.
3 – No setor da educação – terceiro e quinto raios.
Recordem que embora o trabalho seja conduzido nos três campos do pensamento e atividade humanos, o resultado obtido é o dum esforço único, numa só direção, para produzir uma síntese e um grande movimento preparatório que levará a uma revelação que não posso detalhar”. (Psicologia Esotérica I, pág. 152)
Quando buscamos desenvolver nossas técnicas de serviço – esse fator de síntese e de interação é uma delas e importante – a fim de que nossa visão seja ampliada e nossos horizontes vastos, quando concentrarmos a energia numa área específica de nossa responsabilidade aceita.
O Tibetano disse que:
“Os servidores da Hierarquia espiritual e os discípulos do mundo encontram-se em todas as nações; são leais à ideologia dessa nação ou às tendências políticas de pensamento ou governo; os membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo abraçam todos os credos políticos e reconhecem a autoridade de todas as religiões imagináveis. As pessoas de boa vontade podem ser descobertas atuando em todos os grupos, qualquer que seja a sua ideologia, credo ou crença. A Hierarquia não procura cooperadores numa determinada escola de pensamento, corrente política ou governo. Ela encontra-os em todos os agrupamentos e coopera com todos. Isto tenho dito freqüentemente e contudo, custa-se a acreditar, pois a maioria está plenamente convencida que a sua crença peculiar e a sua aceitação particular da verdade é indubitavelmente a melhor e mais verdadeira. Sê-lo-á para vocês, mas não para o seu irmão de outra crença, nação ou religião.
Desta forma, como sabem, encontramos membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo disseminados por toda parte. São os únicos agentes que a Hierarquia decidiu utilizar neste momento e a eles confiou a seguinte tarefa:
1 – Restaurar o equilíbrio mundial por meio da compreensão e da boa vontade.
2 – Levar a harmonia e a unidade aos homens e às nações pela revelação da boa vontade generalizada e existente em toda a parte.
3 – Precipitar, mediante a percepção espiritual e a interpretação correta, o reino de Deus na Terra”. (Psicologia Esotérica II, pág. 553)
A Utilização da Vontade
Embora os parágrafos seguintes, extraídos de “Os Raios e as Iniciações”, fazem especial referência aos iniciados de terceiro grau, a informação dada sobre a utilização dos diferentes aspectos da vontade em relação com os três Departamentos da Hierarquia é válida para todos os estudantes:
“Com relação ao emprego pelo iniciado do que poderíamos denominar a vontade pura, deve ser recordado que esta chega à manifestação por meio de um dos três aspectos da Tríada espiritual. O raio maior ao qual pertence o iniciado, do ângulo de seu raio monádico, determina tal atividade. Todo homem espiritual pertence a um dos três raios maiores, porque os quatro raios menores de atributo eventualmente são absorvidos no terceiro Raio de Inteligência Ativa.
Se o iniciado pertence ao primeiro raio e, portanto, atua no Setor do Manu, utilizará e expressará o inato aspecto vontade por meio da natureza átmica ou pelo aspecto mais elevado da Tríada espiritual, a qual damos o nome inadequado de “Vontade divina”. Os estudantes tendem a esquecer que a Tríada espiritual, relacionada como está com a mônada, quase da mesma forma como a tríplice personalidade está com a alma, expressa os três aspectos maiores da energia Shamballica, que são expressões da Vontade do Logos planetário e Seu Propósito essencial. Se o iniciado pertence ao segundo raio, portanto atua no Setor do Cristo, empregará a vontade por intermédio de budi, segundo aspecto da Tríada espiritual. Se pertence ao terceiro raio e ao Setor do Mahachoan, o Senhor da Civilização, atuará por meio da mente superior, aspecto inferior da Tríada espiritual. Não obstante, devem recordar que nenhum destes aspectos pode ser considerado como superior ou inferior, pois todos são igualmente divinos. A compreensão destas idéias chegará quando se derem conta, por exemplo, que a expressão de budi, ou da intuição, na consciência do homem espiritual, conduzirá ao emprego da vontade para desenvolver os propósitos de Shamballa nos campos da religião, da educação e da salvação ou salvamento do aspecto vida de todas as formas nos três mundos, mas não terá relação alguma com o indivíduo e os problemas pessoais do homem. Se a expressão é a da mente superior, a vontade será empregada em relação com as civilizações e culturas, das quais é responsável o terceiro setor, cumprindo-se a vontade de Deus em amplos e gerais planos. Se é a vontade a que se expressa através do aspecto átmico da Tríada, atuará em relação com as raças, nações e os reinos da natureza e, ademais, com os Grandes ordenamentos planetários desconhecidos pelo homem na atualidade. A síntese deste panorama tornar-se-á evidente se for analisado com cuidado”. (Os Raios e as Iniciações, pág. 258-9)
NOTAS-CHAVE
“A estrutura mundial emerge dos modelos mentais internos e está construída de acordo com eles, os quais produzem a atual proliferação dos experimentos governamentais em todas as nações.” (Psicologia Esotérica I, pág 154)
“Na nova ordem mundial o grupo governante de qualquer nação deve estar composto por aqueles que trabalham para o maior bem do maior número e, ao mesmo tempo, oferecem uma oportunidade a todos, procurando com que o indivíduo tenha liberdade. Já se reconhecem hoje os homens de visão possibilitando assim a correta escolha de líderes, o que não foi possível até o Século XX.” (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 161)
“Fundamentados nos direitos humanos universalmente reconhecidos, na urgência de uma unidade espiritual e na necessidade de lançar fora todas as atitudes e dogmas teológicos separatistas em todos os campos do pensamento, buscam um novo princípio governante na política e na educação.” (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 316)
“Os discípulos de primeiro raio se concentram na maestria das principais correntes na cabeça de toda sociedade humana. Estas correntes englobam o governo e os movimentos internacionais, o comércio e a indústria. Os discípulos de primeiro raio se encontrarão cada vez mais nas posições chaves de autoridade e de influência. Seu trabalho será de regenerar e reorientar as energias e as atividades.” (Simon Roof, Os Discípulos Aquarianos)
O TRABALHO DOS SERVIDORES POLÍTICOS
“Recordem que o objetivo de todo verdadeiro controle governamental é a correta síntese que conduz à correta atividade nacional e grupal interna. O problema torna-se duplo. Primeiro, temos o problema dos métodos que deveriam ser empregados para que as medidas autoritárias aprovadas sejam cumpridas pelo método obrigatório, ou que seja de tal índole que evoque uma colaboração reconhecida e generosamente prestada. Estes dois métodos de trabalhar podem produzir muitas mudanças, embora o sistema de colaboração, voluntariamente prestado por uma maioria inteligente, nunca foi feito até agora. Não obstante, vamos para essa condição de consciência mundial e para a sua experimentação. Explicarei brevemente alguns dos sistemas de governo, que foram experimentados ou o serão no futuro:
Governo por uma Reconhecida Hierarquia Espiritual. Esta Hierarquia estará relacionada com a massa humana mediante uma cadeia de homens e mulheres evoluídos que atuarão como intermediários entre o grupo espiritual regente e o povo orientado para um mundo de corretos valores. Esta forma de controle mundial está ainda muito distante. Quando for possível tal governo, a Hierarquia planetária terá feito uma grande abordagem na Terra e milhares de homens e mulheres estarão em contato com Sua organização, porque terão evoluído suficientemente para serem sensíveis aos Seus pensamentos e idéias.
Governo por uma Oligarquia de Mentes Iluminadas reconhecidas e escolhidas para governar por um conjunto de pensadores. Governarão educando os pensadores da raça sobre idéias grupais e sua correta aplicação. O sistema de educação, então prevalecente, será empregado como meio para chegar às massas, alinhando-as com as idéias principais, não pela força, mas pela correta compreensão, análise, debate e experimento. De forma curiosa (do ponto de vista da maioria) a Hierarquia espiritual trabalhará, em geral, por meio dos cientistas do mundo, que terão se convencido da efetiva realidade da alma. Serão expertos no emprego das forças da alma e da natureza e constituirão um grupo vinculador de esoteristas.
Governo por uma Democracia Verdadeira. Isto também será possível pelo correto emprego dos sistemas de educação e do constante treinamento do povo para reconhecer os valores sutis, o ponto de vista mais correto, o idealismo mais elevado e o espírito de síntese e de unidade cooperadora. A unidade cooperadora, onde o espírito subjetivo e a forma objetiva caminham para um fim reconhecido, difere da unidade obrigatória. Hoje não se conhece uma verdadeira democracia e a massa humana nos países democráticos está a mercê dos políticos e das forças financeiras, como também estão os povos regidos por ditaduras, iluminadas ou não. Estas últimas poderiam ser consideradas como ditaduras dos idealistas egoístas. Gostaria que observassem a palavra “idealistas”. Sem embargo, quando houver no mundo pessoas realmente mais despertas e um maior número de homens e mulheres reflexivos, veremos a purificação do campo político e a depuração dos nossos processos representativos instituídos, assim como também uma prestação de contas mais exata, exigida pelo povo que os elegeram como governantes. Deve existir oportunamente um laço mais estreito entre o sistema educativo, o sistema jurídico e o governo, mas todos realizarão o esforço para desenvolver os melhores ideais dos pensadores da época. Este período não está tão longínquo como imaginam, particularmente se o primeiro passo nesta direção for dado pelo Novo Grupo de Servidores do Mundo.
Este primeiro passo envolve a correta compreensão da boa vontade. Estes três sistemas, os principais, correspondem aos três raios maiores, de síntese, de idealismo e de inteligência, que são outros nomes para os raios de Vontade ou Poder, de Amor-Sabedoria e de Inteligência Ativa.
Governo por Ditadura. Este tipo de governo se divide em três partes:
1 – Governo exercido por uma monarquia, geralmente hoje limitada pela vontade do povo, ou melhor, pelos políticos da época, mas que simboliza o culminante governo da Hierarquia sob o reinado do Senhor do Mundo.
2 – Governo exercido pelo líder de algum país democrático, geralmente chamado presidente, ou por algum estadista (ou qualquer nome com que é designado), que é freqüentemente um idealista, embora limitado por sua falível natureza humana, pela época em que lhe coube viver, por seus conselheiros e pela corrupção e o egoísmo tão prevalecentes. Um estudo de homens que exerceram esse cargo, realizado por uma pessoa neutra e de mente ampla, demonstrará geralmente que ocuparam o cargo influenciados por alguma idéia que em si era intrinsecamente correta (não importa como foi aplicada) e progressista em seu conceito e pertencia ao que então foi uma nova era. Isto os relaciona com o segundo raio.
3 – Governo exercido por ditadores, cujo princípio animador não é um dos ideais da nova era emergente em sua época particular, mas um idealismo de tipo mais material – idealismo reconhecido comumente como da época. Eles não são, em geral, reacionários nem se encontram entre os trabalhadores intuitivos de sua época, mas que tomam posse do que está arraigado, estabelecido e facilmente disponível – fato tornado possível pelos pensadores de então – e logo lhe dão um cunho e um objetivo materiais: material, nacional e egoísta e o impõem às massas mediante o temor, medidas bélicas e promessas materiais. Portanto, pertencem mais praticamente aos métodos de trabalho de terceiro raio, pois são inteligentes, práticos e materialmente construtivos. Suas técnicas carecem do verdadeiro idealismo, envolvendo os cânones da nova era e os incentivos religiosos. Não obstante, conduzem a raça a dar outro passo. Por terem o poder de produzir efeito nas massas ao evocar o pensamento, essas, às vezes, oferecem uma eventual resistência, como resultado desse pensamento.
Mais adiante estudaremos estas e outras maneiras de governar, analisaremos suas expressões modernas e comuns e suas futuras analogias espirituais, que aparecerão algum dia sobre a Terra como resultado dos numerosos experimentos que estão se realizando atualmente. Recordem isto.” (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 47-50)
MEDITAÇÃO
“Peço-lhe que dedique quinze minutos a refletir intensamente cada dia sobre o problema do futuro, pedindo-lhe antes de tudo conseguir um alinhamento o mais estável possível e elevar a sua consciência ao nível de percepção também o mais elevado possível. Logo encare o tópico abaixo de duas maneiras:
1 – Veja o que deve ser destruído, quando deriva do passado.
2 – Como deveria evoluir no futuro, de acordo com o seu ponto de vista e como contribuiria para o período vindouro de reconstrução e proporcionaria essa nova ponte em acorde com os requisitos da nova era, conforme você o pressente e interpreta. Eis o tópico:
A índole ou tipo do futuro governo mundial, tendo em conta o que deverá surgir das principais e atuais ideologias mundiais.” (Discipulado na Nova Era I, pág. 420)
Termine este exercício de meditação pronunciando a Grande Invocação e distribuindo a energia através dos cinco centros planetários: Nova York, Londres, Darjeeling, Genebra e Tóquio:
A Grande Invocação
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
OM OM OM
TRABALHO RECOMENDADO
O estudo dos departamentos da Hierarquia e dos campos de serviço para o discípulo deve ser algo constante, a fim de que ao cabo de algum tempo, produza-se a revelação do real trabalho a fazer e que o servidor seja equipado para fazê-lo.
Recomenda-se ao aspirante que dê todo o tempo que puder ao estudo, assim como às vias e meios de se familiarizar com o esquema mundial contemporâneo. Não há limitação estabelecida para as fontes de estudo. Além destes cadernos e das referências dadas, que deverão ser exploradas com proveito, os livros em si mesmos contém muito ensinamento precioso, como também de outros autores.
Pode ser útil para o aspirante centrar seus pensamentos ao redor de algumas perguntas-chave:
1 – Qual parece ser o próximo desenvolvimento das relações internacionais a nível governamental? Que deveria resultar de um relação e de uma cooperação melhoradas entre as nações? Para onde deveria conduzir de imediato esta nova relação?
2 – Qual deveria ser o próximo passo adiante para a evolução do governo e a administração, da Lei e da Economia:
-do ponto de vista nacional?
-de sua própria esfera?
3 – Que forma de cooperação prática pode oferecer o cidadão médio em cada país e também o discípulo ativo?
O Aspirante Determinado a Serviço do Plano
APRESENTAÇÃO
"...o verdadeiro método no futuro será desenvolver no discípulo o sentido de síntese e de ‘localização’ no Mundo Uno. O tema sobre a direção subjaz no sistema de instruir." (Discipulado na Nova Era, Vol I pág. 267)
“Hoje os grupos esotéricos estão lentamente despertando para a idéia de que o seu principal serviço a ser prestado à humanidade consiste em cristalizar o imaterial, enunciar e evocar os silenciosos e invocativos reconhecimentos das massas e transformar-se num grupo militante entre a atenta Hierarquia e a humanidade esperançosa e sofredora.” (Carta do Tibetano à Escola Arcana em setembro de 1947)
Estes estudos são apresentados como um programa de treinamento para ajudar os “aspirantes determinados” a se tornarem discípulos conscientes, a ajudar a cada um a descobrir o seu próprio campo de serviço em relação com o trabalho hierárquico no mundo. A Hierarquia funciona através de três aspectos maiores ou departamentos e cada um deles tem a sua contrapartida no mundo dos assuntos humanos. Esses três são o Departamento de Governo, o Departamento da Religião e o Departamento da Educação. Cada departamento contém diversos aspectos que por sua vez têm também sua correspondência nos assuntos mundiais.
Já que todos os discípulos encontram-se em treinamento para o serviço mundial, em termos do Plano hierárquico, é necessário que comecemos a ampliar a nossa consciência ao contato e à resposta da alma que nos relaciona com o centro hierárquico. Também devemos começar a estabelecer uma relação mental que responda ao campo hierárquico mundial, ali onde estamos destinados a servir por afiliação ashramica. Nestes estudos são apresentados sete cadernos relacionados com os três departamentos do trabalho hierárquico, mostrando as leis e princípios, as energias e forças, assim como os principais pontos de energia que existem no interior de cada departamento. Isto deve estar associado ao estudo das tendências existentes e das possibilidades que exigem o conhecimento das condições contemporâneas e a avaliação dos acontecimentos em curso. Jornais, periódicos e revistas especializadas provêem este gênero de notícias e de informações. À margem disto, o aspirante deve ser capaz de treinar-se a si mesmo para uma melhor aplicação da lei espiritual, do princípio e da intenção ashramica no campo da sua escolha ou sua reconhecida responsabilidade de discípulo para com o Ashram.
Há que ter em conta que o Departamento Hierárquico da Educação, sob o controle do Senhor da Civilização, está envolvido no processo evolutivo da civilização através da ciência, da filosofia, da psicologia, da cultura e das artes, assim como através da educação em si mesma. O estudo é apresentado do seguinte modo:
1 – Departamento Hierárquico do Governo.
Um caderno que trata dos três aspectos maiores deste departamento:
a – Política – Ciência do Governo.
b – Lei – Legislação.
c – Economia – Finanças.
Pela correta orientação e a meditação oculta, nosso trabalho esotérico deverá nos ajudar a vivificar os fatores subjetivos subjacentes ao governo interno.
2 – Departamento Hierárquico da Religião.
Novamente, um caderno dividido em três partes apresentadas do seguinte modo:
a – A nova religião mundial e a Universalidade da vida.
b – O processo de iniciação na vida de Deus.
c – A ciência da invocação e evocação.
3 – Departamento Hierárquico da Educação.
Subdividido em cinco cadernos, um para cada uma das principais áreas de trabalho deste departamento:
a – Educação: Técnicas universais de correto desenvolvimento do ser integral.
b – Ciência: Revelando a estrutura oculta subjacente ao fato científico.
c – Filosofia: Os princípios espirituais e as idéias-semente que deverão condicionar o pensamento e as atitudes mentais na nova era.
d – Psicologia: A constituição do homem considerado como um ser tríplice, feito à imagem de Deus, com o subseqüente campo de relações.
e – Arte e Cultura: Treinamento do espírito criador para refletir a beleza e a harmonia do universo que pode oferecer a vida cotidiana.
A escolha entre esses sete estudos é dada ao aspirante quando ele começa a identificar o seu próprio campo de serviço ou para ajudá-lo neste objetivo, estimulando sua capacidade de reconhecimento e de resposta sensível. O aspirante pode escolher um só caderno ou estudar vários deles ou todos, antes que a visão do seu trabalho de discípulo comece a aclarar-se nele.
Além do material de estudo colocado à disposição em cada caderno, espera-se do aspirante a busca de informação dos acontecimentos correntes por si mesmo. As informações contemporâneas que são a causa da rapidez das mudanças operadas nestes anos de transição se desfazem rapidamente e, portanto, não podem ser dadas aqui. Este estudo inclui uma boa parte do ensinamento de base dado nas obras do Tibetano. Nossa tarefa consiste em compreender o ensinamento, as leis e princípios, os valores e a significação do mundo das causas, pondo-as em relação com as tendências e acontecimentos correntes e começar a ter uma visão do futuro e das possibilidades imediatas.
Assim a mente começa a funcionar como uma ponte, um canal de comunicação da energia entre o Plano, tal como existe na intenção Hierárquica, e os assuntos mundiais, que devem mudar adaptando-se ao propósito planetário que é mantido “em solução” pela Hierarquia. Desta maneira o discípulo coopera na tarefa de estabelecer a forma mental da solução e também treina-se a si mesmo para o serviço ativo nos assuntos humanos.
Este Caderno apresenta o ensinamento esotérico de base no "Departamento do Governo" e seus três aspectos principais nos assuntos humanos - política, lei e economia. É importante recordar que se a Hierarquia e os assuntos humanos funcionam através destes três departamentos, eles são, de toda maneira, interdependentes e interativos. A Educação e os educadores são indispensáveis para uma inteligente compreensão dos justos procedimentos de governo e participam dele. O mesmo pode ser dito com relação aos verdadeiros valores espirituais que o domínio religioso tem e como deve ser apregoado ao povo. Todos os aspectos da vida humana atuam uns sobre os outros com efeitos tanto bons como maus.
Os ashramas da Hierarquia estão também tratando de fundirem-se e unir seus trabalhos de uma maneira nova e como fator de base para estabelecer uma síntese de pensamento e ação na manifestação do Plano na Terra. Assim, cada departamento, embora responsável por um aspecto maior do Plano Divino, inclui e é incluído nos demais.
“Notarão quão esgotante é o trabalho para derrubar o isolamento e a separatividade dos grupos nacionais que requer a unificação das energias dos três grupos de trabalhadores para se obter os resultados desejados. Os sete grupos de trabalhadores estão para isso organizados da seguinte maneira:
1 – No setor político – primeiro, sexto e sétimo raios.
2 – No setor religioso – segundo e quarto raios.
3 – No setor da educação – terceiro e quinto raios.
Recordem que embora o trabalho seja conduzido nos três campos do pensamento e atividade humanos, o resultado obtido é o dum esforço único, numa só direção, para produzir uma síntese e um grande movimento preparatório que levará a uma revelação que não posso detalhar”. (Psicologia Esotérica I, pág. 152)
Quando buscamos desenvolver nossas técnicas de serviço – esse fator de síntese e de interação é uma delas e importante – a fim de que nossa visão seja ampliada e nossos horizontes vastos, quando concentrarmos a energia numa área específica de nossa responsabilidade aceita.
O Tibetano disse que:
“Os servidores da Hierarquia espiritual e os discípulos do mundo encontram-se em todas as nações; são leais à ideologia dessa nação ou às tendências políticas de pensamento ou governo; os membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo abraçam todos os credos políticos e reconhecem a autoridade de todas as religiões imagináveis. As pessoas de boa vontade podem ser descobertas atuando em todos os grupos, qualquer que seja a sua ideologia, credo ou crença. A Hierarquia não procura cooperadores numa determinada escola de pensamento, corrente política ou governo. Ela encontra-os em todos os agrupamentos e coopera com todos. Isto tenho dito freqüentemente e contudo, custa-se a acreditar, pois a maioria está plenamente convencida que a sua crença peculiar e a sua aceitação particular da verdade é indubitavelmente a melhor e mais verdadeira. Sê-lo-á para vocês, mas não para o seu irmão de outra crença, nação ou religião.
Desta forma, como sabem, encontramos membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo disseminados por toda parte. São os únicos agentes que a Hierarquia decidiu utilizar neste momento e a eles confiou a seguinte tarefa:
1 – Restaurar o equilíbrio mundial por meio da compreensão e da boa vontade.
2 – Levar a harmonia e a unidade aos homens e às nações pela revelação da boa vontade generalizada e existente em toda a parte.
3 – Precipitar, mediante a percepção espiritual e a interpretação correta, o reino de Deus na Terra”. (Psicologia Esotérica II, pág. 553)
A Utilização da Vontade
Embora os parágrafos seguintes, extraídos de “Os Raios e as Iniciações”, fazem especial referência aos iniciados de terceiro grau, a informação dada sobre a utilização dos diferentes aspectos da vontade em relação com os três Departamentos da Hierarquia é válida para todos os estudantes:
“Com relação ao emprego pelo iniciado do que poderíamos denominar a vontade pura, deve ser recordado que esta chega à manifestação por meio de um dos três aspectos da Tríada espiritual. O raio maior ao qual pertence o iniciado, do ângulo de seu raio monádico, determina tal atividade. Todo homem espiritual pertence a um dos três raios maiores, porque os quatro raios menores de atributo eventualmente são absorvidos no terceiro Raio de Inteligência Ativa.
Se o iniciado pertence ao primeiro raio e, portanto, atua no Setor do Manu, utilizará e expressará o inato aspecto vontade por meio da natureza átmica ou pelo aspecto mais elevado da Tríada espiritual, a qual damos o nome inadequado de “Vontade divina”. Os estudantes tendem a esquecer que a Tríada espiritual, relacionada como está com a mônada, quase da mesma forma como a tríplice personalidade está com a alma, expressa os três aspectos maiores da energia Shamballica, que são expressões da Vontade do Logos planetário e Seu Propósito essencial. Se o iniciado pertence ao segundo raio, portanto atua no Setor do Cristo, empregará a vontade por intermédio de budi, segundo aspecto da Tríada espiritual. Se pertence ao terceiro raio e ao Setor do Mahachoan, o Senhor da Civilização, atuará por meio da mente superior, aspecto inferior da Tríada espiritual. Não obstante, devem recordar que nenhum destes aspectos pode ser considerado como superior ou inferior, pois todos são igualmente divinos. A compreensão destas idéias chegará quando se derem conta, por exemplo, que a expressão de budi, ou da intuição, na consciência do homem espiritual, conduzirá ao emprego da vontade para desenvolver os propósitos de Shamballa nos campos da religião, da educação e da salvação ou salvamento do aspecto vida de todas as formas nos três mundos, mas não terá relação alguma com o indivíduo e os problemas pessoais do homem. Se a expressão é a da mente superior, a vontade será empregada em relação com as civilizações e culturas, das quais é responsável o terceiro setor, cumprindo-se a vontade de Deus em amplos e gerais planos. Se é a vontade a que se expressa através do aspecto átmico da Tríada, atuará em relação com as raças, nações e os reinos da natureza e, ademais, com os Grandes ordenamentos planetários desconhecidos pelo homem na atualidade. A síntese deste panorama tornar-se-á evidente se for analisado com cuidado”. (Os Raios e as Iniciações, pág. 258-9)
NOTAS-CHAVE
“A estrutura mundial emerge dos modelos mentais internos e está construída de acordo com eles, os quais produzem a atual proliferação dos experimentos governamentais em todas as nações.” (Psicologia Esotérica I, pág 154)
“Na nova ordem mundial o grupo governante de qualquer nação deve estar composto por aqueles que trabalham para o maior bem do maior número e, ao mesmo tempo, oferecem uma oportunidade a todos, procurando com que o indivíduo tenha liberdade. Já se reconhecem hoje os homens de visão possibilitando assim a correta escolha de líderes, o que não foi possível até o Século XX.” (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 161)
“Fundamentados nos direitos humanos universalmente reconhecidos, na urgência de uma unidade espiritual e na necessidade de lançar fora todas as atitudes e dogmas teológicos separatistas em todos os campos do pensamento, buscam um novo princípio governante na política e na educação.” (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 316)
“Os discípulos de primeiro raio se concentram na maestria das principais correntes na cabeça de toda sociedade humana. Estas correntes englobam o governo e os movimentos internacionais, o comércio e a indústria. Os discípulos de primeiro raio se encontrarão cada vez mais nas posições chaves de autoridade e de influência. Seu trabalho será de regenerar e reorientar as energias e as atividades.” (Simon Roof, Os Discípulos Aquarianos)
O TRABALHO DOS SERVIDORES POLÍTICOS
“Recordem que o objetivo de todo verdadeiro controle governamental é a correta síntese que conduz à correta atividade nacional e grupal interna. O problema torna-se duplo. Primeiro, temos o problema dos métodos que deveriam ser empregados para que as medidas autoritárias aprovadas sejam cumpridas pelo método obrigatório, ou que seja de tal índole que evoque uma colaboração reconhecida e generosamente prestada. Estes dois métodos de trabalhar podem produzir muitas mudanças, embora o sistema de colaboração, voluntariamente prestado por uma maioria inteligente, nunca foi feito até agora. Não obstante, vamos para essa condição de consciência mundial e para a sua experimentação. Explicarei brevemente alguns dos sistemas de governo, que foram experimentados ou o serão no futuro:
Governo por uma Reconhecida Hierarquia Espiritual. Esta Hierarquia estará relacionada com a massa humana mediante uma cadeia de homens e mulheres evoluídos que atuarão como intermediários entre o grupo espiritual regente e o povo orientado para um mundo de corretos valores. Esta forma de controle mundial está ainda muito distante. Quando for possível tal governo, a Hierarquia planetária terá feito uma grande abordagem na Terra e milhares de homens e mulheres estarão em contato com Sua organização, porque terão evoluído suficientemente para serem sensíveis aos Seus pensamentos e idéias.
Governo por uma Oligarquia de Mentes Iluminadas reconhecidas e escolhidas para governar por um conjunto de pensadores. Governarão educando os pensadores da raça sobre idéias grupais e sua correta aplicação. O sistema de educação, então prevalecente, será empregado como meio para chegar às massas, alinhando-as com as idéias principais, não pela força, mas pela correta compreensão, análise, debate e experimento. De forma curiosa (do ponto de vista da maioria) a Hierarquia espiritual trabalhará, em geral, por meio dos cientistas do mundo, que terão se convencido da efetiva realidade da alma. Serão expertos no emprego das forças da alma e da natureza e constituirão um grupo vinculador de esoteristas.
Governo por uma Democracia Verdadeira. Isto também será possível pelo correto emprego dos sistemas de educação e do constante treinamento do povo para reconhecer os valores sutis, o ponto de vista mais correto, o idealismo mais elevado e o espírito de síntese e de unidade cooperadora. A unidade cooperadora, onde o espírito subjetivo e a forma objetiva caminham para um fim reconhecido, difere da unidade obrigatória. Hoje não se conhece uma verdadeira democracia e a massa humana nos países democráticos está a mercê dos políticos e das forças financeiras, como também estão os povos regidos por ditaduras, iluminadas ou não. Estas últimas poderiam ser consideradas como ditaduras dos idealistas egoístas. Gostaria que observassem a palavra “idealistas”. Sem embargo, quando houver no mundo pessoas realmente mais despertas e um maior número de homens e mulheres reflexivos, veremos a purificação do campo político e a depuração dos nossos processos representativos instituídos, assim como também uma prestação de contas mais exata, exigida pelo povo que os elegeram como governantes. Deve existir oportunamente um laço mais estreito entre o sistema educativo, o sistema jurídico e o governo, mas todos realizarão o esforço para desenvolver os melhores ideais dos pensadores da época. Este período não está tão longínquo como imaginam, particularmente se o primeiro passo nesta direção for dado pelo Novo Grupo de Servidores do Mundo.
Este primeiro passo envolve a correta compreensão da boa vontade. Estes três sistemas, os principais, correspondem aos três raios maiores, de síntese, de idealismo e de inteligência, que são outros nomes para os raios de Vontade ou Poder, de Amor-Sabedoria e de Inteligência Ativa.
Governo por Ditadura. Este tipo de governo se divide em três partes:
1 – Governo exercido por uma monarquia, geralmente hoje limitada pela vontade do povo, ou melhor, pelos políticos da época, mas que simboliza o culminante governo da Hierarquia sob o reinado do Senhor do Mundo.
2 – Governo exercido pelo líder de algum país democrático, geralmente chamado presidente, ou por algum estadista (ou qualquer nome com que é designado), que é freqüentemente um idealista, embora limitado por sua falível natureza humana, pela época em que lhe coube viver, por seus conselheiros e pela corrupção e o egoísmo tão prevalecentes. Um estudo de homens que exerceram esse cargo, realizado por uma pessoa neutra e de mente ampla, demonstrará geralmente que ocuparam o cargo influenciados por alguma idéia que em si era intrinsecamente correta (não importa como foi aplicada) e progressista em seu conceito e pertencia ao que então foi uma nova era. Isto os relaciona com o segundo raio.
3 – Governo exercido por ditadores, cujo princípio animador não é um dos ideais da nova era emergente em sua época particular, mas um idealismo de tipo mais material – idealismo reconhecido comumente como da época. Eles não são, em geral, reacionários nem se encontram entre os trabalhadores intuitivos de sua época, mas que tomam posse do que está arraigado, estabelecido e facilmente disponível – fato tornado possível pelos pensadores de então – e logo lhe dão um cunho e um objetivo materiais: material, nacional e egoísta e o impõem às massas mediante o temor, medidas bélicas e promessas materiais. Portanto, pertencem mais praticamente aos métodos de trabalho de terceiro raio, pois são inteligentes, práticos e materialmente construtivos. Suas técnicas carecem do verdadeiro idealismo, envolvendo os cânones da nova era e os incentivos religiosos. Não obstante, conduzem a raça a dar outro passo. Por terem o poder de produzir efeito nas massas ao evocar o pensamento, essas, às vezes, oferecem uma eventual resistência, como resultado desse pensamento.
Mais adiante estudaremos estas e outras maneiras de governar, analisaremos suas expressões modernas e comuns e suas futuras analogias espirituais, que aparecerão algum dia sobre a Terra como resultado dos numerosos experimentos que estão se realizando atualmente. Recordem isto.” (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 47-50)
MEDITAÇÃO
“Peço-lhe que dedique quinze minutos a refletir intensamente cada dia sobre o problema do futuro, pedindo-lhe antes de tudo conseguir um alinhamento o mais estável possível e elevar a sua consciência ao nível de percepção também o mais elevado possível. Logo encare o tópico abaixo de duas maneiras:
1 – Veja o que deve ser destruído, quando deriva do passado.
2 – Como deveria evoluir no futuro, de acordo com o seu ponto de vista e como contribuiria para o período vindouro de reconstrução e proporcionaria essa nova ponte em acorde com os requisitos da nova era, conforme você o pressente e interpreta. Eis o tópico:
A índole ou tipo do futuro governo mundial, tendo em conta o que deverá surgir das principais e atuais ideologias mundiais.” (Discipulado na Nova Era I, pág. 420)
Termine este exercício de meditação pronunciando a Grande Invocação e distribuindo a energia através dos cinco centros planetários: Nova York, Londres, Darjeeling, Genebra e Tóquio:
A Grande Invocação
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
OM OM OM
TRABALHO RECOMENDADO
O estudo dos departamentos da Hierarquia e dos campos de serviço para o discípulo deve ser algo constante, a fim de que ao cabo de algum tempo, produza-se a revelação do real trabalho a fazer e que o servidor seja equipado para fazê-lo.
Recomenda-se ao aspirante que dê todo o tempo que puder ao estudo, assim como às vias e meios de se familiarizar com o esquema mundial contemporâneo. Não há limitação estabelecida para as fontes de estudo. Além destes cadernos e das referências dadas, que deverão ser exploradas com proveito, os livros em si mesmos contém muito ensinamento precioso, como também de outros autores.
Pode ser útil para o aspirante centrar seus pensamentos ao redor de algumas perguntas-chave:
1 – Qual parece ser o próximo desenvolvimento das relações internacionais a nível governamental? Que deveria resultar de um relação e de uma cooperação melhoradas entre as nações? Para onde deveria conduzir de imediato esta nova relação?
2 – Qual deveria ser o próximo passo adiante para a evolução do governo e a administração, da Lei e da Economia:
-do ponto de vista nacional?
-de sua própria esfera?
3 – Que forma de cooperação prática pode oferecer o cidadão médio em cada país e também o discípulo ativo?
ENCONTRO ESPIRITUAL - www.encontroespiritual.org O Novo Grupo de Servidores do Mundo - Quem São Eles?
Fora da confusão de idéias, crenças e sistemas no mundo – política, econômica, social e religiosa – dois padrões emergentes podem ser reconhecidos. Primeiro, aquelas pessoas que, aderindo aos métodos reacionários de encontrar e expressar a verdade, preferem obedecer a autoridade da pureza do pensamento e a auto-imposição da guia de suas próprias almas.
Segundo, aqueles que, embora afirmem as verdades essenciais por meio das quais a humanidade tem evoluído, são sensíveis à impressão da alma e reconhecem que as respostas à necessidade humana e ao desenvolvimento espiritual são os fatores determinantes que conduzirão a humanidade à nova era de paz e abundância. Esses são o Novo Grupo de Servidores do Mundo cuja expressão externa são os homens e as mulheres de boa vontade. Eles não pertencem a nenhuma raça, cor ou credo e entendem que a separatividade, e métodos competitivos causam conflitos e impedem o estabelecimento de corretas relações humanas.
O Novo Grupo de Servidores do Mundo não é uma organização. Não tem escritório central, nem presidente, nem funcionários ou membros. Tem apenas servidores da humanidade em todos os países, ocupados na tarefa de descobrir e ajudar todos os homens e mulheres de boa vontade.
Cada homem e mulher em cada país estão trabalhando para sanar as brechas entre pessoas, em evocar o senso de fraternidade, em estimular o senso de mútua inter-relação e interdependência, e aquele que não vê barreiras raciais, nacionais ou religiosas, é parte do Novo Grupo de Servidores do Mundo, mesmo que nunca tenha ouvido nada sobre seu nome.
Os membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo são procedentes de todos os campos da atividade humana. Eles são encontrados entre os artesões, operários, no lar e nas frentes de trabalho. Há cientistas que, mesmo repudiando violentamente o que não foi comprovado, estão dando tudo que têm de habilidade e de conhecimento científico a serviço da humanidade – cada um no seu específico campo científico; há homens de finanças que respeitam o dinheiro como uma responsabilidade para ser sabiamente distribuída a serviço dos outros; há educadores, preocupados com sábias formulações do conhecimento e com um enciclopédico entendimento de resguardo da Sabedoria das idades, com as quais buscam prover a geração mais jovem a viver bela, construtiva e criativamente; há os sacerdotes e líderes religiosos. Em todos eles é encontrado o espírito de luz e eles amam inteligentemente as outras pessoas.
Esses servidores do mundo são os homens e mulheres que têm uma visão internacional, que de nenhuma maneira interferem na boa cidadania no país que reivindica a lealdade deles e que de nenhuma maneira militam contra a ativa participação deles na fé religiosa que os atrai e que exige o serviço deles. Eles são encontrados trabalhando hoje em cada país do mundo e em muitas organizações – religiosas, políticas, científicas. Também e acima de tudo eles são distinguidos por sua habilidade de trabalhar juntos de linhas construtivas.
Esses trabalhadores enfatizam os pontos de ligação e não os pontos de discórdia. Não estimulam nenhum sectarismo e trabalham para o fim do ódio racial e das várias distinções de classe. Chamam a atenção para o bom e verdadeiro e anunciam os princípios do entendimento fraternal, a boa vontade comum e a paternidade de Deus, na qual toda irmandade tem de ser baseada. Eles representam uma atitude mental.
Quando ativos no campo da política internacional, não esquecem que cada nação tem algo de valor a contribuir para a família de nações; a idéia governando suas atividades é então serviço mundial. Quando ativos no campo religioso, sanam diferenças e reconhecem a universalidade da verdade. Não atacam nenhum povo, classe ou sistema, e sob nenhuma circunstância, nunca condenam ou criticam nenhuma raça ou nação. Desse modo eles buscam hoje a base do entendimento internacional que trará um mundo de paz e assinalam que a relação espiritual com Deus e com cada um trará fim às nossas diferenças religiosas.
Os membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo não são, no entanto, um grupo de místicos sem sentido prático. Sabem perfeitamente o que procuram fazer, e os seus planos traçados de modo tal que – sem prejudicar situação alguma existente – estão descobrindo e reunindo os homens e mulheres de boa vontade em todo o mundo. Sua única exigência é que essas pessoas de boa vontade se mantenham juntas em completa compreensão e constituam, assim, um corpo lentamente crescente, cujo interesse é demonstrado em favor da humanidade e não primariamente no interesse do seu próprio ambiente imediato. O seu interesse pelo bem geral não impedirá no entanto que sejam bons cidadãos do país onde o destino os colocou. Conformar-se-ão e aceitarão a situação na qual se encontram, mas (nesta situação e sob as regras governamentais e religiosas) trabalharão para a boa vontade, para a destruição de barreiras, e para a paz mundial. Evitarão qualquer ataque a regimes existentes e personalidades; cumprirão as leis dos países em que vivem, cultivarão o espírito de cooperação, utilizando toda oportunidade para realçar a fraternidade das nações, a unidade da fé e a interdependência econômica.
Estas são largas generalizações que governam a conduta de pessoas de boa vontade que cooperam no e com o trabalho sendo feito pelo Novo Grupo de Servidores do Mundo. Podem ser vistas como a corporificação do emergente reino de Deus na Terra, mas deve ser lembrado que este reino não é um reino Cristão ou um reino terreno. É o agrupamento de todos aqueles que – pertencendo a qualquer religião mundial e a qualquer nação, raça e partido político – estão livres do espírito de ódio e de separatividade, e buscam ver corretas condições estabelecidas na Terra por meio da mútua boa vontade entre todas as pessoas em qualquer lugar do mundo.
A Hierarquia Planetária Página Principal ENCONTRO ESPIRITUAL - www.encontroespiritual.org A Obra da Hierarquia
Embora o tema da Hierarquia oculta do planeta seja de profundo interesse para o homem comum, seu real significado não será compreendido enquanto os homens não se compenetrarem de três coisas com ele relacionadas. Primeiramente, que toda a Hierarquia de seres espirituais representa uma síntese de forças ou energias que estão sendo conscientemente manipuladas para promoverem a evolução planetária. Isto se tornará mais aparente na medida em que avançarmos. Em segundo lugar, que estas forças, que se exteriorizam em nosso esquema planetário através daquelas grandes Personalidades Que compõem a Hierarquia, a vinculam, com tudo que ela contém, à Hierarquia maior, que denominamos Hierarquia Solar. A nossa Hierarquia é uma réplica em miniatura da síntese maior daquelas Entidades autoconscientes, que manipulam, controlam e se exteriorizam através do Sol e dos sete planetas sagrados, bem como através dos outros planetas, maiores e menores, que compõem o nosso sistema solar. Em terceiro lugar, que esta Hierarquia de forças segue quatro linhas proeminentes de trabalho.
Desenvolver a Autoconsciência em Todos os Seres
A Hierarquia procura proporcionar condições adequadas para o desenvolvimento da autoconsciência em todos os seres. Isto ela produz, no homem, basicamente, através do seu trabalho inicial de combinar os três aspectos mais altos do espírito com os quatro aspectos inferiores; dos exemplos que exterioriza pelo serviço, sacrifício e renúncia, e dos constantes feixes de luz (em sentido oculto) que dela emanam. A Hierarquia poderia ser considerada como o agregado, em nosso planeta, das forças do quinto reino na natureza. Penetra-se neste reino através do pleno desenvolvimento e controle do quinto princípio da mente, e pela sua transformação em sabedoria, que constitui, literalmente, a inteligência aplicada a todos os estados, pela utilização plena e consciente da faculdade do amor discriminativo.
Desenvolver a Consciência nos Três Reinos Inferiores
Como é bem conhecido, os cinco reinos da natureza, no arco evolutivo, podem ser definidos da seguinte maneira: mineral, vegetal, animal, humano e espiritual. Todos estes reinos corporificam algum tipo de consciência, e é tarefa da Hierarquia desenvolver estes tipos até a perfeição através do ajuste do carma, da força atuante e do provimento de adequadas condições. Uma idéia do trabalho poderá ser obtida se resumirmos, brevemente, os diferentes aspectos da consciência a ser desenvolvida nos vários reinos.
No Reino Mineral, o trabalho da Hierarquia visa o desenvolvimento da atividade discriminativa e seletiva. Uma característica de toda a matéria é a atividade, de alguma espécie e, no momento em que esta atividade é dirigida para a construção de formas, mesmo do tipo mais elementar, será expressa a faculdade discriminativa. Isto é reconhecido pelos cientistas em toda a parte e, neste reconhecimento, eles estão se aproximando das descobertas da Sabedoria Divina.
No Reino Vegetal, a esta faculdade da discriminação é acrescida a reação à sensação e será possível observar a condição rudimentar do segundo aspecto da divindade, da mesma forma como no reino mineral se faz sentir um semelhante reflexo rudimentar do terceiro aspecto da atividade.
No Reino Animal, verifica-se um aumento desta atividade e sentimento rudimentares, podendo ser encontrados sintomas (se é que poderíamos expressá-lo inadequadamente) do primeiro aspecto, ou vontade, e propósito embrionários; podemos denominá-lo de instinto hereditário, mas na realidade, se expressa como propósito, na natureza.
H. P. Blavatsky indicou, sabiamente, que o homem representa o macrocosmo para os três reinos inferiores, pois que nele se acham sintetizadas essas três linhas de desenvolvimento, em plena expressão. Em verdade, o homem é inteligência, manifestada de forma ativa e maravilhosa; ele é amor incipiente e sabedoria, muito embora no momento estas qualidades possam, apenas, representar a meta de seus esforços; e ele possui aquela vontade inicial, embrionária e dinâmica, que encontrará maior desenvolvimento depois que houver alcançado o quinto reino.
No quinto reino, a consciência a ser desenvolvida é a grupal, e isto se expressa pelo pleno desabrochar da faculdade de amor-sabedoria. O homem somente repete, numa curva mais alta da espiral, o trabalho dos três reinos inferiores, pois no reino humano ele exterioriza o terceiro aspecto, o da inteligência ativa. No quinto reino, em que se ingressa na primeira iniciação, e que abrange todo o período em que o homem recebe as primeiras cinco iniciações, e que é aquele em que trabalha como Mestre, como parte da Hierarquia, o segundo aspecto, o do amor-sabedoria, encontra a sua plena realização. Nas Sexta e Sétima iniciações, resplandece o primeiro aspecto, ou vontade, e, da condição de um Mestre da Compaixão e Senhor do Amor, o adepto passa a ser algo mais. Penetra numa consciência ainda mais alta do que a grupal e se torna consciente de Deus. Passa a ser sua, a grande vontade, ou propósito, do Logos.
O desenvolvimento dos vários atributos da divindade, o cultivo da semente da autoconsciência em todos os seres, representa o trabalho daquelas Entidades que se realizaram e entraram no quinto reino e Que ali tomaram Sua grande decisão e aquela renúncia inconcebível que As leva a continuarem com o esquema planetário, para assim cooperarem com os planos do Logos Planetário no plano físico.
Transmitir a Vontade do Logos Planetário
Atuam como os transmissores para os homens e devas, ou anjos, da vontade do Logos Planetário e, através Dele, do logos Solar. Cada esquema planetário, o nosso entre outros, é um centro no corpo do Logos e expressa alguma forma de energia, ou força. Cada centro exterioriza seu tipo particular de força, demonstrado de maneira tríplice e produzindo, assim, em âmbito universal, os três aspectos na manifestação. Uma das grandes conscientizações reservadas aos que entram no quinto reino é a do tipo específico de força corporificada pelo nosso próprio Logos Planetário. O aluno sábio meditará sobre esta afirmação, pois ela encerra a chave do muito que pode ser visto no mundo de hoje. O segredo da síntese foi perdido, e somente quando os homens novamente recuperarem o conhecimento que possuíram em ciclos anteriores (tendo-lhes sido retirados misericordiosamente na época de Atlântida) sobre o tipo de energia que o nosso esquema deve exteriorizar, os problemas mundiais resolver-se-ão por si e se verificará a estabilização do ritmo do mundo. Isto ainda não pode ser alcançado, pois este conhecimento encerra perigos e atualmente a raça, como um todo, ainda não adquiriu a consciência grupal e, portanto, nela não se pode confiar para trabalhar, pensar, planejar e atuar em prol do grupo. O homem ainda é demasiadamente egoísta, mas não há motivo para desencorajamento sobre este fato; a consciência grupal já é algo mais do que uma mera visão, enquanto que a fraternidade e o reconhecimento de suas obrigações estão começando a permear a consciência dos homens, em toda parte. Este é o trabalho da Hierarquia de Luz – demonstrar aos homens o verdadeiro significado da fraternidade e apoiar neles a resposta àquele ideal que está latente em um e em todos.
Dar um Exemplo à Humanidade
A Quarta coisa que os homens precisam saber e compreender como fato básico, é que esta Hierarquia é composta daqueles que triunfaram sobre a matéria e que alcançaram a meta pelos mesmos passos que os demais indivíduos seguem hoje. Estas personalidades espirituais, estes adeptos e Mestres, lutaram pela vitória e domínio no plano físico e enfrentaram os miasmas, as brumas, os perigos, os problemas, os lamentos e sofrimentos da vida diária. Suportaram todos os passos do caminho do sofrimento, passaram por toda experiência, ultrapassaram cada dificuldade e venceram. Estes Irmãos Maiores da raça passaram, todos eles, pela crucificação do eu pessoal e conhecem aquela renúncia total que é a sorte de todo aspirante nesta época. Não há fase de agonia, sacrifício ou Vida Dolorosa que não tenham palmilhado na sua época, e nisso reside o Seu direito de servir e a força do método do Seu apelo. Conhecendo a quintessência da dor, conhecendo a extensão do pecado e do sofrimento, Seus métodos podem ser perfeitamente adaptados à necessidades individuais; mas, ao mesmo tempo, a Sua conscientização da libertação a ser alcançada pela dor, pela pena e pelo sofrimento, e a Sua assimilação da liberdade que surge através do sacrifício da forma e dos fogos de purificação, são suficientes para Lhes darem segurança na ação, uma capacidade de persistirem mesmo quando a forma possa parecer Ter sofrido o bastante e um amor que triunfa sobre todos os reveses, pois se baseia na paciência e na experiência. Estes Irmãos Maiores da humanidade são caracterizados por um amor duradouro e que sempre atua para o bem do grupo; por um conhecimento que foi adquirido através de milhares de vidas, nas quais Eles abriram caminho desde o estágio mais baixo da vida e da evolução, quase alcançando o ponto mais alto; por uma experiência que se baseia no próprio tempo e numa multiplicidade de reações e interações da personalidade; por uma coragem que é o resultado daquela experiência e que, tendo sido produzida por eras de esforço, fracasso e renovados esforços, e tendo levado, finalmente, ao triunfo, pode, agora, ser posta a serviço da raça; por um propósito que é iluminado e inteligente e cooperativo, ajustando-se ao grupo e ao plano hierárquico e, assim, adaptando-se ao propósito do Logos planetário; e, finalmente, distinguem-se por um conhecimento do poder do som. Este ato final constitui a base daquele aforismo, segundo o qual todos os verdadeiros ocultistas se distinguem pelas características do conhecimento, da vontade dinâmica e silêncio. “Saber, querer, ousar e calar”. Conhecendo tão bem o plano e tendo visão clara e iluminada, podem adaptar Sua vontade, de modo persistente e resoluto, ao grande trabalho da criação, pela força do som. Isto conduz ao Seu silêncio, quando o homem comum falaria, e ao falar, quando o homem comum silencia.
Quando os homens compreenderem os quatro fatos aqui enumerados e estes ficarem alicerçados como verdades reconhecidas na consciência da raça, então poderemos buscar o retorno daquele ciclo de paz, tranqüilidade e retidão vaticinados em todas as Escrituras do mundo. O Sol da Eqüidade despontará então, trazendo a cura nas Suas asas, e a paz que transcende à compreensão reinará nos corações dos homens.
Ao se abordar o tema da Hierarquia oculta para o público em geral, há muito que não pode ser dito. O homem comum sente interesse e a sua curiosidade é despertada pelas referências feitas a essas Personalidades, porém os homens ainda não estão prontos para informações outras que não as mais gerais. Para aqueles que, da curiosidade, passam a desejar e procurar conhecer a verdade como ela é, mais virá quando eles mesmos houverem realizado o necessário trabalho e estudo. A investigação é desejada e a atitude da mente que, segundo se espera, poderia ser resumida nas seguintes palavras: Estas declarações parecem interessantes e talvez sejam verdadeiras. As religiões de todas as nações, inclusive a Cristã, oferecem indicações que parecem corroborar estas idéias. Aceitemos, portanto, estas idéias como uma hipótese prática da consumação do processo evolutivo do homem e de sua labuta na conquista da perfeição. Procuremos, portanto, a verdade como um fato na nossa própria consciência. Todas as crenças religiosas acenam com a promessa de que aqueles que procuram com seriedade encontrarão aquilo que estão procurando. Se verificarmos, na nossa busca, que todas estas afirmações são apenas sonhos e visões sem proveito, conduzindo apenas à escuridão e às trevas, mesmo assim o tempo não terá sido perdido, pois teremos verificado onde não devemos procurar. Se, por outro lado, a nossa busca resultar em progressiva confirmação e a luz brilhar cada vez mais claramente, então devemos persistir até aquele dia em que a luz que brilha na escuridão ilumine o coração e o cérebro, e aquele que busca desperte para a compreensão de que toda a marcha da evolução consistiu em trazer-lhe esta expansão de consciência e iluminação e que a concussão do processo iniciático e o ingresso no quinto reino não são simples quimeras ou fantasias, porém fatos estabelecidos na consciência. Cada homem terá de determinar isto por si mesmo. Aqueles que sabem podem dizer que um fato é desta ou daquela maneira, mas o comentário de terceiros e a exposição de uma teoria não fazem mais do que dar, ao que busca, uma indicação confirmatória. Cada alma terá de se assegurar disso sozinha e terá de descobrir na mesma, lembrando-se sempre de que o reino de Deus está dentro dela e que apenas são de algum valor real os fatos que, na consciência individual, são compreendidos como verdades. Neste ínterim, aquilo que muitos sabem e determinaram como verdades de natureza indiscutível para si mesmos, pode aqui ser exposto; para o leitor inteligente surgirá, então, a oportunidade e a responsabilidade de determinar, ele próprio, a sua falsidade ou verdade.
A Natureza do Esoterismo
A Natureza do Esoterismo
Seria de utilidade para todos se procurássemos definir o esoterismo em termos exequíveis à inteligência média da maioria dos leitores e ao seu grau de evolução. Quero recordar-lhes, antes de tudo, que o verdadeiro esoterismo é algo muito mais profundo (do ponto de vista da Hierarquia) do que creem.
Uma das definições mais inadequadas de esoterismo é a de que ele diz respeito ao escondido e oculto e que, mesmo suspeitado, ainda assim permanece desconhecido. A inferência é que ser esoterista é estar entre os que buscam penetrar num certo reino secreto ao qual o estudante comum não é permitido penetrar. Se tudo se resumisse nisso, então todo cientista e todo místico representariam a maneira de acesso do tipo mental e do tipo emocional evoluído ao mundo do esoterismo e das realidades ocultas. Isto, entretanto, não é o certo. O místico nunca é um verdadeiro esoterista, uma vez que ele não está lidando, na sua consciência, com energias e forças, mas com aquele “Algo” indefinido (chamado Deus, o Cristo, o Bem-Amado) e por isso, na verdade, com aquilo que satisfaz a fome de sua alma. O cientista que está agora tão rapidamente lidando com o mundo das forças e das energias e nela penetrando, é na realidade um verdadeiro esoterista – mesmo que no seu esforço para controlar as energias pesquisadas, negue a fonte destas. Isto é um momento relativamente curto; mais tarde ele reconhecerá a fonte de onde emanam.
A via de acesso básica para todos os que se esforçam para aprender o esoterismo ou instruir estudantes esotéricos, é pôr a ênfase no mundo das energias e reconhecer que por trás dos acontecimentos no mundo dos fenômenos (e com isso quero me referir aos três mundos da evolução humana) existe o mundo das energias; estas são da maior diversidade e complexidade, mas todas se movem e trabalham sob a Lei de Causa e Efeito. É-me desnecessário, portanto, indicar a própria natureza prática desta definição e sua aplicabilidade à vida do aspirante individual, à vida comunitária e aos assuntos mundiais, ou aos níveis imediatos condicionantes das energias espirituais experimentais que estão constantemente procurando produzir impacto ou contato com o mundo dos fenômenos. Isto elas fazem sob direção espiritual, com finalidade de cumprir o Plano. O enunciado acima é fundamental na sua importância; todas as outras definições estão implícitas nela, e é a primeira verdade importante concernente ao esoterismo, que tem de ser aprendida e aplicada por todo aspirante ao mistério e à universalidade daquilo que move os mundos e é a base do processo evolutivo.
A primeira tarefa do esoterista é compreender a natureza das energias que procuram condicioná-lo e se expressam no plano físico por intermédio de seu equipamento ou seu veículo de manifestação. O estudante esotérico tem, portanto, de entender que:
1 – Ele é um agregado de forças, herdadas e condicionadas pelo que ele tem sido, mais uma grande força antagônica que não é um princípio e ao qual chamamos de corpo físico.
2 – Ele é sensível a, e deveria estar cada vez mais consciente de certas energias desconhecidas no presente e sem utilidade para ele; delas ele precisa, finalmente, tornar-se ciente se quiser entrar mais profundamente no mundo das forças ocultas. Haverá energias que, para ele, seriam más, fosse ele operar com elas, e têm de ser distinguidas e rejeitadas; há outras que ele precisa aprender a usar, pois elas se mostrarão benéficas e aumentarão seu conhecimento e, por isso deverão ser consideradas boas. Tenham em mente, entretanto, que as energias em si não são nem más nem boas. A Grande Loja Branca, nossa Hierarquia espiritual, e a Loja Negra, empregam as mesmas energias universais, mas com motivos e objetivos diferentes; ambos são grupos de esoteristas treinados.
O esoterista em treinamento tem, portanto, que:
1 – Tornar-se consciente da natureza das forças que constituem o equipamento de sua personalidade e que ele mesmo, magneticamente, trouxe à expressão nos três mundos. Elas formam uma combinação de forças ativas; ele precisa aprender a diferençar entre a energia estritamente física, que é automática em sua resposta a outras e às energias internas, e aquelas que vêm dos níveis emocional e mental da consciência, focalizando-se através do corpo etérico que, por sua vez, motiva e galvaniza seu veículo físico para certas atividades.
2 – Tornar-se sensível às energias impulsionadoras da alma, emanando dos níveis mentais superiores. Estas procuram controlar as forças do homem tríplice quando um certo ponto determinado na evolução é alcançado.
3 – Reconhecer as energias condicionantes de seu ambiente, considerando-as não como ocorrências ou circunstâncias, mas sim energias em ação. Com isso ele aprende a encontrar seu caminho por detrás da cena dos acontecimentos exteriores, no mundo das energias, buscando contato e qualificação para produção de certas atividades. Assim ele adquire entrada para o mundo de significados. Ocorrências, circunstâncias, acontecimentos e fenômenos físicos de toda espécie são simplesmente símbolos do que está ocorrendo nos mundos internos, e é nestes mundos que o esoterista deve entrar, até onde sua percepção lhe permita; descobrirá uma série de mundos que chamarão por sua penetração científica.
4 – Para a maioria dos aspirantes, a Hierarquia mesma permanece um reino esotérico que exige descobrimento e que aceitará penetração. Estou escolhendo minhas palavras com cuidado a fim de evocar em vocês resposta esotérica.
Além deste ponto da meta destinada à humanidade, não busco ir; para os iniciados e discípulos que ainda não passaram pela Iniciação da Transfiguração, os reinos superiores do conhecimento e o “Lugar Secreto do Mais Alto” (a Câmara do Conselho de Sanat Kumara) permanecem profundamente esotéricos. É um reino superior de energias – planetárias, extraplanetárias e interplanetárias; com elas os educadores nada têm a ver nem o grupo de professores de uma escola esotérica é chamado a lidar. A tarefa é treinar estudantes no reconhecimento da energia e da força; discriminar entre os vários tipos de energia, tanto em relação a si mesmos como aos assuntos mundiais, e começar a relacionar o que é visto e experimentado com o que é invisível, condicionante e determinante. Esta é a tarefa esotérica.
Há uma tendência entre os estudantes esoteristas, particularmente nos antigos grupos pisceanos, a considerar qualquer interesse pelas energias causadoras de acontecimentos mundiais, ou que digam respeito ao governo e à política, como antagonistas ao esforço esotérico e espiritual. Mas, o novo esoterismo, que os grupos mais modernos e mais mentais promoverão, vê todos os eventos e movimentos mundiais e governos nacionais, além de todas as circunstâncias políticas, como expressões de energias a serem encontradas no mundo interior da busca esotérica; por isso mesmo não veem razão forte para excluir um aspecto tão importante dos assuntos humanos de seu raciocínio e do seu pensamento, e da descoberta daquelas novas verdades e técnicas que poderão produzir a nova era das corretas relações humanas. Perguntam eles: Por que omitir a pesquisa política do currículo espiritual? Julgam-na de igual, se não de maior importância do que a atividade das igrejas; os governos condicionam as pessoas e auxiliam na produção de toda civilização em curso, forçando as massas dos homens a certas linhas de pensamento necessárias. As igrejas e os homens em toda parte precisam aprender que nada há no mundo todo dos fenômenos, das forças e das energias, que não possa ser posto sob o controle do que é espiritual. Tudo o que existe é, na realidade, espírito em manifestação. As massas estão, hoje, se tornando mentalmente politizadas, e isto é encarado pelos Mestres como um grande passo avante. Quando as pessoas de mentalidade espiritualizada do mundo incluírem esta área relativamente nova do pensamento humano e sua atividade internacional dentro do campo da sua busca esotérica, um grande progresso terá sido feito.
Permitam-me dar-lhes uma ilustração simples: A guerra é, na verdade, uma grande explosão de energias e forças geradas nos planos internos onde o esoterista deveria estar trabalhando (mas onde é raramente encontrado), e encontrando sua deplorável e catastrófica expressão no plano físico. Isto é indicado hoje pelo constante uso dos termos “Foças da Luz” e “Forças do Mal”. Quando as causas internas, esotéricas e predisponentes da guerra forem descobertas através da pesquisa esotérica, então a guerra e as guerras terão fim. Isto está na natureza do verdadeiro trabalho esotérico, mas é desprezado pelos esoteristas dos dias atuais que se consideram espiritualmente superiores a tais assuntos e – na sua torre de marfim – concentram-se em seu próprio desenvolvimento, além de um pouco de filosofia.
Um ponto deve ser aqui estabelecido: O esoterismo não é nenhum caminho de natureza vaga e mística. É uma ciência – essencialmente a ciência da alma de todas as coisas – e tem sua própria terminologia, seus experimentos, suas deduções e suas leis. Quando digo “alma” refiro-me à consciência animadora encontrada por toda a natureza e naqueles níveis que jazem fora do território geralmente chamado natureza. Os estudantes tendem a esquecer que cada nível de conscientização, do mais elevado ao mais baixo, é um aspecto do plano físico cósmico e é, portanto, (do ângulo do processo evolutivo) de natureza material e (do ângulo ou ponto de vista de certos Observadores divinos) decididamente tangível e formado de substância criativa. O esoterista lida com substância o tempo todo; ele se ocupa com aquela substância vibrante, viva, da qual os mundos são feitos e que – herdada como o foi de um sistema solar anterior – está colorida por acontecimentos passados, e (como já foi dito) “já está afetada pelo carma”. Deveria ser também registrado que assim como o plano físico, tão nosso conhecido, não é considerado como um princípio pelo estudante do esoterismo, da mesma forma o plano físico cósmico (do ponto de vista das vidas cósmicas) da mesma maneira “não é um princípio”. Dou-lhes aqui muito para pensar.
Poderia ser afirmado que o esoterista se ocupa em descobrir e trabalhar com os princípios que energizam cada nível do plano físico cósmico e que são, na realidade, aspectos da energia de vida qualificada que trabalha com e através da substância que não tem princípio. Sua tarefa é desviar o foco de sua atenção do aspecto substância-forma da existência e tornar-se consciente do que tenha sido a origem da produção da forma em qualquer nível específico. É sua tarefa desenvolver em si mesmo a necessária capacidade de resposta e sensibilidade à qualidade da vida que impregna toda forma até que ele eventualmente chegue à qualidade da VIDA UNA que anima o planeta e em Cuja atividade vivemos, nos movemos e temos nosso ser.
Para fazer isto ele precisa, antes de tudo, descobrir a natureza de suas próprias energias qualificadas (e aqui a natureza dos raios governantes entra em cena), que se expressam através dos seus três veículos inferiores de manifestação, e mais tarde através de sua personalidade integrada. Havendo chegado a uma medida deste conhecimento e tendo-se orientado em direção do aspecto da vida qualificada, ele começa a desenvolver o sutil mecanismo interno através do qual pode ser feito o contato com os aspectos mais gerais e universais. Ele aprende a diferençar entre a qualidade ou predisposições cármicas da substância “sem princípio”, da qual sua forma e todas as formas são feitas, e os princípios que estão buscando expressão através dessas formas e, incidentalmente, a redimi-las, resgatá-las e purificá-las, a fim de que a substância do próximo sistema solar seja de ordem superior à atual e, consequentemente, mais capaz de responder ao aspecto vontade do Logos.
Visto deste ângulo, o esoterismo é a ciência da redenção, e disso todos os Salvadores do Mundo são o eterno símbolo e os expoentes. Foi para redimir a substância e suas formas que o Logos planetário veio à manifestação, e a Hierarquia toda com seu grande Líder, o Cristo (o presente Símbolo mundial), pode ser considerada como uma hierarquia de redentores, peritos na ciência da redenção. Uma vez que tenham dominado essa ciência, Eles poderão passar à ciência da Vida e lidar com as energias que finalmente conterão e usarão a substância e as formas já dotadas de princípio, qualificadas e redimidas. A redenção da substância sem princípio, sua reabilitação criativa e sua integração espiritual é Sua meta; os frutos de Seu labor serão vistos no terceiro e final sistema solar. A atividade Deles produzirá uma grande fusão espiritual e planetária, da qual a fusão da personalidade e da alma (num determinado ponto no caminho da evolução) é o símbolo, no sentido microcósmico. Podem ver com isto a estreita relação entre o trabalho do aspirante individual ou discípulo, conforme ele redime, resgata e purifica seu tríplice corpo de manifestação, e o trabalho do Logos planetário à medida que Ele desempenha tarefa semelhante em conexão com os “três veículos periódicos” através dos quais Ele age: Seu veículo da personalidade, Sua expressão da alma e Seu aspecto monádico.
Através de tudo que tenha dito percebam que me esforço por eliminar a imprecisão da palavra esoterismo e indicar a natureza extremamente científica e prática do empreendimento no qual todos os esoteristas estão engajados.
O estudo esotérico, quando unido à vivência esotérica, revela a seu tempo o mundo do propósito e leva finalmente ao mundo dos significados. O esoterista começa esforçando-se para descobrir a razão por que; luta com o problema dos acontecimentos, eventos, crises e circunstâncias a fim de chegar a compreender o propósito que possam conter para ele; quando chega a alcançar a significação de algum problema específico, usa-a como um convite para penetrar mais profundamente no recém revelado mundo do significado; aprende, então, a incorporar seus pequenos problemas pessoais ao problema do Todo maior, perdendo, assim, a visão do pequeno eu e descobrindo o Eu maior. O verdadeiro ponto de vista esotérico é sempre aquele do Todo maior. Ele descobre o mundo do significado espalhado como uma intrincada rede em todas as atividades e em cada aspecto do mundo dos fenômenos. A teia etérica é o símbolo e o modelo dessa rede; e a teia etérica, encontrada entre os centros ao longo da coluna vertebral do indivíduo, é sua correspondência microcósmica, como uma série de portas de entrada para o mundo maior do significado. Isto, na realidade, diz respeito à verdadeira Ciência dos Centros, à qual tenho me referido frequentemente. São modos de entrada consciente (quando desenvolvidos e em funcionamento) a um mundo de realidades subjetivas e a fases até agora desconhecidas da consciência divina.
Entretanto, o esoterismo não concerne aos centros, como tais, e não é, cientificamente, um esforço para despertar centros, como muitos estudantes pensam. O esoterismo é realmente o treinamento na habilidade de funcionar livremente no mundo do significado; ele não se ocupa com nenhum aspecto da forma mecânica; está inteiramente voltado para o aspecto alma – o aspecto do Salvador, do Redentor e Intérprete – e para o princípio mediador entre a vida e a substância. Este princípio mediador é a alma do aspirante individual ou discípulo (se alguém pode usar tal expressão enganadora); é também a “anima mundi” do mundo como um todo.
O esoterismo, portanto, envolve uma vida em sintonia com as realidades subjetivas internas; somente é possível quando o estudante está inteligentemente polarizado e mentalmente focalizado; é útil apenas quando o estudante pode se movimentar entre essas realidades internas com habilidade e entendimento. O esoterismo implica também compreensão da relação entre forças e energias, e o poder de usar a energia para o fortalecimento, e portanto, para o uso criativo das forças contatadas; daí sua redenção. O esoterismo usa as forças do terceiro aspecto (o da substância inteligente) como recipientes das energias dos dois aspectos superiores e, assim fazendo, resgata a substância. O esoterismo é a arte de “fazer descer à terra” aquelas energias que emanam das fontes superiores, “enraizando-as” ou ancorando-as. Como ilustração: foi uma atividade esotérica de um grupo mundial de estudantes que resultou na divulgação do ensinamento concernente ao Novo Grupo de Servidores do Mundo, enraizando e fixando na consciência da humanidade, como consequência, o fato da existência e do trabalho deste grupo basicamente subjetivo; assim, o trabalho deste grupo foi focalizado e sua atividade redentora intensificada.
Toda atividade verdadeiramente esotérica produz luz e iluminação; resulta na luz herdada da substância sendo intensificada e qualificada pela luz superior da alma – no caso da humanidade, atuando conscientemente. É possível, por essa razão, definir o esoterismo e sua atividade em termos de luz, mas abstenho-me de o fazer, devido à imprecisão e à aplicação mística até aqui desenvolvida pelos esoteristas nas décadas passadas. Se os esoteristas aceitassem, na sua forma mais simples, o pronunciamento da ciência moderna de que substância e luz são termos sinônimos, e reconhecessem também que a luz que podem fazer vir à substância (a aplicação da energia à força) é igualmente de natureza substancial, uma aproximação muito mais inteligente seria feita. O esoterista de fato lida com a luz em seus três aspectos, mas é preferível, hoje, tentar uma aproximação diferente, até que – através do desenvolvimento, tentativa e experiência – ele conheça estas três diferenciações tríplices num sentido prático e não só teórica e misticamente. Temos de corrigir alguns erros do passado.
Já lhes dei muitas outras definições nos meus vários livros, e algumas eram bem simples; têm significado hoje e terão significação mais abstrusa para vocês mais adiante.
Desafiaria todos os esoteristas a tentarem a abordagem prática que delineei aqui. Pedir-lhes-ia que vivessem vidas redentoras para desabrochar sua sensibilidade mental inata, e trabalhar continuamente com o significado a ser descoberto por detrás de todos os assuntos individuais, comunitários, nacionais e mundiais. Se isto for feito, então a luz subitamente brilhará, e cada vez mais, no seu caminho. Podem tornar-se portadores da luz, sabendo, com isso, que “naquela luz verão a Luz” – e da mesma forma vê-la-ão seus semelhantes.
Seria de utilidade para todos se procurássemos definir o esoterismo em termos exequíveis à inteligência média da maioria dos leitores e ao seu grau de evolução. Quero recordar-lhes, antes de tudo, que o verdadeiro esoterismo é algo muito mais profundo (do ponto de vista da Hierarquia) do que creem.
Uma das definições mais inadequadas de esoterismo é a de que ele diz respeito ao escondido e oculto e que, mesmo suspeitado, ainda assim permanece desconhecido. A inferência é que ser esoterista é estar entre os que buscam penetrar num certo reino secreto ao qual o estudante comum não é permitido penetrar. Se tudo se resumisse nisso, então todo cientista e todo místico representariam a maneira de acesso do tipo mental e do tipo emocional evoluído ao mundo do esoterismo e das realidades ocultas. Isto, entretanto, não é o certo. O místico nunca é um verdadeiro esoterista, uma vez que ele não está lidando, na sua consciência, com energias e forças, mas com aquele “Algo” indefinido (chamado Deus, o Cristo, o Bem-Amado) e por isso, na verdade, com aquilo que satisfaz a fome de sua alma. O cientista que está agora tão rapidamente lidando com o mundo das forças e das energias e nela penetrando, é na realidade um verdadeiro esoterista – mesmo que no seu esforço para controlar as energias pesquisadas, negue a fonte destas. Isto é um momento relativamente curto; mais tarde ele reconhecerá a fonte de onde emanam.
A via de acesso básica para todos os que se esforçam para aprender o esoterismo ou instruir estudantes esotéricos, é pôr a ênfase no mundo das energias e reconhecer que por trás dos acontecimentos no mundo dos fenômenos (e com isso quero me referir aos três mundos da evolução humana) existe o mundo das energias; estas são da maior diversidade e complexidade, mas todas se movem e trabalham sob a Lei de Causa e Efeito. É-me desnecessário, portanto, indicar a própria natureza prática desta definição e sua aplicabilidade à vida do aspirante individual, à vida comunitária e aos assuntos mundiais, ou aos níveis imediatos condicionantes das energias espirituais experimentais que estão constantemente procurando produzir impacto ou contato com o mundo dos fenômenos. Isto elas fazem sob direção espiritual, com finalidade de cumprir o Plano. O enunciado acima é fundamental na sua importância; todas as outras definições estão implícitas nela, e é a primeira verdade importante concernente ao esoterismo, que tem de ser aprendida e aplicada por todo aspirante ao mistério e à universalidade daquilo que move os mundos e é a base do processo evolutivo.
A primeira tarefa do esoterista é compreender a natureza das energias que procuram condicioná-lo e se expressam no plano físico por intermédio de seu equipamento ou seu veículo de manifestação. O estudante esotérico tem, portanto, de entender que:
1 – Ele é um agregado de forças, herdadas e condicionadas pelo que ele tem sido, mais uma grande força antagônica que não é um princípio e ao qual chamamos de corpo físico.
2 – Ele é sensível a, e deveria estar cada vez mais consciente de certas energias desconhecidas no presente e sem utilidade para ele; delas ele precisa, finalmente, tornar-se ciente se quiser entrar mais profundamente no mundo das forças ocultas. Haverá energias que, para ele, seriam más, fosse ele operar com elas, e têm de ser distinguidas e rejeitadas; há outras que ele precisa aprender a usar, pois elas se mostrarão benéficas e aumentarão seu conhecimento e, por isso deverão ser consideradas boas. Tenham em mente, entretanto, que as energias em si não são nem más nem boas. A Grande Loja Branca, nossa Hierarquia espiritual, e a Loja Negra, empregam as mesmas energias universais, mas com motivos e objetivos diferentes; ambos são grupos de esoteristas treinados.
O esoterista em treinamento tem, portanto, que:
1 – Tornar-se consciente da natureza das forças que constituem o equipamento de sua personalidade e que ele mesmo, magneticamente, trouxe à expressão nos três mundos. Elas formam uma combinação de forças ativas; ele precisa aprender a diferençar entre a energia estritamente física, que é automática em sua resposta a outras e às energias internas, e aquelas que vêm dos níveis emocional e mental da consciência, focalizando-se através do corpo etérico que, por sua vez, motiva e galvaniza seu veículo físico para certas atividades.
2 – Tornar-se sensível às energias impulsionadoras da alma, emanando dos níveis mentais superiores. Estas procuram controlar as forças do homem tríplice quando um certo ponto determinado na evolução é alcançado.
3 – Reconhecer as energias condicionantes de seu ambiente, considerando-as não como ocorrências ou circunstâncias, mas sim energias em ação. Com isso ele aprende a encontrar seu caminho por detrás da cena dos acontecimentos exteriores, no mundo das energias, buscando contato e qualificação para produção de certas atividades. Assim ele adquire entrada para o mundo de significados. Ocorrências, circunstâncias, acontecimentos e fenômenos físicos de toda espécie são simplesmente símbolos do que está ocorrendo nos mundos internos, e é nestes mundos que o esoterista deve entrar, até onde sua percepção lhe permita; descobrirá uma série de mundos que chamarão por sua penetração científica.
4 – Para a maioria dos aspirantes, a Hierarquia mesma permanece um reino esotérico que exige descobrimento e que aceitará penetração. Estou escolhendo minhas palavras com cuidado a fim de evocar em vocês resposta esotérica.
Além deste ponto da meta destinada à humanidade, não busco ir; para os iniciados e discípulos que ainda não passaram pela Iniciação da Transfiguração, os reinos superiores do conhecimento e o “Lugar Secreto do Mais Alto” (a Câmara do Conselho de Sanat Kumara) permanecem profundamente esotéricos. É um reino superior de energias – planetárias, extraplanetárias e interplanetárias; com elas os educadores nada têm a ver nem o grupo de professores de uma escola esotérica é chamado a lidar. A tarefa é treinar estudantes no reconhecimento da energia e da força; discriminar entre os vários tipos de energia, tanto em relação a si mesmos como aos assuntos mundiais, e começar a relacionar o que é visto e experimentado com o que é invisível, condicionante e determinante. Esta é a tarefa esotérica.
Há uma tendência entre os estudantes esoteristas, particularmente nos antigos grupos pisceanos, a considerar qualquer interesse pelas energias causadoras de acontecimentos mundiais, ou que digam respeito ao governo e à política, como antagonistas ao esforço esotérico e espiritual. Mas, o novo esoterismo, que os grupos mais modernos e mais mentais promoverão, vê todos os eventos e movimentos mundiais e governos nacionais, além de todas as circunstâncias políticas, como expressões de energias a serem encontradas no mundo interior da busca esotérica; por isso mesmo não veem razão forte para excluir um aspecto tão importante dos assuntos humanos de seu raciocínio e do seu pensamento, e da descoberta daquelas novas verdades e técnicas que poderão produzir a nova era das corretas relações humanas. Perguntam eles: Por que omitir a pesquisa política do currículo espiritual? Julgam-na de igual, se não de maior importância do que a atividade das igrejas; os governos condicionam as pessoas e auxiliam na produção de toda civilização em curso, forçando as massas dos homens a certas linhas de pensamento necessárias. As igrejas e os homens em toda parte precisam aprender que nada há no mundo todo dos fenômenos, das forças e das energias, que não possa ser posto sob o controle do que é espiritual. Tudo o que existe é, na realidade, espírito em manifestação. As massas estão, hoje, se tornando mentalmente politizadas, e isto é encarado pelos Mestres como um grande passo avante. Quando as pessoas de mentalidade espiritualizada do mundo incluírem esta área relativamente nova do pensamento humano e sua atividade internacional dentro do campo da sua busca esotérica, um grande progresso terá sido feito.
Permitam-me dar-lhes uma ilustração simples: A guerra é, na verdade, uma grande explosão de energias e forças geradas nos planos internos onde o esoterista deveria estar trabalhando (mas onde é raramente encontrado), e encontrando sua deplorável e catastrófica expressão no plano físico. Isto é indicado hoje pelo constante uso dos termos “Foças da Luz” e “Forças do Mal”. Quando as causas internas, esotéricas e predisponentes da guerra forem descobertas através da pesquisa esotérica, então a guerra e as guerras terão fim. Isto está na natureza do verdadeiro trabalho esotérico, mas é desprezado pelos esoteristas dos dias atuais que se consideram espiritualmente superiores a tais assuntos e – na sua torre de marfim – concentram-se em seu próprio desenvolvimento, além de um pouco de filosofia.
Um ponto deve ser aqui estabelecido: O esoterismo não é nenhum caminho de natureza vaga e mística. É uma ciência – essencialmente a ciência da alma de todas as coisas – e tem sua própria terminologia, seus experimentos, suas deduções e suas leis. Quando digo “alma” refiro-me à consciência animadora encontrada por toda a natureza e naqueles níveis que jazem fora do território geralmente chamado natureza. Os estudantes tendem a esquecer que cada nível de conscientização, do mais elevado ao mais baixo, é um aspecto do plano físico cósmico e é, portanto, (do ângulo do processo evolutivo) de natureza material e (do ângulo ou ponto de vista de certos Observadores divinos) decididamente tangível e formado de substância criativa. O esoterista lida com substância o tempo todo; ele se ocupa com aquela substância vibrante, viva, da qual os mundos são feitos e que – herdada como o foi de um sistema solar anterior – está colorida por acontecimentos passados, e (como já foi dito) “já está afetada pelo carma”. Deveria ser também registrado que assim como o plano físico, tão nosso conhecido, não é considerado como um princípio pelo estudante do esoterismo, da mesma forma o plano físico cósmico (do ponto de vista das vidas cósmicas) da mesma maneira “não é um princípio”. Dou-lhes aqui muito para pensar.
Poderia ser afirmado que o esoterista se ocupa em descobrir e trabalhar com os princípios que energizam cada nível do plano físico cósmico e que são, na realidade, aspectos da energia de vida qualificada que trabalha com e através da substância que não tem princípio. Sua tarefa é desviar o foco de sua atenção do aspecto substância-forma da existência e tornar-se consciente do que tenha sido a origem da produção da forma em qualquer nível específico. É sua tarefa desenvolver em si mesmo a necessária capacidade de resposta e sensibilidade à qualidade da vida que impregna toda forma até que ele eventualmente chegue à qualidade da VIDA UNA que anima o planeta e em Cuja atividade vivemos, nos movemos e temos nosso ser.
Para fazer isto ele precisa, antes de tudo, descobrir a natureza de suas próprias energias qualificadas (e aqui a natureza dos raios governantes entra em cena), que se expressam através dos seus três veículos inferiores de manifestação, e mais tarde através de sua personalidade integrada. Havendo chegado a uma medida deste conhecimento e tendo-se orientado em direção do aspecto da vida qualificada, ele começa a desenvolver o sutil mecanismo interno através do qual pode ser feito o contato com os aspectos mais gerais e universais. Ele aprende a diferençar entre a qualidade ou predisposições cármicas da substância “sem princípio”, da qual sua forma e todas as formas são feitas, e os princípios que estão buscando expressão através dessas formas e, incidentalmente, a redimi-las, resgatá-las e purificá-las, a fim de que a substância do próximo sistema solar seja de ordem superior à atual e, consequentemente, mais capaz de responder ao aspecto vontade do Logos.
Visto deste ângulo, o esoterismo é a ciência da redenção, e disso todos os Salvadores do Mundo são o eterno símbolo e os expoentes. Foi para redimir a substância e suas formas que o Logos planetário veio à manifestação, e a Hierarquia toda com seu grande Líder, o Cristo (o presente Símbolo mundial), pode ser considerada como uma hierarquia de redentores, peritos na ciência da redenção. Uma vez que tenham dominado essa ciência, Eles poderão passar à ciência da Vida e lidar com as energias que finalmente conterão e usarão a substância e as formas já dotadas de princípio, qualificadas e redimidas. A redenção da substância sem princípio, sua reabilitação criativa e sua integração espiritual é Sua meta; os frutos de Seu labor serão vistos no terceiro e final sistema solar. A atividade Deles produzirá uma grande fusão espiritual e planetária, da qual a fusão da personalidade e da alma (num determinado ponto no caminho da evolução) é o símbolo, no sentido microcósmico. Podem ver com isto a estreita relação entre o trabalho do aspirante individual ou discípulo, conforme ele redime, resgata e purifica seu tríplice corpo de manifestação, e o trabalho do Logos planetário à medida que Ele desempenha tarefa semelhante em conexão com os “três veículos periódicos” através dos quais Ele age: Seu veículo da personalidade, Sua expressão da alma e Seu aspecto monádico.
Através de tudo que tenha dito percebam que me esforço por eliminar a imprecisão da palavra esoterismo e indicar a natureza extremamente científica e prática do empreendimento no qual todos os esoteristas estão engajados.
O estudo esotérico, quando unido à vivência esotérica, revela a seu tempo o mundo do propósito e leva finalmente ao mundo dos significados. O esoterista começa esforçando-se para descobrir a razão por que; luta com o problema dos acontecimentos, eventos, crises e circunstâncias a fim de chegar a compreender o propósito que possam conter para ele; quando chega a alcançar a significação de algum problema específico, usa-a como um convite para penetrar mais profundamente no recém revelado mundo do significado; aprende, então, a incorporar seus pequenos problemas pessoais ao problema do Todo maior, perdendo, assim, a visão do pequeno eu e descobrindo o Eu maior. O verdadeiro ponto de vista esotérico é sempre aquele do Todo maior. Ele descobre o mundo do significado espalhado como uma intrincada rede em todas as atividades e em cada aspecto do mundo dos fenômenos. A teia etérica é o símbolo e o modelo dessa rede; e a teia etérica, encontrada entre os centros ao longo da coluna vertebral do indivíduo, é sua correspondência microcósmica, como uma série de portas de entrada para o mundo maior do significado. Isto, na realidade, diz respeito à verdadeira Ciência dos Centros, à qual tenho me referido frequentemente. São modos de entrada consciente (quando desenvolvidos e em funcionamento) a um mundo de realidades subjetivas e a fases até agora desconhecidas da consciência divina.
Entretanto, o esoterismo não concerne aos centros, como tais, e não é, cientificamente, um esforço para despertar centros, como muitos estudantes pensam. O esoterismo é realmente o treinamento na habilidade de funcionar livremente no mundo do significado; ele não se ocupa com nenhum aspecto da forma mecânica; está inteiramente voltado para o aspecto alma – o aspecto do Salvador, do Redentor e Intérprete – e para o princípio mediador entre a vida e a substância. Este princípio mediador é a alma do aspirante individual ou discípulo (se alguém pode usar tal expressão enganadora); é também a “anima mundi” do mundo como um todo.
O esoterismo, portanto, envolve uma vida em sintonia com as realidades subjetivas internas; somente é possível quando o estudante está inteligentemente polarizado e mentalmente focalizado; é útil apenas quando o estudante pode se movimentar entre essas realidades internas com habilidade e entendimento. O esoterismo implica também compreensão da relação entre forças e energias, e o poder de usar a energia para o fortalecimento, e portanto, para o uso criativo das forças contatadas; daí sua redenção. O esoterismo usa as forças do terceiro aspecto (o da substância inteligente) como recipientes das energias dos dois aspectos superiores e, assim fazendo, resgata a substância. O esoterismo é a arte de “fazer descer à terra” aquelas energias que emanam das fontes superiores, “enraizando-as” ou ancorando-as. Como ilustração: foi uma atividade esotérica de um grupo mundial de estudantes que resultou na divulgação do ensinamento concernente ao Novo Grupo de Servidores do Mundo, enraizando e fixando na consciência da humanidade, como consequência, o fato da existência e do trabalho deste grupo basicamente subjetivo; assim, o trabalho deste grupo foi focalizado e sua atividade redentora intensificada.
Toda atividade verdadeiramente esotérica produz luz e iluminação; resulta na luz herdada da substância sendo intensificada e qualificada pela luz superior da alma – no caso da humanidade, atuando conscientemente. É possível, por essa razão, definir o esoterismo e sua atividade em termos de luz, mas abstenho-me de o fazer, devido à imprecisão e à aplicação mística até aqui desenvolvida pelos esoteristas nas décadas passadas. Se os esoteristas aceitassem, na sua forma mais simples, o pronunciamento da ciência moderna de que substância e luz são termos sinônimos, e reconhecessem também que a luz que podem fazer vir à substância (a aplicação da energia à força) é igualmente de natureza substancial, uma aproximação muito mais inteligente seria feita. O esoterista de fato lida com a luz em seus três aspectos, mas é preferível, hoje, tentar uma aproximação diferente, até que – através do desenvolvimento, tentativa e experiência – ele conheça estas três diferenciações tríplices num sentido prático e não só teórica e misticamente. Temos de corrigir alguns erros do passado.
Já lhes dei muitas outras definições nos meus vários livros, e algumas eram bem simples; têm significado hoje e terão significação mais abstrusa para vocês mais adiante.
Desafiaria todos os esoteristas a tentarem a abordagem prática que delineei aqui. Pedir-lhes-ia que vivessem vidas redentoras para desabrochar sua sensibilidade mental inata, e trabalhar continuamente com o significado a ser descoberto por detrás de todos os assuntos individuais, comunitários, nacionais e mundiais. Se isto for feito, então a luz subitamente brilhará, e cada vez mais, no seu caminho. Podem tornar-se portadores da luz, sabendo, com isso, que “naquela luz verão a Luz” – e da mesma forma vê-la-ão seus semelhantes.
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