Órbita terrestre elevada
Órbita terrestre baixa
Órbita terrestre elevada
Lixo orbital, ou “sucata espacial”, é qualquer objeto fabricado pelo homem em órbita ao redor da Terra que não tem mais utilidade. A sucata espacial pode ser perigosa para um satélite em órbita. Em 11 de Fevereiro de 2009, um satélite de comunicações dos Estados Unidos, pertencente à empresa “Iridium” colidiu com um satélite russo não operante. A colisão destruiu ambos os satélites e criou uma área de destroços que colocou em perigo outros satélites em órbita.
Para minimizar o risco de colisão entre naves espaciais e destroços em órbita, a Rede Americana de Supervisão do Espaço rastreia todos os destroços acima de 10 centímetros. Estas imagens retratam todos os objetos fabricados pelo homem, tanto objetos em uso quanto o lixo na órbita da Terra. Dos 19.000 objetos fabricados pelo homem acima de 10 centímetros em órbita da Terra em Julho de 2009, a maioria orbita próximo da Terra, conforme a imagem superior. A imagem inferior mostra todos os objetos em órbita, tanto os próximos quanto os distantes da Terra.
O inconfundível anel indica a órbita geoestacionária, o único lugar onde satélites orbitam na mesma velocidade da rotação da Terra, tornando-se possível eles permanecerem permanentemente num ponto fixo sobre a Terra. Esta órbita é inestimável para o conhecimento das condições do tempo e para as comunicações via satélite. Quando satélites em órbita geoestacionária são retirados de operação, eles são deslocados para outra órbita para manter a órbita geoestacionária desobstruída. Os pontos entre a órbita geoestacionária e a baixa órbita terrestre estão numa órbita usada pelos satélites GPS ou uma órbita muito elíptica, chamada Molniya, usada para monitorar tanto o norte quanto o sul distantes.
Apesar dos pontos pretos representarem objetos que formigam ao redor da Terra, obscurecendo a superfície da imagem inferior, a situação do lixo espacial não é tão terrível como parece ser. Os pontos não estão em escala, e o espaço é um lugar muito grande. Colisões entre objetos grandes são razoavelmente raros. A órbita de cada peça é bem conhecida. Se alguma sucata entrar na rota de algum satélite operativo da NASA, controladores de voos manobrarão o satélite para fora da rota de perigo. Em Maio de 2009 os satélites do Sistema de Observação da Terra, da NASA, foram manobrados por três vezes para evitar sucatas orbitais. Engenheiros de voos da NASA estão cuidadosamente rastreando o lixo da colisão do Iridium, uma vez que ele está muito próximo da altitude da órbita de satélites do Sistema de Observação da Terra. (fonte: NASA)
2012 os desastres anunciados que aparecem na consciência humana como profecias.
Consideramos, neste texto, os desastres anunciados que aparecem na consciência humana como profecias. Vários nomes têm sido dados a essas catástrofes iminentes, tais como "Armagedon", o "Fim dos Tempos", "O Dia do Julgamento", e o Apocalipse. Especificamente, olhamos dois anos à frente para uma predição que é vista por alguns como um desastre iminente de proporções épicas - o ano de 2012, culminando em 21 de Dezembro de 2012, ou 21-12-2012. Esta data deriva de antigos escritos Maias, mas as análises de que esses escritos realmente significam são inconcludentes. Isto não tem impedido o crescimento da especulação e a Internet é uma fonte rica de comentários e análises sobre o que esta data pode vaticinar.
Todas as profecias que dependem de um momento específico parecem fornecer, especialmente, terreno fértil para a criação de cenários de desastre, talvez porque a mente humana, naturalmente, se horroriza com a ideia de um "Dia do Julgamento". O que pode exacerbar essa tendência é o crescente sentimento entre as pessoas em todo o mundo que algo realmente está fora dos trilhos na maneira como vivemos nossas vidas. Há uma percepção generalizada de que os valores e princípios orientadores aceitos que têm formado a sinalização da jornada evolutiva humana decaíram, com nada visível para substituí-los. A incerteza decorrente disto pode ser vista de uma ótica negativa evocando uma sensação de medo e pavor, ou pode ser vista positivamente, como uma abertura para uma nova abordagem da vida de forma mais criativa e harmoniosa com nossos semelhantes e com as vidas que habitam os outros reinos que partilham o nosso planeta.
Nos tempos modernos, mais ideias tornaram-se associadas com os escritos Maias, destacando-se a sugestão de que um alinhamento cósmico importante terá lugar em 2012, envolvendo tanto o centro da galáxia ou seu equador. Isto, presumivelmente, serve para reforçar a ideia de que o fim de um ciclo no Calendário de Longa Contagem Maia marca um momento importante de mudança. No entanto, a astronomia moderna não sustenta esta aproximação física a ter lugar em 2012.
De qualquer forma não há nenhuma base para a profecia de 2012, o seu significado real pode estar no efeito que isso cria na vontade humana. O poder latente das pequenas vontades dos homens, como a Grande Invocação coloca, é tal que até mesmo a Hierarquia Espiritual (*) não pode prever com certeza como a humanidade reagirá a qualquer acontecimento, porque a liberdade da vontade humana é inviolável. E este fator desconhecido, este recurso de poder imprevisível, torna acessível uma possibilidade que é digna de consideração por todas as pessoas de boa vontade.
O anseio, profundamente arraigado nos corações humanos pela paz e harmonia só pode ser realizado quando a mente humana reconhecer a inter-relação entre espírito e matéria, e, assim, escolher criar uma fusão de vida e forma. Esta realização evolutiva, quando ocorre, não é realizada numa data específica do calendário, mas, a consciência crescente de que estamos entramos numa nova era, com a destruição do velho e desgastado revelando uma oportunidade para construir de novo, é de fato digno de comemoração.
De fato, em 21 de dezembro de 2012 começará mais uma Semana do Festival do Novo Grupo de Servidores do Mundo, a rede de servidores filiados, humanitários e pensadores que se dedicam à reconstrução do mundo em linhas mais sólidas e mais inclusivas. Quão apropriado é, então, que o povo Maia, cujo antigo ensinamento é a fonte da profecia de 2012, tenha observado o término de um "Grande Ciclo" como um momento de celebração. Eles parecem ter compreendido intuitivamente que havia um ciclo anterior a este, e que há toda a probabilidade de um outro ciclo a seguir. Vamos trabalhar para que o fim do ciclo atual não traga desastre, mas a divulgação dos padrões de cristalização do velho e desgastado, em preparação para o próximo ciclo e uma compreensão mais profunda do Bom, do Verdadeiro e do Belo.
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(*) A Hierarquia Espiritual se refere àqueles que dominaram as lições da vida na forma, e que estão prontos para dar ajuda espiritual a todos os seres humanos. Os Cristãos podem se referir a Cristo e Sua Igreja, Hindus a Rishis, os Budistas a Boddhisattvas.
Círculo de Vida e Consciência
O Círculo de Vida e Consciência
Boa Vontade Mundial
Quando nos focalizamos nos demais reinos da natureza, ficamos impressionados com a variedade absolutamente desconcertante de criaturas no planeta. Embora a diversidade no meio dos animais visíveis e plantas seja enorme, quando entramos em contato com o nível microscópico das criaturas, esta diversidade aumenta em ordem de magnitude. Impressiona-se também pela extraordinária criatividade com que a vida tem resolvido o problema dos diversos ambientes, mesmo os mais severos. Por exemplo, no leito oceânico são encontradas as assim chamadas “chaminés negras”, que são fumarolas hidrotermais devido à subida natural de águas profundas causada por atividade vulcânica. A água superaquecida, rica em minerais dissolvidos da crosta terrestre, jorra na escuridão da água fria do fundo oceânico. Não existe a luz solar nessa região, mas certa bactéria se desenvolveu podendo converter o calor, o metano e os compostos de enxofre provenientes das fumarolas em energia, através de um processo conhecido como quimiossíntese. Formas de vida mais complexas como moluscos e parasitas tubulares se alimentam destes organismos. Os organismos da base da cadeia alimentar também depositam minerais na base das “chaminés negras”, completando, então, o ciclo vital.
A gigantesca variedade de criaturas produz uma dificuldade: como entender o sentido desta diversidade? Os seres humanos estão sempre buscando entender o sentido do seu ambiente, descobrindo ou criando padrões reconhecíveis. Para a pessoa comum parece coisa relativamente simples: há animais, plantas, minerais, e não é necessário pensar mais sobre o assunto. Entretanto, para cientistas engajados no estudo da natureza, precisa-se de muito mais. A tríplice divisão de animais, plantas e minerais foi consagrada pelo pai da taxonomia biológica, Linnaeus (Lineu), no Século XVIII, como o mais alto grau do seu sistema. Taxonomia é a ciência de classificar coisas em diferentes tipos e sub-tipos, e para o biólogo que busca o sentido das relações entre diferentes tipos de animais ou plantas é claramente uma ferramenta importante. Uma questão chave é: em que base são feitas as distinções entre diferentes criaturas? Lineu decidiu que a base principal era estrutural. Então, para dar um exemplo familiar, a principal diferença entre um marsupial como um canguru ou um coala, e outros mamíferos, é que o marsupial tem uma bolsa na qual os filhotes passam parte de sua vida. Há outras distinções (por exemplo: marsupiais geralmente têm uma temperatura corporal mais baixa), mas identificar uma visível diferença física como esta é algo plenamente identificável para uma pessoa leiga.
Entretanto, à medida que mais e mais espécies de animais e plantas (a classificação mineral caiu cedo em desuso) foram descobertas, a necessidade de identificar o seu lugar no sistema de Lineu levou a uma profusão de tipos e das necessárias distinções entre eles. Também, a publicação da “Origem das Espécies” de Darwin em 1859 introduziu toda uma nova perspectiva sobre as possíveis relações entre diferentes tipos de criaturas. Embora continue em uso até hoje, o método de Lineu tem sido suplementado por um diferente sistema que conta não somente com a estrutura geral, mas também com semelhanças genéticas e diferenças entre as espécies, e como isto os relaciona uns com os outros em termos evolucionários. Este método de classificar criaturas envolve o uso de sofisticadas técnicas de estatísticas e análises de DNA, então ele não é tão imediatamente inteligível para o público em geral. Isto tem produzido conclusões muito surpreendentes, como por exemplo: que os fungos estão mais intimamente relacionados com os animais do que com os vegetais.
É esta então a “verdadeira” versão da árvore da vida? E se for? Ajuda a pessoa comum a pensar sobre tornar-se necessário nos relacionar com os outros reinos da natureza? Tomando primeiro a questão da verdade, torna-se necessário sermos particularmente cautelosos sobre isto. Há muitas incertezas envolvidas na construção de tal complexo esquema de classificação, como qualquer cientista envolvido neste trabalho reconheceria, e a ciência tem o hábito de revisar suas próprias teorias à luz de novas evidências. Talvez seja melhor dizer que este modelo é mais útil para muitos cientistas sob a luz de suas correntes teorias e observações, do que o antigo modelo de Lineu. Enquanto que para a pessoa mediana o modelo de Lineu pode parecer ainda atualmente mais útil, porque ele “divide” o mundo de uma maneira mais de acordo com o senso comum. Para um observador leigo a imobilidade, tanto de vegetais como de fungos, parece muito mais uma importante semelhança do que detalhes concernentes aos seus DNAs.
Quando consideramos nossa relação com os demais reinos, um dos aspectos que inevitavelmente surge é a questão da origem das coisas vivas e nossa relação física com elas; em outras palavras, como mencionado acima, a questão da evolução. Como podemos ver, a ciência biológica moderna concluiu com determinação que seres humanos e demais animais são “descendentes” de formas de vida anteriores e mais primitivas. Portanto, esta teoria enfatiza a afinidade da humanidade com outras formas de vida, o que é em si algo positivo. Naturalmente, não é todo o mundo que aceita esta teoria, e a teoria oponente mais conhecida é a motivada pela religião: teoria do criacionismo (1), que não aceita a ideia que os humanos são descendente diretos de formas de vidas mais primitivas.
Alice Bailey e outros escritores da Sabedoria Antiga tomam uma posição de certa forma intermediária, concordam com o criacionismo no ponto que a forma física humana não é produto evolutivo de animais que existiram anteriormente, mas que a vida e a consciência que energiza aquela forma evoluíram através de vários reinos precedentes, até mesmo o mineral. Explicar este paradoxal ponto de vista nos levaria muito longe, mas os interessados podem consultar “A Doutrina Secreta” – “Antropogênese” de H.P.Blavatsky e “A Ciência Oculta” de Rudolf Steiner.
Na realidade, não há uma maneira segura de determinar exatamente como a vida emergiu, na medida em que a evidência nos é velada pelos vastos períodos de tempo e igualmente enormes incertezas sobre as reais condições que prevaleceram durante esses períodos (até mesmo a possibilidade de diferentes leis físicas).
Mas isto não precisa nos impedir de reconhecer nossa relação com outras criaturas. Os escritos de Alice Bailey, e de outros escritores na tradição da Sabedoria Antiga, fazem uma distinção entre a atividade biológica da forma e a energia da Vida em si mesma, que, exatamente como a energia da física, não pode nem ser criada nem ser destruída. É o impulso invisível por trás de toda atividade biológica, e que simplesmente continua quando a atividade biológica que nós chamamos vida física cessa. Esta Vida é idêntica em todas as criaturas. Podemos nos basear nesta consideração que as misteriosas energias da vida podem ser percebidas palpitando em todas as formas, e este simples fato é garantia suficiente para proclamar um vínculo direto e indestrutível de comunicação entre os diversos reinos da natureza, seja lá como concebamos suas origens e eventual destino.
As pessoas estão agora familiarizadas com a observação darwiniana que a evolução ocorre através da seleção natural, ou, usando uma expressão abreviada, “a sobrevivência do mais forte”. Infelizmente, esta doutrina foi simplificada e distorcida por alguns, tornando-se uma imagem de brutal competição e depois aplicada à sociedade humana. A dedução é que somente os indivíduos mais fortes (ou empresas, ou sociedades, etc) sobrevivem e prosperam. Alguns poucos vão mais além e sugerem que somente os mais fortes devem sobreviver e prosperar - uma rampa inclinada e escorregadia que pode levar à eugenia. Mas, a observação original de Darwin foi muito mais sutil do que esta má caracterização - por exemplo, “aptidão física” não é igual a força física, mas pode referir-se a qualquer número de traços hereditários que fazem algum organismo mais propenso a sobreviver e reproduzir. Embora seja verdade que muitas espécies se alimentam de outras, ou competem entre si por alimento - pela simbiose - também é comum nos reinos animal e vegetal espécies se empenharem por longos períodos de interação que podem beneficiar uma ou ambas. Aliás, a bióloga Lynn Margulis argumenta que a simbiose é a principal força impulsora na evolução. Então, parece que a evolução física não dá nenhuma clara direção de como a humanidade se relaciona com os reinos inferiores. Para isto, precisamos considerar a evolução numa luz diferente, a luz da consciência.
A tradição da Sabedoria Antiga, da qual o trabalho de Alice Bailey faz parte, prioriza a evolução da consciência - portanto, a obrigação moral é buscar permitir e nutrir, até onde for possível, o desenvolvimento dessa consciência que existe dentro de cada ser. Este processo de nutrição tem relevância especial em três áreas: animais com inteligência significativa; os animais domésticos; os animais de fazenda. Estas três áreas se sobrepõem numa extensão significativa. Os animais que estão mais em contato com a população em geral são os animais domésticos. É interessante notar que a definição da palavra “animal doméstico” inclui não somente o pertinente “animal domesticado criado para companhia ou divertimento”, mas também, “pessoa ou coisa querida, de estimação” e no sentido verbal, “afago, ato de passar a mão suavemente para acariciar”. Estas definições adicionais dão uma visão mais ampla do relacionamento humano/animal doméstico. A primeira delas sugere que a natureza do relacionamento pode às vezes atuar como substituto das relações humanas. A analogia óbvia é com o relacionamento adulto/criança, já que um animal é, como uma criança, muito dependente do humano adulto para seu cuidado e desenvolvimento. Não há dúvida que fortes afeições podem ser desenvolvidas entre animais domésticos e humanos e que isto pode ser mutuamente benéfico. Entretanto, como em todas as relações, há o perigo de extremos. Exatamente como uma criança, o animal de estimação pode tornar-se “mimado” - em outras palavras, “cheio de permissividade”. A criação de serviços tais como “salão de banho para animais de estimação”, ilustra este ponto. O principal objetivo da criação de filhos é ajudar a criança, no seu crescimento, a descobrir o seu próprio vigor e desenvolvê-lo; como também descobrir suas fraquezas e como superá-las. O mesmo deveria valer para o animal doméstico, na medida em que podem reconhecer vigores e fraquezas de caráter e a existência de treinadores para animais é um sinal positivo disto (2). Quando a uma criança é dado a responsabilidade parcial por um destes animais, isto pode proporcionar uma proveitosa fonte de lições.
Outra parte do relacionamento humano/animal doméstico se encontra na área de procriação de animais de competição com traços específicos de uma dada subespécie ou “raça”, isto então é uma tentativa de desenvolver a consciência do animal? A resposta não está totalmente clara. Por um lado, pode parecer como a tentativa de purificar a expressão das qualidades que um determinado tipo de animal exibe, com o objetivo de produzir um espécime perfeito. Mas, “perfeição”, como “aptidão”, é um termo que está aberto à interpretação: assim, por exemplo, enquanto procriação seletiva pode produzir características físicas atrativas num animal, isto pode às vezes vir à custa da sua saúde geral. Há também a questão se a qualidade humana de ser competitivo obscurece a intenção de assistir ao animal. De novo, a pedra de toque deveria ser, certamente, o positivo desenvolvimento da consciência do animal. A prática da procriação seletiva é também de grande importância no reino vegetal, e a humanidade tem produzido plantas tanto de melhor qualidade e rendimento quanto de meta subjetiva de maior beleza. É possível ter em mente fazer tudo isto não em benefício do ser humano, mas principalmente das plantas em si?
A outra dimensão de “mimado” (“animal de estimação”), com a significação de acariciar, mostra a forma com que a afeição entre humanos e animal é frequentemente expressada. De fato, esta simples postura tem demonstrado ser um importante redutor do estresse nos humanos, e por esta razão há agora cães e gatos que são treinados como animais de terapia. Esses animais podem ir a hospitais, asilos e casas de idosos e outros para proporcionar aos internos o conforto da companhia animal. Este conceito tem sido estendido ao ser incluído em outras espécies, como coelhos, pássaros, golfinhos, e até elefantes. Embora as plantas não confortam ativamente os seres humanos, não resta dúvidas quanto ao poder terapêutico dos jardins, tanto da atividade de construi-los e mantê-los, quanto da radiante beleza das próprias plantas.
Estreitamente relacionado com os animais de estimação está a área dos animais de trabalho, na medida em que um animal pode ser ambas as coisas. Um exemplo óbvio é o cão pastor. De fato, animais não apenas trabalham em fazendas - há toda uma gama de tarefas que os humanos treinaram os animais para executá-las. Alguns exemplos incluem corridas, caça, ajuda a pescadores, guarda, detecção de drogas, terapia com animais (como mencionado anteriormente), assistência a cegos e surdos, e toda uma categoria de serviços como cães que podem ajudar com mobilidade, assistir pessoas susceptíveis de ataques de epilepsia ou hipoglicemia, e assistir pessoas com certos tipos de incapacidade psiquiátrica (além disso, alguns macacos foram treinados para assistir quadriplégicos). Animais têm sido também treinados para entretenimento em palcos, filmes e circos.
Apesar de muitos desses exemplos de animais servindo a humanos serem inspiradores e poderem levar em muito casos a estimulação da consciência do animal, quando chegamos ao tópico dos animais de fazenda, surgem duas grandes questões. A primeira é a questão moral se os humanos devem, de modo algum, comer animais. Isto está intimamente relacionado com a questão dos benefícios para a saúde humana proveniente da pesquisa biomédica usada em animais nos laboratórios. Ambos os casos apresentam um duro dilema moral que todo indivíduo deveria considerar. A segunda é como os animais de fazenda e de laboratório são tratados durante suas vidas, que é uma pergunta dirigida à sociedade.
Um grupo específico que trabalha com este tema é “Compassion in World Farming” (3). Também merece ser lembrado o pioneirismo no trabalho compassivo dos animais de fazenda quando chegam ao final de suas vidas, o cientista Temple Grandin, que acredita que, embora seja ético comer animais, os humanos devem a eles uma vida decente e uma morte indolor, e para este fim tem colaborado na construção de instalações humanitárias para estes animais.
Enquanto animais de fazenda têm sido acostumados nos seus ambientes através de longa associação com humanos, outra categoria é a dos animais selvagens que são feitos cativos em zoológicos ou parques. Isto acontece por várias razões, algumas das quais podem ser de interesse dos animais, como a proteção de espécies em risco de extinção; e outras mais relacionadas com os interesses humanos, tais como pesquisas, ou familiarização dos humanos com a maravilhosa diversidade de criaturas. Lamentavelmente temos exemplos de animais sendo mal cuidados em zoológicos e se tornando psicologicamente traumatizados. Todavia, há exemplos de construções cuidadosamente estruturadas, com alimentação adequada para imitar o máximo possível a natureza. Se de fato um determinado zoológico ou parque é de algum benefício para os animais dependerá do equilíbrio das razões para o qual foi criado e da ética do pessoal que o opera.
A humanidade também descobriu, através da observação, que alguns animais demonstram uma inteligência considerável, que aumenta a fascinante possibilidade de comunicação entre espécies. Os mais conhecidos exemplos de espécies inteligentes incluem macacos, golfinhos e baleias; e há atualmente a evidência crescente de uso de ferramenta inteligente em corvos (tipo de ave). Tem havido muitos trabalhadores pioneiros que registram tais animais em seu hábitat natural e três deles, os mais famosos, são o trio de mulheres às vezes conhecidas como “Leakey’s Angels” (por terem tido como mentor o eminente arqueólogo Louis Leakey). Dian Fossey trabalhou com gorilas da montanha até sua morte prematura, enquanto o trabalho de Jane Goodall’s com chipanzés e de Biruté Galdikas’s com orangotangos continua até hoje. Suas investigações têm descoberto uma gama de inteligentes comportamentos sociais; e, em cativeiro, a inúmeros macacos têm sido ensinado vários tipos de sinais de linguagem. O comportamento de cetáceos (golfinhos e baleias) também tem sido estudado com certa profundidade, revelando complexos padrões sociais e uso de ferramentas. Mas a linguagem audível dos cetáceos e de outros animais continua sendo de certa forma um mistério e o objetivo de uma completa compreensão de nossas criaturas amigas através de estudos apenas científicos mostra-se ilusório.
Talvez devido a que a linguagem falada é um componente de tal poder no pensamento e entendimento humano, colocamos demasiada importância nesta forma de comunicação. Por exemplo, polvos e lulas podem se comunicar mudando o padrão de cor em suas peles. Pode ser que as vidas dos animais, e consequentemente a maneira com que eles veem o mundo, sejam, simplesmente, tão diferente para que os humanos sejam capazes de fazer uma tradução efetiva. Ou pode ser que se requer mais que simples investigação clínica e científica, mas um completo e compreensível aprofundamento no mundo do animal. Tal aprofundamento foi, e continua sendo proveitoso, quer por necessidade ou escolha, para os povos indígenas que dependem do exato comportamento do animal para sua sobrevivência. Atualmente existem investigadores inovadores fora do ambiente indígena, como o estudioso de lobos Shaun Ellis, e o especialista em ursos Else Poulsen, que estão preparados pra investir tempo e esforço para se familiarizarem com os hábitos dos animais. Os treinadores de cavalos, conhecidos como ”cochichadores de cavalos” são outro exemplo recente que tem ganhado a atenção dos meios de comunicação, embora a noção que cavalos podem ser treinados sem maneiras coercitivas é conhecida desde os tempos do soldado e escritor grego Xenofonte (430-354 AC).
Em “Kinship with All Life”, J. Allen Boone descreve encontros com alguns animais, o mais notável com o cão pastor alemão Strongheart que apareceu em vários filmes. Boone demonstra que sua mais significativa comunicação com animais foi sem palavras, mas sim telepática. O biólogo e autor, Rupert Sheldrake, que conduziu experimentos, e compilou evidências de outros estudos, de existência de telepatia animal/humano, incluindo cães e um papagaio africano, N’kisi. A citação seguinte de Alice Bailey faz referência a esse trabalho: “O serviço do animal para o homem é bem conhecido e de constante manifestação. O serviço do homem para os animais não é ainda compreendido, apesar de alguns passos terem sido dados na direção certa. Deverá haver finalmente síntese estreita e coordenação harmoniosa entre eles, e quando seja este o caso alguns conhecimentos muito extraordinários de mediunismo animal sob inspiração humana terão lugar. Por meio disto, o fator inteligência no animal (do qual o instinto é a manifestação embrionária) será rapidamente desenvolvido, e este é um dos resultados notáveis do intencionado relacionamento homem-animal.” (4) Há também evidência que plantas respondem à música, e o trabalho de Cleve Backster sugere que plantas podem ser também sensíveis ao pensamento humano. Todas estas observações estão em consonância com a ideia que vida e consciência formam um grande conjunto contínuo, expressando-se em diversos graus através de uma quase infinita diversidade de formas.
Através do seu longo período de associação com seres humanos, animais, plantas, e também minerais, tem feito parte de mitos, lendas e fábulas, como aliados e antagonistas. Temos, assim, a tradicional associação de características com certos animais: a coragem do leão, a paciência do elefante, a astúcia da raposa. De certa forma isto também é verdadeiro com as plantas e os minerais: a resistência do carvalho, a doçura da rosa, a pureza do lírio; o brilho do diamante, a solidez do granito, a magnética fascinação do ouro. Esses reconhecimentos de qualidades características que revelam as várias criaturas, podem se vincular aos escritos de Alice Bailey sobre os sete raios, que são definidos como sete energias básicas que qualificam todas as formas em todos os reinos da natureza. Nesta visão, cada espécie estará predominantemente qualificada por uma qualidade de um raio específico. Nos humanos, a expressão de um determinado raio é mais complexa, mas as mesmas sete qualidades básicas estão também presentes em maior ou menor grau, o que pode explicar porque certos indivíduos mostram uma particular afinidade com determinada espécie. Assim, um amplo estudo dos raios, juntamente com profunda e cuidadosa auto-observação e de todas as outras criaturas, pode produzir uma revolução positiva nas relações entre a humanidade e os demais reinos da natureza, uma revolução que é extremamente necessária à medida que as pressões do consumismo humano continuar colocando em risco a estrutura ecológica do planeta (5).
Concluindo, as atuais relações da humanidade com os reinos inferiores são complexas, indo desde a completa crueldade e exploração, a indiferença e a observação desapegada, até a plenitude de profunda e duradoura simpatia. Toda pessoa de boa vontade pode encontrar meios de fortalecer a parte simpática deste cenário, contribuindo com um futuro no qual cada reino da natureza, do espiritual ao mineral, esteja contido no círculo de síntese da vontade para o bem.
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Notas:
1) Há, entretanto, outras teorias de motivo religioso que não têm problemas com a ideia da evolução biológica.
2) Entretanto, até mesmo um treinamento pode ser uma estrutura rígida sem fazer concessões específicas às qualidades do animal individual. No seu livro “Kinship with All Life”, J. Allen Boone distingue entre treinar um animal em que o homem impõe seu ponto de vista sobre como o animal deve comportar, e educá-lo, quando o homem busca entender o animal e cooperar com o seu desenvolvimento.
3) “Compassion in World Farming”, River Court, Mill Lane, Godalming, Surrey, GU7 1EZ, UK.
4) “O Destino das Nações”.
5) Um bom lugar para começar a estudar os sete raios é o Vol.1 de “Um Tratado Sobre os Sete Raios” de Alice Bailey.
“... feito como preparatório para o trabalho da humanidade, há muito predeterminado, que é o de ser o agente distribuidor para a energia espiritual, aos três reinos subumanos. Esta é a maior tarefa de serviço que o quarto reino, por meio das almas encarnantes, tomou a seu cargo. A irradiação do quarto reino será um dia tão potente e de tão longo alcance que seus efeitos penetrarão as profundezas mesmas do mundo fenomênico criado, até o reino mineral.” (Alice Bailey - O Destino das Nações)
Boa Vontade Mundial
Quando nos focalizamos nos demais reinos da natureza, ficamos impressionados com a variedade absolutamente desconcertante de criaturas no planeta. Embora a diversidade no meio dos animais visíveis e plantas seja enorme, quando entramos em contato com o nível microscópico das criaturas, esta diversidade aumenta em ordem de magnitude. Impressiona-se também pela extraordinária criatividade com que a vida tem resolvido o problema dos diversos ambientes, mesmo os mais severos. Por exemplo, no leito oceânico são encontradas as assim chamadas “chaminés negras”, que são fumarolas hidrotermais devido à subida natural de águas profundas causada por atividade vulcânica. A água superaquecida, rica em minerais dissolvidos da crosta terrestre, jorra na escuridão da água fria do fundo oceânico. Não existe a luz solar nessa região, mas certa bactéria se desenvolveu podendo converter o calor, o metano e os compostos de enxofre provenientes das fumarolas em energia, através de um processo conhecido como quimiossíntese. Formas de vida mais complexas como moluscos e parasitas tubulares se alimentam destes organismos. Os organismos da base da cadeia alimentar também depositam minerais na base das “chaminés negras”, completando, então, o ciclo vital.
A gigantesca variedade de criaturas produz uma dificuldade: como entender o sentido desta diversidade? Os seres humanos estão sempre buscando entender o sentido do seu ambiente, descobrindo ou criando padrões reconhecíveis. Para a pessoa comum parece coisa relativamente simples: há animais, plantas, minerais, e não é necessário pensar mais sobre o assunto. Entretanto, para cientistas engajados no estudo da natureza, precisa-se de muito mais. A tríplice divisão de animais, plantas e minerais foi consagrada pelo pai da taxonomia biológica, Linnaeus (Lineu), no Século XVIII, como o mais alto grau do seu sistema. Taxonomia é a ciência de classificar coisas em diferentes tipos e sub-tipos, e para o biólogo que busca o sentido das relações entre diferentes tipos de animais ou plantas é claramente uma ferramenta importante. Uma questão chave é: em que base são feitas as distinções entre diferentes criaturas? Lineu decidiu que a base principal era estrutural. Então, para dar um exemplo familiar, a principal diferença entre um marsupial como um canguru ou um coala, e outros mamíferos, é que o marsupial tem uma bolsa na qual os filhotes passam parte de sua vida. Há outras distinções (por exemplo: marsupiais geralmente têm uma temperatura corporal mais baixa), mas identificar uma visível diferença física como esta é algo plenamente identificável para uma pessoa leiga.
Entretanto, à medida que mais e mais espécies de animais e plantas (a classificação mineral caiu cedo em desuso) foram descobertas, a necessidade de identificar o seu lugar no sistema de Lineu levou a uma profusão de tipos e das necessárias distinções entre eles. Também, a publicação da “Origem das Espécies” de Darwin em 1859 introduziu toda uma nova perspectiva sobre as possíveis relações entre diferentes tipos de criaturas. Embora continue em uso até hoje, o método de Lineu tem sido suplementado por um diferente sistema que conta não somente com a estrutura geral, mas também com semelhanças genéticas e diferenças entre as espécies, e como isto os relaciona uns com os outros em termos evolucionários. Este método de classificar criaturas envolve o uso de sofisticadas técnicas de estatísticas e análises de DNA, então ele não é tão imediatamente inteligível para o público em geral. Isto tem produzido conclusões muito surpreendentes, como por exemplo: que os fungos estão mais intimamente relacionados com os animais do que com os vegetais.
É esta então a “verdadeira” versão da árvore da vida? E se for? Ajuda a pessoa comum a pensar sobre tornar-se necessário nos relacionar com os outros reinos da natureza? Tomando primeiro a questão da verdade, torna-se necessário sermos particularmente cautelosos sobre isto. Há muitas incertezas envolvidas na construção de tal complexo esquema de classificação, como qualquer cientista envolvido neste trabalho reconheceria, e a ciência tem o hábito de revisar suas próprias teorias à luz de novas evidências. Talvez seja melhor dizer que este modelo é mais útil para muitos cientistas sob a luz de suas correntes teorias e observações, do que o antigo modelo de Lineu. Enquanto que para a pessoa mediana o modelo de Lineu pode parecer ainda atualmente mais útil, porque ele “divide” o mundo de uma maneira mais de acordo com o senso comum. Para um observador leigo a imobilidade, tanto de vegetais como de fungos, parece muito mais uma importante semelhança do que detalhes concernentes aos seus DNAs.
Quando consideramos nossa relação com os demais reinos, um dos aspectos que inevitavelmente surge é a questão da origem das coisas vivas e nossa relação física com elas; em outras palavras, como mencionado acima, a questão da evolução. Como podemos ver, a ciência biológica moderna concluiu com determinação que seres humanos e demais animais são “descendentes” de formas de vida anteriores e mais primitivas. Portanto, esta teoria enfatiza a afinidade da humanidade com outras formas de vida, o que é em si algo positivo. Naturalmente, não é todo o mundo que aceita esta teoria, e a teoria oponente mais conhecida é a motivada pela religião: teoria do criacionismo (1), que não aceita a ideia que os humanos são descendente diretos de formas de vidas mais primitivas.
Alice Bailey e outros escritores da Sabedoria Antiga tomam uma posição de certa forma intermediária, concordam com o criacionismo no ponto que a forma física humana não é produto evolutivo de animais que existiram anteriormente, mas que a vida e a consciência que energiza aquela forma evoluíram através de vários reinos precedentes, até mesmo o mineral. Explicar este paradoxal ponto de vista nos levaria muito longe, mas os interessados podem consultar “A Doutrina Secreta” – “Antropogênese” de H.P.Blavatsky e “A Ciência Oculta” de Rudolf Steiner.
Na realidade, não há uma maneira segura de determinar exatamente como a vida emergiu, na medida em que a evidência nos é velada pelos vastos períodos de tempo e igualmente enormes incertezas sobre as reais condições que prevaleceram durante esses períodos (até mesmo a possibilidade de diferentes leis físicas).
Mas isto não precisa nos impedir de reconhecer nossa relação com outras criaturas. Os escritos de Alice Bailey, e de outros escritores na tradição da Sabedoria Antiga, fazem uma distinção entre a atividade biológica da forma e a energia da Vida em si mesma, que, exatamente como a energia da física, não pode nem ser criada nem ser destruída. É o impulso invisível por trás de toda atividade biológica, e que simplesmente continua quando a atividade biológica que nós chamamos vida física cessa. Esta Vida é idêntica em todas as criaturas. Podemos nos basear nesta consideração que as misteriosas energias da vida podem ser percebidas palpitando em todas as formas, e este simples fato é garantia suficiente para proclamar um vínculo direto e indestrutível de comunicação entre os diversos reinos da natureza, seja lá como concebamos suas origens e eventual destino.
As pessoas estão agora familiarizadas com a observação darwiniana que a evolução ocorre através da seleção natural, ou, usando uma expressão abreviada, “a sobrevivência do mais forte”. Infelizmente, esta doutrina foi simplificada e distorcida por alguns, tornando-se uma imagem de brutal competição e depois aplicada à sociedade humana. A dedução é que somente os indivíduos mais fortes (ou empresas, ou sociedades, etc) sobrevivem e prosperam. Alguns poucos vão mais além e sugerem que somente os mais fortes devem sobreviver e prosperar - uma rampa inclinada e escorregadia que pode levar à eugenia. Mas, a observação original de Darwin foi muito mais sutil do que esta má caracterização - por exemplo, “aptidão física” não é igual a força física, mas pode referir-se a qualquer número de traços hereditários que fazem algum organismo mais propenso a sobreviver e reproduzir. Embora seja verdade que muitas espécies se alimentam de outras, ou competem entre si por alimento - pela simbiose - também é comum nos reinos animal e vegetal espécies se empenharem por longos períodos de interação que podem beneficiar uma ou ambas. Aliás, a bióloga Lynn Margulis argumenta que a simbiose é a principal força impulsora na evolução. Então, parece que a evolução física não dá nenhuma clara direção de como a humanidade se relaciona com os reinos inferiores. Para isto, precisamos considerar a evolução numa luz diferente, a luz da consciência.
A tradição da Sabedoria Antiga, da qual o trabalho de Alice Bailey faz parte, prioriza a evolução da consciência - portanto, a obrigação moral é buscar permitir e nutrir, até onde for possível, o desenvolvimento dessa consciência que existe dentro de cada ser. Este processo de nutrição tem relevância especial em três áreas: animais com inteligência significativa; os animais domésticos; os animais de fazenda. Estas três áreas se sobrepõem numa extensão significativa. Os animais que estão mais em contato com a população em geral são os animais domésticos. É interessante notar que a definição da palavra “animal doméstico” inclui não somente o pertinente “animal domesticado criado para companhia ou divertimento”, mas também, “pessoa ou coisa querida, de estimação” e no sentido verbal, “afago, ato de passar a mão suavemente para acariciar”. Estas definições adicionais dão uma visão mais ampla do relacionamento humano/animal doméstico. A primeira delas sugere que a natureza do relacionamento pode às vezes atuar como substituto das relações humanas. A analogia óbvia é com o relacionamento adulto/criança, já que um animal é, como uma criança, muito dependente do humano adulto para seu cuidado e desenvolvimento. Não há dúvida que fortes afeições podem ser desenvolvidas entre animais domésticos e humanos e que isto pode ser mutuamente benéfico. Entretanto, como em todas as relações, há o perigo de extremos. Exatamente como uma criança, o animal de estimação pode tornar-se “mimado” - em outras palavras, “cheio de permissividade”. A criação de serviços tais como “salão de banho para animais de estimação”, ilustra este ponto. O principal objetivo da criação de filhos é ajudar a criança, no seu crescimento, a descobrir o seu próprio vigor e desenvolvê-lo; como também descobrir suas fraquezas e como superá-las. O mesmo deveria valer para o animal doméstico, na medida em que podem reconhecer vigores e fraquezas de caráter e a existência de treinadores para animais é um sinal positivo disto (2). Quando a uma criança é dado a responsabilidade parcial por um destes animais, isto pode proporcionar uma proveitosa fonte de lições.
Outra parte do relacionamento humano/animal doméstico se encontra na área de procriação de animais de competição com traços específicos de uma dada subespécie ou “raça”, isto então é uma tentativa de desenvolver a consciência do animal? A resposta não está totalmente clara. Por um lado, pode parecer como a tentativa de purificar a expressão das qualidades que um determinado tipo de animal exibe, com o objetivo de produzir um espécime perfeito. Mas, “perfeição”, como “aptidão”, é um termo que está aberto à interpretação: assim, por exemplo, enquanto procriação seletiva pode produzir características físicas atrativas num animal, isto pode às vezes vir à custa da sua saúde geral. Há também a questão se a qualidade humana de ser competitivo obscurece a intenção de assistir ao animal. De novo, a pedra de toque deveria ser, certamente, o positivo desenvolvimento da consciência do animal. A prática da procriação seletiva é também de grande importância no reino vegetal, e a humanidade tem produzido plantas tanto de melhor qualidade e rendimento quanto de meta subjetiva de maior beleza. É possível ter em mente fazer tudo isto não em benefício do ser humano, mas principalmente das plantas em si?
A outra dimensão de “mimado” (“animal de estimação”), com a significação de acariciar, mostra a forma com que a afeição entre humanos e animal é frequentemente expressada. De fato, esta simples postura tem demonstrado ser um importante redutor do estresse nos humanos, e por esta razão há agora cães e gatos que são treinados como animais de terapia. Esses animais podem ir a hospitais, asilos e casas de idosos e outros para proporcionar aos internos o conforto da companhia animal. Este conceito tem sido estendido ao ser incluído em outras espécies, como coelhos, pássaros, golfinhos, e até elefantes. Embora as plantas não confortam ativamente os seres humanos, não resta dúvidas quanto ao poder terapêutico dos jardins, tanto da atividade de construi-los e mantê-los, quanto da radiante beleza das próprias plantas.
Estreitamente relacionado com os animais de estimação está a área dos animais de trabalho, na medida em que um animal pode ser ambas as coisas. Um exemplo óbvio é o cão pastor. De fato, animais não apenas trabalham em fazendas - há toda uma gama de tarefas que os humanos treinaram os animais para executá-las. Alguns exemplos incluem corridas, caça, ajuda a pescadores, guarda, detecção de drogas, terapia com animais (como mencionado anteriormente), assistência a cegos e surdos, e toda uma categoria de serviços como cães que podem ajudar com mobilidade, assistir pessoas susceptíveis de ataques de epilepsia ou hipoglicemia, e assistir pessoas com certos tipos de incapacidade psiquiátrica (além disso, alguns macacos foram treinados para assistir quadriplégicos). Animais têm sido também treinados para entretenimento em palcos, filmes e circos.
Apesar de muitos desses exemplos de animais servindo a humanos serem inspiradores e poderem levar em muito casos a estimulação da consciência do animal, quando chegamos ao tópico dos animais de fazenda, surgem duas grandes questões. A primeira é a questão moral se os humanos devem, de modo algum, comer animais. Isto está intimamente relacionado com a questão dos benefícios para a saúde humana proveniente da pesquisa biomédica usada em animais nos laboratórios. Ambos os casos apresentam um duro dilema moral que todo indivíduo deveria considerar. A segunda é como os animais de fazenda e de laboratório são tratados durante suas vidas, que é uma pergunta dirigida à sociedade.
Um grupo específico que trabalha com este tema é “Compassion in World Farming” (3). Também merece ser lembrado o pioneirismo no trabalho compassivo dos animais de fazenda quando chegam ao final de suas vidas, o cientista Temple Grandin, que acredita que, embora seja ético comer animais, os humanos devem a eles uma vida decente e uma morte indolor, e para este fim tem colaborado na construção de instalações humanitárias para estes animais.
Enquanto animais de fazenda têm sido acostumados nos seus ambientes através de longa associação com humanos, outra categoria é a dos animais selvagens que são feitos cativos em zoológicos ou parques. Isto acontece por várias razões, algumas das quais podem ser de interesse dos animais, como a proteção de espécies em risco de extinção; e outras mais relacionadas com os interesses humanos, tais como pesquisas, ou familiarização dos humanos com a maravilhosa diversidade de criaturas. Lamentavelmente temos exemplos de animais sendo mal cuidados em zoológicos e se tornando psicologicamente traumatizados. Todavia, há exemplos de construções cuidadosamente estruturadas, com alimentação adequada para imitar o máximo possível a natureza. Se de fato um determinado zoológico ou parque é de algum benefício para os animais dependerá do equilíbrio das razões para o qual foi criado e da ética do pessoal que o opera.
A humanidade também descobriu, através da observação, que alguns animais demonstram uma inteligência considerável, que aumenta a fascinante possibilidade de comunicação entre espécies. Os mais conhecidos exemplos de espécies inteligentes incluem macacos, golfinhos e baleias; e há atualmente a evidência crescente de uso de ferramenta inteligente em corvos (tipo de ave). Tem havido muitos trabalhadores pioneiros que registram tais animais em seu hábitat natural e três deles, os mais famosos, são o trio de mulheres às vezes conhecidas como “Leakey’s Angels” (por terem tido como mentor o eminente arqueólogo Louis Leakey). Dian Fossey trabalhou com gorilas da montanha até sua morte prematura, enquanto o trabalho de Jane Goodall’s com chipanzés e de Biruté Galdikas’s com orangotangos continua até hoje. Suas investigações têm descoberto uma gama de inteligentes comportamentos sociais; e, em cativeiro, a inúmeros macacos têm sido ensinado vários tipos de sinais de linguagem. O comportamento de cetáceos (golfinhos e baleias) também tem sido estudado com certa profundidade, revelando complexos padrões sociais e uso de ferramentas. Mas a linguagem audível dos cetáceos e de outros animais continua sendo de certa forma um mistério e o objetivo de uma completa compreensão de nossas criaturas amigas através de estudos apenas científicos mostra-se ilusório.
Talvez devido a que a linguagem falada é um componente de tal poder no pensamento e entendimento humano, colocamos demasiada importância nesta forma de comunicação. Por exemplo, polvos e lulas podem se comunicar mudando o padrão de cor em suas peles. Pode ser que as vidas dos animais, e consequentemente a maneira com que eles veem o mundo, sejam, simplesmente, tão diferente para que os humanos sejam capazes de fazer uma tradução efetiva. Ou pode ser que se requer mais que simples investigação clínica e científica, mas um completo e compreensível aprofundamento no mundo do animal. Tal aprofundamento foi, e continua sendo proveitoso, quer por necessidade ou escolha, para os povos indígenas que dependem do exato comportamento do animal para sua sobrevivência. Atualmente existem investigadores inovadores fora do ambiente indígena, como o estudioso de lobos Shaun Ellis, e o especialista em ursos Else Poulsen, que estão preparados pra investir tempo e esforço para se familiarizarem com os hábitos dos animais. Os treinadores de cavalos, conhecidos como ”cochichadores de cavalos” são outro exemplo recente que tem ganhado a atenção dos meios de comunicação, embora a noção que cavalos podem ser treinados sem maneiras coercitivas é conhecida desde os tempos do soldado e escritor grego Xenofonte (430-354 AC).
Em “Kinship with All Life”, J. Allen Boone descreve encontros com alguns animais, o mais notável com o cão pastor alemão Strongheart que apareceu em vários filmes. Boone demonstra que sua mais significativa comunicação com animais foi sem palavras, mas sim telepática. O biólogo e autor, Rupert Sheldrake, que conduziu experimentos, e compilou evidências de outros estudos, de existência de telepatia animal/humano, incluindo cães e um papagaio africano, N’kisi. A citação seguinte de Alice Bailey faz referência a esse trabalho: “O serviço do animal para o homem é bem conhecido e de constante manifestação. O serviço do homem para os animais não é ainda compreendido, apesar de alguns passos terem sido dados na direção certa. Deverá haver finalmente síntese estreita e coordenação harmoniosa entre eles, e quando seja este o caso alguns conhecimentos muito extraordinários de mediunismo animal sob inspiração humana terão lugar. Por meio disto, o fator inteligência no animal (do qual o instinto é a manifestação embrionária) será rapidamente desenvolvido, e este é um dos resultados notáveis do intencionado relacionamento homem-animal.” (4) Há também evidência que plantas respondem à música, e o trabalho de Cleve Backster sugere que plantas podem ser também sensíveis ao pensamento humano. Todas estas observações estão em consonância com a ideia que vida e consciência formam um grande conjunto contínuo, expressando-se em diversos graus através de uma quase infinita diversidade de formas.
Através do seu longo período de associação com seres humanos, animais, plantas, e também minerais, tem feito parte de mitos, lendas e fábulas, como aliados e antagonistas. Temos, assim, a tradicional associação de características com certos animais: a coragem do leão, a paciência do elefante, a astúcia da raposa. De certa forma isto também é verdadeiro com as plantas e os minerais: a resistência do carvalho, a doçura da rosa, a pureza do lírio; o brilho do diamante, a solidez do granito, a magnética fascinação do ouro. Esses reconhecimentos de qualidades características que revelam as várias criaturas, podem se vincular aos escritos de Alice Bailey sobre os sete raios, que são definidos como sete energias básicas que qualificam todas as formas em todos os reinos da natureza. Nesta visão, cada espécie estará predominantemente qualificada por uma qualidade de um raio específico. Nos humanos, a expressão de um determinado raio é mais complexa, mas as mesmas sete qualidades básicas estão também presentes em maior ou menor grau, o que pode explicar porque certos indivíduos mostram uma particular afinidade com determinada espécie. Assim, um amplo estudo dos raios, juntamente com profunda e cuidadosa auto-observação e de todas as outras criaturas, pode produzir uma revolução positiva nas relações entre a humanidade e os demais reinos da natureza, uma revolução que é extremamente necessária à medida que as pressões do consumismo humano continuar colocando em risco a estrutura ecológica do planeta (5).
Concluindo, as atuais relações da humanidade com os reinos inferiores são complexas, indo desde a completa crueldade e exploração, a indiferença e a observação desapegada, até a plenitude de profunda e duradoura simpatia. Toda pessoa de boa vontade pode encontrar meios de fortalecer a parte simpática deste cenário, contribuindo com um futuro no qual cada reino da natureza, do espiritual ao mineral, esteja contido no círculo de síntese da vontade para o bem.
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Notas:
1) Há, entretanto, outras teorias de motivo religioso que não têm problemas com a ideia da evolução biológica.
2) Entretanto, até mesmo um treinamento pode ser uma estrutura rígida sem fazer concessões específicas às qualidades do animal individual. No seu livro “Kinship with All Life”, J. Allen Boone distingue entre treinar um animal em que o homem impõe seu ponto de vista sobre como o animal deve comportar, e educá-lo, quando o homem busca entender o animal e cooperar com o seu desenvolvimento.
3) “Compassion in World Farming”, River Court, Mill Lane, Godalming, Surrey, GU7 1EZ, UK.
4) “O Destino das Nações”.
5) Um bom lugar para começar a estudar os sete raios é o Vol.1 de “Um Tratado Sobre os Sete Raios” de Alice Bailey.
“... feito como preparatório para o trabalho da humanidade, há muito predeterminado, que é o de ser o agente distribuidor para a energia espiritual, aos três reinos subumanos. Esta é a maior tarefa de serviço que o quarto reino, por meio das almas encarnantes, tomou a seu cargo. A irradiação do quarto reino será um dia tão potente e de tão longo alcance que seus efeitos penetrarão as profundezas mesmas do mundo fenomênico criado, até o reino mineral.” (Alice Bailey - O Destino das Nações)
Ciência e Espiritualidade Peter Russel
As pessoas às vezes me perguntam por que um físico se interessa tanto pelas coisas espirituais? No que estou interessado é na verdade: a verdade sobre o mundo, o universo, o cosmos. A ciência tem olhado no espaço profundo, no tempo profundo, na estrutura profunda. Quase alcançou os limites em cada direção e com muita segurança viu que não há lugar para Deus, nem necessidade alguma de Deus. O universo mecânico parece funcionar perfeitamente bem, sem que um ancião acima, no céu, necessite controlá-lo. Entretanto, o que me chama muito a atenção é que nenhuma religião jamais sugeriu que Deus era ancião que estava no céu cuidando das coisas. Se há algum lugar onde encontrar Deus, há de ser dentro da consciência humana, no reino que eu chamo de mente profunda. Entretanto, a ciência ainda não começou a explorar a mente com afinco. A psicologia começa agora a olhar a mente, mas o faz com a física de cem anos atrás em que a gente, naquele momento, começava a ponderar a natureza do átomo.
A espiritualidade, por outra parte, toma o ponto de vista oposto. Em toda religião a consciência é o principal. Um montão das perguntas espiritual é sobre como o espírito, a consciência, ou como quer que se lhe chame, faz surgir o universo físico. Como Deus cria a matéria? A ciência pergunta: “Como a matéria cria a consciência?”. E a espiritualidade pergunta: “Como a consciência cria a matéria?”. Estes são dois enfoques completamente diferentes. Entretanto, atualmente, creio que ambos estão questionando a mesma coisa.
O problema real para o atual paradigma científico é a consciência. Nada no modelo científico contemporâneo diz que os sistemas vivos são conscientes. O atual paradigma científico não possui nenhuma forma de explicar como surge a consciência no universo. Não obstante, uma coisa da qual estamos absolutamente seguros é de que existe a consciência. É algo que nenhum de nós pode negar em nossas próprias vidas. Somos seres com experiências. Por consciência não quero dizer uma forma particular de consciência, mas justamente o fato de que temos experiência. Vocês não são robôs biológicos, pelo menos eu assumo que não sou. Esta é uma assunção que todos fazemos. Eu sei que estou tendo uma experiência subjetiva interna e tenho toda razão para crer que todos vocês também a têm. Portanto, o que é realmente certo é que a consciência existe. Esta anomalia conduziu ao que alguns filósofos qualificam de dura questão: “Como algo tão sem consciência como a matéria faz surgir algo tão imaterial como a consciência?”. As duas não poderiam ser mais diametralmente opostas.
Até a metade do Século XX, em que várias coisas vieram se juntar para forçar a ciência a começar a tomar consciência seriamente, a consciência foi posta de lado. Creio que agora estamos na Segunda etapa de mudança de paradigma. A primeira etapa é quando se ignoram as anomalias e isto é o que fizemos: ignoramos a consciência. Agora estamos na segunda etapa na qual tratamos de explicá-la em termos do velho modelo. Como resultado disso, existem várias escolas de pensamento no momento em que os cientistas, de todas as disciplinas, chegam juntos para tratar e explicar a consciência. Alguns pensam que é algo que tem que ver com o fenômeno da teoria quântica, outros buscam na teoria da informação, a informática, a teoria do caos ou a complexidade das redes de neurônios.
O Novo Paradigma
O que tem em comum estes enfoques é que nenhum deles conseguiu ir muito longe. A ciência nada está conseguindo ao tratar de compreender ou explicar a consciência. Parece-me que a razão disto está em que ainda estamos presos a um paradigma que nos levou à bancarrota: o paradigma de que a realidade material que observamos é a realidade fundamental. Penso que o novo paradigma, que emergirá, ainda não foi formulado. Creio que nos dirigimos para um ponto de vista muito diferente; um ponto de vista que quer que isto não seja nem o tempo, nem o espaço, nem a matéria, nem que a energia seja a realidade fundamental; mas sim a consciência, de onde emerge o espaço, o tempo, a matéria e a energia.
É interessante constatar que esta visão encontra-se na maior parte das tradições espirituais. Particularmente estou interessado na filosofia dos Vedas que se apóia sobre a idéia de que a natureza última do universo se encontra na consciência. A aparente solidez da matéria não é mais que uma ilusão, que os filósofos orientais chamam de “maya”. “Maya” é traduzida, geralmente, por ilusão, mas poderia ser melhor traduzida por quimera, que se aplica às “coisas que não são como elas parecem”: nossa maneira de ver as coisas não é como são na realidade.
Se estudarmos as tradições Orientais, encontraremos a idéia de que isto que nós chamamos consciência corresponde também ao que chamamos Deus. No Ocidente esta visão perdeu-se. Com efeito, na Idade Média, os que proclamavam serem de Deus eram queimados na fogueira. Era herético dizer: “Eu sou Deus”. Portanto, a realização de que o “Eu”, a essência mais profunda da consciência, pode ser identificado com Deus é um tema essencial em quase todas as tradições espirituais, particularmente nos seus aspectos mais místicos. Para aqueles que adotam seriamente este ponto de vista e tudo que o integra, pelo que sabemos hoje pela ciência, a religião toma um aspecto diferente, graças a que já não há conflito com a ciência.
Como a Luz vê o Universo
O tema pelo qual estou particularmente fascinado é o da luz. A idéia de que Deus é Luz é ressaltado muitas vezes nas tradições espirituais. Na física, também todas as coisas, de uma maneira ou de outra, vem parar, finalmente, na luz. As interações no nível subatômico são um intercâmbio de fótons, que são intercâmbio de partículas de luz. Num sentido mais real, a luz é tão fundamental nas tradições espirituais como na física.
O que acontece quando olhamos no universo do ponto de vista da luz? Einstein mostrou que a velocidade da luz parece ser uma constante universal. Por mais veloz que alguém se move, a velocidade da luz é sempre exatamente a mesma velocidade relativa para ele, isto é, 186.000 milhas por segundo. (Cerca de 300.000km/s, na realidade 299.792,5km/s. NT). Se ele se move a 185.000 milhas por segundo, a luz passará por ele a 186.000 milhas por segundo. Mostrou também que quanto mais rápido alguém se desloca, mais lento passa o tempo e mais curta se converte a distância. Se alguém, alguma vez, viajasse à velocidade da luz, o tempo na realidade pararia e a distância se reduziria a zero. Portanto, do ponto de vista da luz, a luz vive num universo no qual não existe o tempo, nem a distância, nem a massa.
Da nossa percepção ligada à massa, quando observamos o universo, criamos espaço e tempo numa certa proporção, criamos 186.000 milhas de espaço por cada segundo de tempo. É uma lei da manifestação da consciência, que interpretamos como a velocidade da luz. Em absoluto é velocidade, é a proporção da criação de espaço e tempo no universo.
A luz “vê” o universo de uma maneira muito semelhante como um místico o vê. As pessoas num estado muito profundo de meditação descrevem sua experiência como aquilo em que não existe tempo algum, nem sentido algum de espaço. Mais que isso, há uma unidade e, nos estados muito elevados de consciência, existe a experiência de que não estou no universo, mas que todo o universo está dentro de mim. Tudo isto assinala uma nova concepção da realidade. Entretanto, não estamos aí. Creio que estamos justamente vendo as peças. O que me interessa é como as peças estão começando a se juntar. E realmente não se trata de um interesse acadêmico. Creio que a razão, de que tenha que ocorrer esta mudança, é porque o antigo paradigma materialista está arruinando, hoje em dia, o nosso mundo. Considero que é esse tipo de consciência que nos leva a destruir o nosso meio ambiente, a destruir o nosso “habitat” e que também destrói a qualidade de nossas próprias vidas. Também considero que é realmente importante que comecemos a realizar esta mudança em nós mesmos. Mais uma vez, é isto o que todos os ensinamentos espirituais estão dizendo. O verdadeiro desafio é que cada um realize sua prática espiritual e, finalmente, chegar ao conhecimento de que a consciência é fundamental e que tudo o mais é uma criação dentro da consciência.
O despertar para as Leis da Alma Boa Vontade Mundial
Leis. Enquanto a humanidade evoluiu, desenvolveu um grande fascínio sobre as leis. Cada aspecto da vida diária é agora regido ou organizado por leis, regulamentos e regras de algum tipo de complexidade crescente. E como a mente humana tem despertado para a natureza global da humanidade, leis foram criadas para organizar o fluxo da vida em todo o mundo. A última tentativa de Direito global pode ser visto no esforço em curso para o acordo sobre um conjunto de leis para reger a qualidade de todo o ambiente do planeta.
Mas de onde vem esse fascínio pela lei? É um impulso que nascemos com ele? Está programado em nosso DNA? Talvez. Obviamente, é um impulso que surge espontaneamente a partir de nossa consciência. Se vemos algo errado, queremos consertá-lo, queremos justiça quando confrontamos com a injustiça, queremos levar harmonia ao conflito. Há algo profundo na natureza humana que se parece com o direito de construir uma vida ordenada e segura.
O texto O Espírito da Lei, oferece uma pista. A última linha deste artigo observa: "Em meio à complexidade dos assuntos do mundo e do sofrimento dos seus povos, os sinais dizem que a Humanidade está despertando para o espírito da grande lei - o simples direito de amar um ao outro". Não costumamos pensar no amor como uma lei. No entanto, é. Não parece ser uma lei humana, mesmo que tenha sido dito por Cristo há dois mil anos. Mas é uma lei que a humanidade responde e obedece facilmente e de bom grado. Os ensinamentos espirituais, é claro, referem a ela como a grande lei de Deus. Deus é amor.
Deus nos outorga esse poder do amor. Mas no processo de outorga há um estágio intermediário vital entre Deus e Sua criação que está "mais perto de nós do que as mãos e os pés" - a alma humana. A alma é esse reflexo planejado do Ser divino que nos dá a consciência da vida e vitalidade. E desde que a alma responde às leis de Deus ela, por sua vez, concede-nos o impulso da lei. Assim, quando espontaneamente criamos leis e regulamentos, estamos simplesmente respondendo a um impulso que vem de dentro de nós, da alma. Se esse impulso, por exemplo, exorta-nos a aplicar a energia de boa vontade ao lidar com uma situação de conflito, a fim de melhorar as relações, então é a alma que fala através de nós, como uma "voz do silêncio". Ela nos dá o poder edificante para substituir a nossa natureza mais belicosa.
Há muitas outras leis de Deus que também se tornaram leis da alma, que se tornaram impulsos aos quais voluntariamente respondemos em nossa vida diária. Serviço é uma dessas leis{veja mais sobre este assunto}. Servir desinteressadamente é uma qualidade fundamental da alma; esse impulso é, por sua vez, passado à sua expressão exterior - a personalidade humana. O desejo de servir ao próximo, de forma abnegada, sem recompensa, é muito forte em alguns, menos em outros. Como respondemos a esses impulsos da alma depende em grande parte onde o nosso foco de consciência está, ou seja, está a nossa reação tingida e condicionada pelas emoções e sentimentos, ou a nossa mente está exercendo uma forte influência sobre nossas ações?
Em escritos esotéricos serviço é definido como "o efeito espontâneo do contato com a alma". É um contato tão definido e forte que a vida da alma transborda para a expressão da personalidade exterior. Quando tal impulso forte para servir está presente, ele é expresso como uma diretiva de vida; que molda a vida em torno deste desejo profundo e íntimo. Ele ou ela age mais como uma alma do que uma personalidade separada. Uma pessoa pode sentir um desejo de servir, mas também pode querer algum reconhecimento por seu serviço. Nem sempre acontece assim com atos de serviço mais espontâneo. Seja egoísta ou altruísta, ambos reagem à Lei do Serviço, mas com motivação diferente.
De maneira semelhante, serviço está relacionado a outra Lei da Alma - a Lei do Sacrifício{veja mais sobre este assunto}. Sacrifício é "o impulso de dar". A capacidade e a disposição de sacrificar chegam muito naturalmente para a maioria dos seres humanos. Podemos pensar que a nossa vontade de fazer pequenos sacrifícios para a nossa família, entes queridos e amigos é uma qualidade que se origina na natureza de nossa personalidade. Mas, como acontece com a Lei do Amor, ela origina não apenas na alma, mas principalmente na Própria Divindade. A alma, sendo uma cumpridora da lei, prontamente dá de si mesma para ajudar ainda mais o grande plano de redenção que o Criador está desenvolvendo na terra. Esse impulso de se dar desinteressadamente, ao sacrifício, é repassado através da alma para a vida da personalidade, e surge como pequenos gestos e atos, por vezes significativos, de sacrifício que os seres humanos fazem todos os dias.
A coisa importante sobre o impulso de amor, serviço, e sacrifício é que eles representam a prova da existência da alma. Estes impulsos não se originam nas células do cérebro. A fonte originária encontra-se fora do corpo físico para além das dimensões espirituais da alma. Os impulsos espirituais (Leis) filtram-se através da mente e são em seguida processados pelas células do cérebro e realizados na vida da personalidade como amor, desejo, serviço e uma vontade de dar, espontaneamente, de nós mesmos e de nossa riqueza material, quando necessário. Esses impulsos são "evidência das coisas não vistas". Quanto mais a mente desperta e torna-se sensível às energias mais sutis da mente superior, mais somos sensíveis à alma sempre presente, e cada vez mais as qualidades da alma e as Leis governam o que pensamos, fazemos e dizemos. Na verdade nos tornamos cumpridores da lei no sentido espiritual, tanto como estamos no mundo do plano físico.
E há fortes indícios de que a humanidade está respondendo extensivamente a essas Leis espirituais. Elas são os impulsos profundos por trás da motivação para criar a Organização das Nações Unidas e as inúmeras agências de serviço da ONU (como a Organização Mundial de Saúde, a Organização da Alimentação e Agricultura, a UNICEF, a Agência de Refugiados), e para escrever a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração dos Direitos da Criança. A ONU também negociou o Tratado do Mar, que regula e protege as linhas de navegação, os minerais dos fundos marinhos, e os limites dos oceanos do mundo. Então, naturalmente, todas as milhares de fundações e organizações beneficentes que surgiram apenas nos últimos cinquenta anos são mais uma evidência de que as Leis espirituais da Alma estão fazendo impacto direto na consciência humana, provando que o coração da humanidade é de fato são e está atento ao clamor da boa vontade. A alma existe em cada um dos seres humanos cumpridores da lei porque eles amam, servem e dão.
TÉCNICAS DE TRIÂNGULOS
Texto completo
“Se o rádio mental funciona entre as pessoas, disso deriva que cada um leva uma pesada responsabilidade para o bem e para o mal. Daí que cada um de nossos pensamentos ajuda ou fere os demais. Se gritamos, nossa voz alcança apenas 50 metros. Mas, quando pensamos, nossos pensamentos percorrem o mundo, tão longe e tão rápido como as ondas de rádio. Os pensamentos de um só dia jorram suas bênçãos e suas maldições no grande fluxo da opinião mundial. Cada homem irradia durante sua existência tantos milhões de pensamentos, bons e maus, nos fluxos constantemente agitados da história humana, que deixa sua pegada no mundo por tanto tempo que permanece em vida. Que os pensamentos passam de um espírito a outro, é literal e tremendamente verdadeiro. Atualmente é urgente que aqueles cujo pensamento abraça o mundo trabalhem pelo mundo e roguem pelo mundo”. (Livro de Preces, de Laubach)
DOZE PERGUNTAS SOBRE OS TRIÂNGULOS
A – Que são os Triângulos?
A palavra “Triângulo” é tanto atraente como portadora de imagem. Descreve-se o Triângulo como uma atividade que cria e mantém uma Rede de Luz e de Boa Vontade ao redor do planeta. Esta é a base fundamental dos Triângulos e a compreensão de sua verdadeira significação começa aí.
Para chegar a uma solução válida e correta de seus numerosos problemas no plano universal, a humanidade tem necessidade de mais iluminação mental, mais “Luz” sobre o seu caminho, mais Boa Vontade nas inevitáveis inter-relações no esquema e nas estruturas de uma sociedade civilizada e moderna. A Boa Vontade é chamada de o fator “X” pois quando é utilizada, não importa em que situação, produz no coração e no espírito uma mudança proporcional à sinceridade e à intenção daqueles que manejam este poder para o bem e que são sensíveis à sua nota. O resultado do trabalho cotidiano dos membros de Triângulos é que “uma Rede de Luz e de Boa Vontade rodeia o planeta”.
A Rede de Luz, transmitindo e irradiando a energia de boa vontade afeta não somente os membros de Triângulos em seu trabalho cotidiano sobre o plano espiritual, mas também todos os homens e mulheres de boa vontade são estimulados, não importa onde se encontrem, pela radiação magnética da Rede de Vontade para Bem.
A Rede é uma realidade prática e efetiva. A interconexão das relações criadas nos éteres, pelo poder do pensamento e da intenção espiritual de todos os membros de Triângulos, impregna a consciência humana. Esta se manifesta pelo comportamento humano, pelos atos e as opiniões, pela forma que são tomadas as crises e são resolvidos os problemas. Em todas as épocas as relações pessoais, nacionais e internacionais reagem à nota predominante na consciência humana.
Todos os membros da Rede de Triângulos, por sua invocação da Luz, do Amor e da Boa Vontade para o Bem, em nome de toda a família humana, ultrapassam todos os limites sociais, nacionais, econômicos, religiosos e ideológicos e ajudam no estabelecimento de uma simples boa vontade e compreensão amorosa entre os homens.
As novas realizações técnicas aproximaram geograficamente todos os países. Isso nos permitiu compreender que as possibilidades de destruição eram muito mais terríveis como nunca antes haviam estado presentes. Os laços econômicos entre diferentes países são mais estreitos do que antes. Assim, nos encontramos hoje diante de uma situação caracterizada por uma interdependência internacional crescente, rica em possibilidades, mas igualmente carregada de perigos há pouco tempo desconhecidos. Este é o mundo que cada homem, os diferentes governos e também a coletividade devem abordar de forma nova. Nosso problema é utilizar o que o homem criou para benefício do homem e não para sua destruição. Este problema não será resolvido enquanto todos os homens não aceitarem participar com sua responsabilidade.
Os homens de boa vontade têm uma grande responsabilidade: se aprofundarem e expressarem todo o poder da boa vontade que se encontra em seu coração e em seu espírito, isso evocará forçosamente uma rápida resposta da boa vontade latente em toda a humanidade. A maioria de nós não é plenamente consciente do que pode ser feito na humanidade para o estabelecimento de corretas relações por meio da utilização inteligente e intencional da energia da boa vontade na consciência humana, dirigida através da Rede de Luz dos Triângulos.
O trabalho de Triângulos está plenamente enquadrado no caminho de serviço mundial. A compreensão individual de sua finalidade, a cooperação na ação e intenção espirituais fazem de cada triângulo um lar de boa vontade iluminado na rede, criando a atmosfera espiritual na qual os homens podem aprender a viver juntos em harmonia e boas relações. Corresponde-nos, pois, fortalecer e estender essa Rede de serviço mundial a todos nossos irmãos.
B – Por quê uma Rede?
“Uma Rede provê os indispensáveis fios entrelaçados ou canais pelos quais irradiam as energias espirituais de luz e de boa vontade, invocadas por todos os membros de Triângulos”.
A Rede de Luz e Boa Vontade é real e simbólica. Expressa, na substância etérica e mental, a inter-relação existente entre todas as formas de consciência no plano físico. É o símbolo da unidade espiritual interna e da relação entre todas as diferentes parcelas da Vida Una e do Espírito de Deus.
Para dirigir as energias de Luz e Boa Vontade através dos éteres que rodeiam e interpenetram a Terra e a consciência humana, é necessário um “fio condutor”. O canal pelo qual estas energias espirituais fluem é criado, na matéria mental, pela ação deliberada de um grupo de três pessoas que enlaçam, por meio do poder do pensamento, seu próprio equipamento mental ao da humanidade. No plano mental, o espírito dos homens funciona em diferentes níveis de consciência e a conexão estabelecida consciente e deliberadamente atua em certo nível e com um fim determinado. “A energia segue o pensamento”. Assim, a Rede está constituída por fios viventes de substância mental posta em atividade pelo trabalho dos membros de Triângulos, a fim de criar um veículo que permita a circulação e a transmissão da energia da boa vontade.
Em cada ponto de interseção da Rede um ser humano utiliza seu espírito, dirige seu pensamento e invoca as energias espirituais em benefício de toda a humanidade. O trabalho em formação triangular é mais potente e tem maior alcance que o trabalho mental solitário.
O comportamento externo e as ações de um homem dependem do que contém a sua mente. O plano mental é, em conseqüência, causador e condicionante. A Luz e a Boa Vontade vertidas dinamicamente através da Rede de Triângulos, por meio da atividade mental de seus membros, atua na consciência humana.
Assim a seu tempo, as corretas condições causais produzirão efeitos justos, e a atividade humana refletirá a Luz e a Boa Vontade que serão vertidas de forma impessoal sobre o reino humano e posta assim à disposição de cada um.
Em conseqüência, a Rede é um mediador, um canal para as energias espirituais, e é também um fator causal que impregna os éteres e a atmosfera da Terra de corretas disposições e atitudes de espírito e de coração, as quais atuarão através da consciência humana para a fraternidade, para a participação nas responsabilidades “ordenadas na liberdade”, e para as justas relações entre os homens.
C – Por quê um Triângulo?
“O triângulo é uma figura geométrica fundamental, é o símbolo espiritual da Trindade essencial original da divindade. Três pessoas podem trabalhar em grupo e constituem três pontos focais enlaçados através dos quais a energia espiritual pode circular”.
O segredo da eficácia do trabalho de Triângulos reside no fato de que nós somos os distribuidores e que todas as energias estão em constante movimento. A energia circula naturalmente. No momento que um fluxo de energia espiritual se estende, pode ser perpetuado e aumentado em volume e em poder por impulsos rítmicos. Três pessoas atuando juntas num objetivo comum e no mesmo sentido podem fazer circular as energias com as quais escolheram trabalhar. Os membros de Triângulos trabalham com as energias de Luz e de Boa Vontade.
Três é a menor unidade possível para tal circulação de energia, e quanto menor é a unidade, mais fácil se torna formá-la e menos difícil de fazê-la funcionar. O trabalho envolve o sentido de responsabilidade, pois se um dos três membros falha, a unidade é destruída. Se “A” se retira, “B” e “C” não podem trabalhar em triângulo enquanto não houver substituído “A”. Cada membro do triângulo é, então, muito importante. Se formasse parte de uma unidade maior, poderia ser prescindido da mesma sem muito inconveniente.
É impossível tomar caprichosamente as energias espirituais e esperar resultados. O trabalho de Triângulos não pode ser mais eficaz e válido do que está feito convenientemente.
Um triângulo constitui uma base de trabalho mais sólida do que aquela que a dualidade pode pretender. Encontra em si mesmo seu centro de gravidade e seu ponto de equilíbrio. Isto não somente é verdadeiro para objetos concretos como a estabilidade de um triciclo em relação com uma bicicleta, o que é igualmente para ação espiritual. Cada religião mundial ensina que Deus é uma Trindade. A Vida de Deus, que flui através da humanidade, é a Vida Una manifestando-se em seus três aspectos essenciais, sendo o próprio homem sempre melhor descrito como corpo, alma e espírito.
D – Em que consiste a Rede?
A Rede consiste de fios de substância mental iluminada ao longo dos quais circula a energia da boa vontade.
Relativamente poucos seres humanos, e, certamente, nenhuma pessoa capaz de um raciocínio pessoal inteligente, contentam-se hoje com uma explicação da vida em termos de posse de bens e benefícios materiais. O que se acha por detrás das aparências e do domínio das sensações é reconhecido, embora ainda seja pouco compreendido.
As relações humanas na vida cotidiana e as responsabilidades tomadas pelos homens para a criação de novas e melhores condições, dependem inteiramente da escala dos valores humanos. Onde se coloca a ênfase? Sobre as coisas, os sentimentos, os pensamentos, ou sobre estes três elementos integrados num todo que é utilizado como instrumento para a expressão das energias espirituais que, vindo deste universo pouco conhecido de forças invisíveis, entram em contato com o universo material?
Pouco a pouco a humanidade aprende, em grande parte graças à busca científica, que o que no passado era considerado como de matéria densa, é na realidade energia em movimento. A matéria é energia, a luz é energia, o pensamento é energia, a boa vontade é uma energia expressando o amor de Deus. Assim, o trabalho de Triângulos é um ato de propulsão de energia, lançado e vitalizado da fonte invisível de poder espiritual, motivado pelo amor da humanidade e o desejo de servir. Do mais elevado ponto espiritual do planeta, até o mundo exterior da vida cotidiana, o fluxo da nova vida se manifesta.
E – Como se constrói uma Rede?
A Rede é formada e mantida pela ação cotidiana de cada membro de Triângulo, invocando as energias espirituais e empregando o poder criador do pensamento.
Assim como o escultor modela sua idéia na argila, os membros de Triângulos constroem a Rede de luz e boa vontade com substância mental. No princípio o escultor cria mentalmente o seu projeto. Sua apresentação externa toma forma em função da clareza, beleza e exatidão de seu pensamento e de sua habilidade para transpor sua idéia para a própria matéria.
Cada ser humano está constantemente em vias de modelar e dar forma à substância mental, numa infinita variedade de formas, expressando em cada instante sua disposição de espírito ou sua emoção. Pela qualidade de seu pensamento, cada ser humano afeta constantemente “a atmosfera” mental na qual vive a humanidade. As condições mundiais são criadas pelo pensamento, tanto como a obra do escultor é criada por seu pensamento.
Isso mostra quão vital é para o mundo o criar de forma correta com matéria mental, e quão fortemente influenciada está a humanidade por suas próprias formas de pensamento. Isso mostra também quão grande é a tarefa que consiste em ajudar a elevar e purificar a atmosfera mental do planeta, e quanto é urgente o trabalho dos membros de Triângulos na sua precisa construção da radiante Rede de Luz e Boa Vontade, rodeando a Terra. A utilização correta da energia mental é uma forma de serviço para a raça. A Rede cria laços luminosos de relações espirituais entre os seres humanos. Atua como uma rede de rádio que projeta raios de luz de um ponto a outro. Para ser eficaz, cada triângulo deverá ser corretamente visualizado e uma corrente de vida espiritual deverá ser enviada com força através da Rede. O esquema de trabalho está claramente definido em três estágios simples.
A união pelo pensamento com os outros dois membros de cada triângulo, a cada dia.
A visualização da luz e da boa vontade circulando pelos três pontos de cada triângulo na Rede inteira.
A recitação da Grande Invocação, por amor a toda a humanidade.
Por esta forma simples, mas potente, a humanidade unida pode utilizar sua potência divina para criar corretas condições que permitirão aos homens viver em paz.
F – Como se efetua o trabalho?
“Cada membro se une em pensamento e intenção com os outros membros de seu triângulo ou de cada um de seus triângulos, e visualiza as energias viventes de luz e de Boa Vontade que circulam de um para o outro. Depois dirige o fluxo de energia para a Rede visualizando claramente a Rede Mundial de Triângulos da qual você faz parte. Então repete, concentradamente e com intenção, a Grande Invocação”.
Diz-se com freqüência que o verdadeiro trabalho que cada membro de Triângulos deve fazer é da maior simplicidade. Parece de fato tão simples que seu significado essencial e profundamente espiritual é em geral desapercebido ou subestimado.
Chega também acontecer que os membros de Triângulos consideram que podem aumentar a eficácia do seu trabalho com arranjos ou substituições de sua invenção. Esta iniciativa, embora seja bem intencionada, não faz mais que complicar e deformar o objetivo do trabalho de Triângulos e diminuir a circulação de energia para e através da Rede de Luz e de Boa Vontade.
Na simplicidade exterior do trabalho está sua intrínseca eficácia e o meio que lhe é próprio para revelar o bem, a beleza e a verdade.
G – Por quê empregar a Grande Invocação?
O emprego desta Invocação enfoca e libera as energias espirituais disponíveis para a vitalização da Rede inteira.
Há duas fontes de forças espirituais disponíveis para a Rede. A primeira é a Luz e a boa vontade de cada membro do Triângulo. Estas duas qualidades divinas de base, que cada um de nós possui, formam parte de nossa herança de “filhos de um só Pai”, pois, “somos feitos à Sua Imagem” e “Nele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Eis aqui uma verdade profunda e mística.
A religião, por definição e na prática, une o indivíduo com Deus. O principal método de relação no curso das idades foi a prece. Esta foi amplamente fundamentada na busca, na súplica, e com maior freqüência, para nosso benefício, daqueles a quem amamos, da nossa nação, nossa religião, etc. Instintivamente temos sido motivados por nosso interesse para o que era nosso ou o que queríamos obter.
A Grande Invocação, que utilizamos cada dia em nosso trabalho de Triângulos, de outra maneira, transcende esse nível de consciência interessada. Não fazemos um triângulo pelo que vamos obter. Cooperamos com um serviço mundial para benefício da humanidade inteira. A personalidade caracteriza os membros de Triângulos enquanto grupo. Bem compreendemos que vivemos numa comunidade mundial, no próprio sentido do termo e que trabalhamos em conjunto.
A realidade dos valores humanos é nossa força e nossa segurança.
A Luz que invocamos ao enunciar a Grande Invocação, “derrama no espírito dos homens” – de todos os homens, não somente de nossos amigos e de nossa nação. O Amor que invocamos, jorra no coração dos homens – de todos os homens. O amor e a luz do Plano de Deus tocam a humanidade enquanto grupo ou centro da vida divina.
A Grande Invocação é uma prece desinteressada, impessoal e universal. Quando a enunciamos, atuamos como membros da família humana, formando parte da “Vida Una”, buscando o bem-estar de todos os homens, em todo o mundo. Por sua utilização cotidiana, chegamos a ser verdadeiramente, mais do que tenhamos jamais sido, “os filhos de um só Pai”.
Mais especialmente, esta Invocação utilizada pelos membros de Triângulos aporta e verte sobre a humanidade, por intermédio da Rede, a força divina essencial que deve estar presente para que nossos esforços não sejam vãos. A boa vontade é a expressão, no coração humano, da divina Vontade para o Bem. Assegura o êxito do Plano de Deus para o homem. A boa vontade que há em nós constrói a Rede e se alimenta dela. Então, invocamos da Vontade de Deus aquilo que é bom e acorde com Seu Plano. Cooperamos com o Plano de Deus e, por nossa ação, a boa vontade verte nos corações e nos espíritos dos homens de forma crescente e contínua.
H – Qual é o motivo de nossa adesão aos Triângulos?
O motivo não é o benefício pessoal, mas o serviço ao mundo.
Nossa cooperação no trabalho de Triângulos é um serviço para a humanidade. Não formamos triângulos para nosso benefício pessoal ou nosso conforto, mas para criar uma Rede através da qual as energias divinas de Luz, de Amor e de Poder possam verter nos espíritos e nos corações de todos os homens em todas as partes.
Por este trabalho recebemos e damos, o que é o verdadeiro sentido do serviço. É dito que o ideal mais elevado é o serviço, e que toda a história atesta que os seres verdadeiramente evolucionários consagram sua vida ao serviço de seu próximo. Neste trabalho de Triângulos participamos, lenta e discretamente, na elaboração da história, num ponto crucial da evolução espiritual da humanidade.
Cada membro de um triângulo, motivado pelo amor a seu próximo, é uma central de luz espiritual. Esta luz é transmitida através da Rede mundial criada por nossos esforços conjuntos; ajuda a dissipar os núcleos sombrios que tanto oprimem a família humana. Esta luz espiritual ajuda a criar o clima mental no qual as quatro Liberdades florescerão em cada homem que reconhecer seu irmão em seu próximo: o clima em que se edificará a nova civilização encarnando o bem, o verdadeiro, o belo.
Tal é o Plano ao qual servimos e, assim fazendo, ajudamos a restaurar o Plano na Terra.
I – Como a Rede cresce: 1) em quantidade, 2) em qualidade?
1 - Cada membro tem a responsabilidade de interessar outras pessoas de boa vontade e formar novos triângulos para fortalecer e desenvolver a Rede.
2 - O poder magnético e irradiante da Rede depende da parte de contribuição que cada triângulo aporta ao conjunto. Esta parte depende, por sua vez, da assiduidade cotidiana de cada membro de Triângulos.
A Rede de Luz e de Boa Vontade rodeia o mundo. Cada membro de Triângulos é um ponto de luz nesta Rede. Estabelece laços espirituais e magnéticos com cada membro de Triângulos, e reconhecendo este fato básico, percebe-se a si mesmo como parte do grupo mundial dedicado ao serviço da humanidade.
As forças espirituais operam através da família humana, reconheçamos ou não, mas se decidimos cumprir nosso rol de serviço espiritual é indispensável que reconheçamos a realidade destas forças espirituais e que aprendamos a manejá-las pelo poder do nosso pensamento. É pois da maior importância, para o futuro do trabalho, que cada membro compreenda claramente e dê perfeita conta do significado do trabalho de Triângulos.
Vejamos agora a pergunta: Como cresce a Rede, em quantidade e em qualidade? Uma só pessoa no meio de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo pode participar verdadeiramente no grande esforço mundial, mas a associação formada segundo os métodos aqui preconizados, permite-lhe criar um laço especial com mais duas pessoas. Este laço, quando é conscientemente recriado cada dia, produz um ponto focal de luz e uma potente central de Boa Vontade, o que transcende a soma total do que poderia ser cumprido pelas mesmas três pessoas trabalhando isoladamente.
É evidente que a extensão da Rede de Luz e Boa Vontade no corpo da humanidade e em todo o mundo, depende da criação de novos triângulos. Isto significa que todo membro de Triângulo chega a ser natural e alegremente sensível, em seus contatos cotidianos com o seu meio, com uma similitude de estado de espírito e a uma possível cooperação com outras duas pessoas susceptíveis de compartilhar com prazer sua própria experiência de Triângulos. Os Triângulos têm sido formados por toda parte no mundo de forma natural e espontânea e não dentro do espírito de uma propaganda sectária, nem sob a condução altamente organizada de seus membros.
Quando um indivíduo se une a Triângulos somente com o pretexto de não querer contradizer seus amigos, ou para agradá-los, isto geralmente não significa grande coisa, mas em vez de reforçar o trabalho, é um ponto fraco introduzido na Rede. A Rede cresce em quantidade pela formação de novos triângulos de pessoas realmente interessadas pelo progresso espiritual e que assumem, com alegria, o trabalho cotidiano requerido. O crescimento da Rede não é nem uma obrigação nem dever. É a expressão espontânea da nossa própria apreciação de seu valor e do nosso desejo de aumentar o serviço da Rede no mundo. Os triângulos assim formados têm a qualidade fundamental e indispensável ao verdadeiro trabalho espiritual. Esta qualidade é trazida e mantida por cada triângulo para que quando três pessoas trabalhem desta forma, os efeitos sejam inevitavelmente acumulativos.
A potência espiritual e a qualidade magnética que afluem através da Rede inteira estão em constante ação. Elas não param nem diminuem sua intensidade, e cada membro de Triângulos, onde estiver, continua fazendo seu trabalho cotidiano. É uma circulação constante de potentes energias espirituais de boa vontade e de substância luminosa. A partir do momento em que é criado um triângulo sincero e inteligente e começa a trabalhar, o processo inteiro é acrescido e vitalizado, sendo cada triângulo, em todas as partes do mundo, reforçado e ajudado, aproximando-se assim do verdadeiro objetivo de Triângulos.
J – Como é mantido cada triângulo?
Os membros de um triângulo mantêm entre eles relações por correspondência ou, se for possível, por contato pessoal, a fim de assegurar que seu triângulo permaneça como uma unidade ativa da Rede.
Como todos sabemos, a força e a importância da Rede de Triângulos são criadas e sustentadas pelo trabalho da cada membro. É nossa ação que dá realidade à Rede. Se somos vários milhares em todo o mundo, nosso esforço por ajudar os homens em todas as partes é potente e eficaz.
A característica do trabalho está em sua base de ação triangular. Atuamos de três maneiras. Estes grupos triangulares, por sua ação correta chegam a ser um ponto luminoso na Rede mundial de Luz e Boa Vontade. Temos, pois, interesse em considerar a forma na qual esses pontos focais de energia de luz funcionam.
Os triângulos nos quais trabalhamos atualmente devem ser triângulos trabalhando como uma unidade. Cada membro de um triângulo deve contatar com os outros dois membros e ser consciente de sua ação conjugada. Quando um membro falha prejudica os outros dois. O importante é o trabalho do triângulo, o trabalho sustentado de três pessoas.
Esta atividade triangular e a Rede que resulta dela é um trabalho claro, potente, mental. Cada dia entramos em contato por meio do pensamento com os outros dois membros, reconhecendo a identidade de nosso fim comum. Cada triângulo chega a ser um ponto brilhante de luz e cada um de nós, enquanto indivíduo, “se perde nesta luz”. O triângulo funciona então como uma estação de luz na Rede.
K – Quem pode chegar a ser membro?
Todos os homens e mulheres inteligentes e de boa vontade do mundo inteiro, sem distinção de raça, cor, religião, casta ou ideologia são convidados a servir na Rede de Triângulos.
A esperança da humanidade está em cada um de nós, na forma em que vivemos cotidianamente e na qualidade de nossas relações humanas. Nosso problema e o problema da humanidade são um problema de relações – relações com os pensamentos, as idéias, as coisas e, particularmente, com os demais. Quando resolvemos nossas relações, resolvemos nosso problema.
Com nossa limitada zona de influência, nosso papel no grande desenrolar dos acontecimentos humanos parece insignificante, tanto que não percebemos a medida e a realidade de nossa relação com nosso próprio universo. Esta relação corretamente motivada vibra - limpa e aumentada - na luz da boa vontade até incluir uma comunidade maior de raças, grupos e nações, imprimindo uma nova visão da família humana. Estimula a possível realização de uma comunidade de homens e mulheres unidos, independentemente das numerosas diversidades nas formas de pensar, de viver e de coabitar em associação.
Na confusão e nas perplexidades do mundo inteiro, a Rede de Luz e Boa Vontade está fortemente ancorada na consciência da humanidade. É uma Rede de homens e mulheres de Boa Vontade de todas as raças e crenças unidos nos Triângulos de corretas relações e de serviço. Aqueles que se unem aos Triângulos, fazem-no porque são sensíveis às condições mundiais e às necessidades da humanidade. Numa melhor compreensão do fim e da unificada boa vontade no seio dos povos da Terra, encontram-se as bases da nova comunidade mundial.
L – Os Triângulos são um movimento religioso?
A atividade de Triângulos não está vinculada nem limitada a nenhuma das grandes religiões mundiais. É um empreendimento espiritual universal no qual participam pessoas de todas as crenças.
Nesta pergunta e na sua resposta podemos encontrar uma distinção entre o que é “religioso” e o que é “espiritual”. Os Triângulos não são um movimento religioso, mas um projeto espiritual, que inclui todas as crenças religiosas. O “espírito” é a própria essência da Vida Divina de Deus. A “religião” é uma forma criada pelo homem para contê-la e expressá-la.
Os membros de Triângulos vivem e servem em todos os países do mundo; cumprem seu papel nacional e racial, adoram a Deus único sob o nome que lhes é familiar. A riqueza e a eficácia do trabalho estão na ampla distribuição dos membros pelo mundo. Todos são incluídos e todos os homens são alcançados e tocados pela Rede.
Os Triângulos são, pois, um instrumento para a criação da unidade humana e a correta relação entre o mundo espiritual e o mundo material; um veículo para a circulação da Luz e da Boa Vontade e para a restauração do Plano.
“Todo trabalho é espiritual se seus motivos são corretos”. As forças espirituais do bem trabalham em silêncio nos níveis etéricos, franqueando as fronteiras apesar de todos os obstáculos. Neste processo, enquanto membros de Triângulos, qualquer que seja nossa crença, tomamos nosso lugar e, a partir dele, servimos ao Plano.
COMO FORMAR UM TRIÂNGULO?
Pergunta-se com freqüência: “Como criar um triângulo?” e “Qual é a melhor maneira de apresentar a Rede de Luz e Boa Vontade? “
Muitas pessoas têm a impressão que o Triângulo “se faz por si só”, sem esforço nem plano aparente, como se existisse antes que seus membros se encontrassem ou decidissem trabalhar juntos. Também, outras pessoas buscam durante muito tempo sem êxito e se dão mal. Que podem fazer quando ficam chocados com a aparente falta de eventuais colaboradores?
A preparação mental
Esquece-se com freqüência que, em tal situação, é necessário uma preparação mental adequada. A boa consecução do trabalho de Triângulos implica uma certa “afinidade de espírito”. Devemos entrar em ressonância com o comprimento de onda de Triângulos. Quê meio mais apropriado para encontrar colaboradores que ser, no começo, um “emissor mental”, difundindo o conceito de Triângulos e a necessidade de colaboradores em nosso entorno mental, ampliando a nossa compreensão por meio da leitura e da reflexão, de maneira que nossa consciência se impregne e se sature da “essência” de Triângulos. É como criar, de outro modo, um magnetismo suficiente para evocar uma resposta da pessoa susceptível de concordar.
O enlace com a Rede
Ao mesmo tempo, podemos começar a criar um enlace mental cotidiano com a Rede de Luz e Boa Vontade, utilizando a Grande Invocação, e fazendo como se o triângulo já existisse. Visualizaremos então os outros dois pontos de luz esperando, com confiança, que no momento preciso sobrevenham as correspondentes pessoas.
Este enlace cotidiano com a Rede carrega de poder magnético o campo da nossa consciência e o nosso entorno mental, aumentando assim a atração da forma mental do triângulo que estamos em vias de criar.
A ação correta
A correta preparação interna deve ser seguida por uma ação externa apropriada. Não é difícil, hoje, falar de prece e de meditação. Os homens e mulheres de boa vontade buscam ardentemente os meios para servir a seus semelhantes. Sabem instintivamente que a humanidade tem necessidade de luz e de boa vontade e não há necessidade de convencê-los de que o poder do pensamento pode ser utilizado para o serviço.
Mas ainda permanecemos, com demasiada freqüência, reservados e vacilantes. Estamos ainda demasiado inibidos para falar com o coração aberto com tanta freqüência como poderíamos. Esta inibição é comunicativa e é uma das barreiras a sobrepor, se queremos atrair novos participantes ao trabalho de Triângulos.
Outra dificuldade está na resposta que nos é dada em geral: “Por quê reunir um grupo? Acaso não sou eu tão eficaz rogando e enunciando sozinho a Grande Invocação?” É uma grande realização para a humanidade o tomar consciência da sua unidade subjetiva e do fato de que, quando os homens rogam a Deus, qualquer que seja o lugar ou o momento, se unem à aspiração permanente de toda a família humana e sua invocação da divindade.
Portanto, a prece individual não é nem tão eficaz nem tão útil espiritualmente como a invocação consciente de grupo. Deveríamos insistir nesta ciência da nova era – a invocação de grupo – pois é o traço essencial do trabalho diário de Triângulos.
A Rede
Podemos indicar as duas características particulares de Triângulos: a formação em triângulo e a constituição da Rede. Sem um canal no mundo externo, o espírito seria impotente para influenciar os assuntos do mundo. A rede constituída por milhares de triângulos é, antes de tudo, um canal mundial que permite às energias espirituais derramarem-se na consciência humana. A Rede é igualmente um sistema de comunicação. Toda energia precisa de um suporte para poder circular e conduzir sua força para onde a necessidade é sentida. A Rede permite à luz e à boa vontade, invocadas por cada triângulo, propagar-se através do planeta exercendo assim uma influência mundial.
O Triângulo
O triângulo é uma forma universal e fundamental na natureza. A ciência é categórica a este respeito, e as religiões ensinam a verdade afirmando que a trindade se encontra no coração da cada forma viva. Os Triângulos são, de fato, uma atividade de serviço espiritual particularmente simples, unindo a modalidade científica à modalidade religiosa. O triângulo existe também nas relações humanas ordinárias, porque é preciso pelo menos três pessoas para formar um grupo, e a relação triangular é a unidade de base e o núcleo em todo trabalho de grupo.
Apresentando os Triângulos, podemos, pois, mencionar que a Rede está fundamentada numa realidade universal, e que cada membro de um triângulo se identifica com um dos modelos fundamentais do planeta. Nem sempre podemos conseguir com êxito suscitar o interesse, mas, trabalhando na extensão da Rede, fortificamos o canal pelo qual descem as energias espirituais e construímos um sistema mais amplamente universal para a transmissão e distribuição da luz e da boa vontade no planeta.
Outras sugestões para criar e manter os Triângulos
1 – No princípio, deve se dar conta de que não poderá ser conseguido mais do que estando você mesmo profunda e completamente interessado.
2 – Conscientize, em seguida, que muitos de seus amigos estão profunda e ardentemente dispostos a ajudar neste momento de crise mundial e que crêem numa intenção divina, embora nunca tenham abordado um tema como este com você.
3 – Depois, introduza a idéia do plano desta Rede de luz e boa vontade, sem obrigar as pessoas a formar parte. Fale da originalidade da idéia (pois é única), e mencione o fato de que tais triângulos existem agora por todas as partes no mundo, de sua multiplicação no fio do tempo, da simplicidade do trabalho proposto – alguns minutos de meditação cada dia, unidos numa vida de boa vontade esclarecida – e deixe que a idéia germine.
4 – Quando você perceber um interesse real, proponha às pessoas interessadas unirem-se a você para formar um triângulo e comecem o trabalho na Rede de luz e boa vontade.
5 – Não é necessário que os membros de um triângulo vivam no mesmo lugar que você. Será útil, seguramente, que os membros possam se encontrar de vez em quando para o trabalho e para trocar impressões, mas não é essencial. Os membros devem sentir-se livres para fazer o trabalho requerido à sua maneira e no momento de sua escolha.
6 – Permaneçam em contato com os membros de seu triângulo. A todo aquele que formou um triângulo lhe corresponde manter desperto o interesse dos outros dois membros, até que o ritmo do trabalho fique bem estabelecido. Depois, mantenham o contato e tratem de fortificar e vitalizar o trabalho que vocês fazem em conjunto dentro da Rede de Triângulos.
7 – Cada membro de seu triângulo deverá ser animado a formar outros triângulos, que é um trabalho que também lhes incumbe. Atraiam sua atenção sobre este fato e ajude-os da melhor maneira possível em suas tentativas. É somente assim que o trabalho pode progredir e estender-se como é devido.
8 – Seu trabalho subjetivo na Rede de luz e boa vontade deverá ajudar a você e os outros membros do seu triângulo a demonstrar claramente, em todo seu ambiente, o valor prático e a eficácia da luz, do amor, da boa vontade invocados pelo trabalho cotidiano dos Triângulos. Um exemplo vivo de corretas relações humanas é inspirador e comunicativo.
COMO FAZER O TRABALHO
O trabalho de Triângulos é muito simples. Não ocupa mais que alguns minutos por dia e, com a prática, quase pode ser feito não importa onde nem em que momento. Embora os membros terão que descobrir os métodos que melhor lhes convenham, não obstante há algumas regras de base a respeitar. O que segue pode ajudar os novos membros:
1 – O Lugar onde fazer o Trabalho – É sempre preferível fazer o trabalho num lugar tranqüilo onde você não seja molestado. Sentado confortavelmente, com os olhos fechados, liberte-se de todos os seus pensamentos, de todos os seus sentimentos do dia e concentre-se na tarefa de servir a humanidade por meio de Triângulos. Com o costume isto se faz quase instantaneamente, como se conectasse um rádio em certo comprimento de onda, a da Rede.
2 – Una-se mentalmente com os outros membros do ou dos triângulos, no ponto mais elevado de consciência que puder alcançar, “visualizando” cada triângulo como uma unidade no “olho da mente”. A visualização tem uma grande força criadora. Alguns criam facilmente uma imagem mental. Outros utilizam a imaginação, repetem mentalmente os nomes dos membros de seu ou de seus triângulos, ou simplesmente pensam em cada um deles. Outros combinam diferentes métodos. Segundo o princípio de que a energia segue o pensamento, podemos estar seguros que, a partir do momento em que pensemos nisto, criam-se laços que são revitalizados, cada dia, por este trabalho.
3 – Uma rede luminosa de triângulos foi construída ao redor do planeta, graças ao trabalho cotidiano dos membros de triângulos. Visualize os triângulos dos quais você faz parte, como elementos da Rede mundial de Triângulos.
4 – Visualize a luz da boa vontade iluminando cada um dos três pontos de seu ou de seus triângulos, circulando ao redor do mesmo, de um ponto a outro e fluindo pela rede, no coração e espírito dos homens e mulheres do mundo inteiro. A alma ou princípio crístico pode ser encontrado no centro de cada triângulo e muitos vêem neste ponto central a fonte de luz e boa vontade utilizadas no trabalho. Enquanto a luz e a boa vontade se expandem, esforce-se para que elas aumentem o florescimento da rede inteira. A irradiação que resulta disto produz um inevitável efeito construtivo e curativo elevando e transformando a consciência humana e estabelecendo corretas relações humanas.
5 – Pronuncie a Grande Invocação, silenciosamente ou em voz alta, segundo a sua escolha ou as circunstâncias. Em cada estrofe visualize a rede como um enlace entre o mundo das realidades espirituais e a humanidade, como um canal por onde flui a luz, o amor e o propósito divino para o mundo dos homens.
6 – Resumo do Processo:
A – Unir mentalmente aos membros do ou dos triângulos.
B – Visualizar o ou os triângulos como elementos da rede mundial.
C – Visualizar a luz e a boa vontade circulando pelos três pontos do ou dos triângulos, através da rede e da consciência humana.
D – Utilizar a Grande Invocação para perpetuar este fluxo de energia espiritual.
ALGUMAS SUGESTÕES SUPLEMENTARES
1 – Não é necessário que os membros de um triângulo sincronizem suas horas de trabalho. É impossível quando vivem em diferentes partes do mundo. Desde que os laços são estabelecidos com substância mental, são “vitalizados” quando um dos membros faz o trabalho. A verdadeira sincronização intervém no nível da finalidade e da intenção, não sendo, absolutamente, uma questão de tempo.
2 – O número de triângulos. Algumas pessoas participam de vários triângulos e nós os animamos a fazê-lo. Entretanto, há um limite prático para o número de triângulos do qual se pode participar, para que o trabalho seja eficaz. A questão é: quantos triângulos você é capaz de visualizar e manter claramente em seu espírito ao mesmo tempo? Sugerimos, pois, que os membros limitem o número de triângulos com os quais trabalhem, a fim de que cada um deles seja um elemento vivo, que consagrem suficiente tempo a este serviço mundial, a fim de assegurar que cada triângulo esteja bem construído e regularmente vitalizado.
3 – Se um dos membros de seu ou de seus triângulos cessa o trabalho por causa de enfermidade, desinteresse ou morte, ou por qualquer outra razão, faça-nos saber em seguida. Esperamos, neste caso, que possam encontrar rapidamente alguém para substituí-lo. Embora ocorra que alguns membros de Triângulos queiram perpetuar um triângulo interrompido por morte de um deles, não aconselhamos. A rede de luz e de boa vontade está ancorada na substância etérica. Tem necessidade de se ancorar no plano físico por meio dos três pontos de cada um de seus triângulos.
A PRECE – A MEDITAÇÃO – A INVOCAÇÃO
“Sempre recebemos – no tempo e espaço – o que invocamos, e o conhecimento deste fato, aplicado cientificamente, será uma das maiores forças de libertação da humanidade”.
Embora não damos conta disto, cada meditação humana ou cada pensamento concentrado, cria verdadeiramente o que é desejado. Tudo quanto se vê, possui, utiliza-se ou se conhece nos três mundos (físico, emocional e mental), é o resultado dos sete graus seguintes da meditação criadora.
1 – O Desejo que conduz o homem inferior a obter o que deseja ou ânsia. Isso vai desde os desejos dos tipos inferiores de seres humanos, até os desejos plenos de aspiração e inclusividade do místico, passando por todos os tipos intermediários.
2 – A Prece. É o estágio em que o aspirante, o místico ou o homem de inclinação espiritual, funde o desejo pessoal com a aspiração em relação e ao contato com a alma. Pela eficácia provada da prece, descobre poderes mais sutis e o dualismo essencial da vida; percebe que em si mesmo há, por sua vez, um eu inferior e um Eu Superior.
3 – A Reflexão Mental ou pensamento concentrado que com o tempo produz a integração e o cumprimento verdadeiro da personalidade, conduzindo, finalmente, à maestria da reflexão e ao pensamento científico e concentrado. Este gênero de pensamento tem produzido todas as maravilhosas criações de nossa civilização moderna e encontra o seu apogeu na concentração obtida na meditação ocultista. Esta meditação provoca finalmente a reorientação da personalidade e sua fusão com a alma.
4 – A Meditação Pura: que é uma atitude mental concentrada e uma reflexão estável. Sendo de natureza criadora, cria o “novo homem em Cristo” ou personalidade coberta pela alma. Esta personalidade se dispõe, então, a recriar seu ambiente e cooperar conscientemente com o trabalho criador da Hierarquia.
5 – A Adoração: que é a tomada de consciência da unidade e a reflexão conseqüente sobre a divindade transcendente e imanente. Praticada pelas religiões mundiais, criou o caminho de retorno ao centro ou á fonte da vida divina, do qual as religiões mundiais e o coração do homem dão testemunho.
6 – A Invocação e a Evocação. Esta forma de meditação dinâmica e espiritual está em grande parte nas mãos do Novo Grupo de Servidores do Mundo e nas mãos dos homens e mulheres de boa vontade em todos os países. Em geral não se conhecem entre si, mas todos lutam e pensam criativamente, tendo em vista a elevação da humanidade. Trabalham ardentemente para a criação de uma nova ordem mundial e o advento de uma civilização nitidamente mais espiritual.
7 – A Meditação Hierárquica. Baseada na evocação da resposta humana aos valores espirituais superiores tende a criar condições propícias à expansão destes novos valores de acordo com o Plano Divino. Enfocada na parte do Caminho que a humanidade deve trilhar de imediato, seu fim é lançar à atividade criadora os desejos, as aspirações, as reflexões e a meditação concentrada dos homens, seja qual for seu nível particular na evolução, a fim de instaurar um movimento invencível, poderoso e coerente, cujo resultado deverá ser e será a criação do novo céu e da nova terra. Isto é uma forma de evocar o advento do reino de Deus na Terra e a criação de uma nova ordem e uma nova maneira de viver.
A intenção enfocada, a meditação concentrada, a visualização, a invocação dirigida, produzindo evocação e conduzindo à receptividade, são métodos clássicos de criação de todos os seres em todos os níveis. A prece, o desejo enfocado, a meditação e a intenção enfocada são as lições sucessivas e graduadas que a humanidade deve aprender. A adoração ou reconhecimento da transcendência e da imanência divinas compreende o reconhecimento da importância do poder espiritual. Assim, a meditação ultrapassa a escala do planeta para alcançar a do sistema solar, une-se e mescla-se com a Voz Daquele Que deu Vida a Tudo, e com a Vontade Daquele Que faz progredir todas as formas de sua própria Vida para a perfeição respondendo a Seus desígnios. Desta forma, os grandes processos de Redenção se cumprem.
AS LEIS DO PENSAMENTO
A mente é o instrumento de criação mais potente que o homem pode dispor. Muitos livros foram escritos sobre o poder da mente e as leis do pensamento. Não é possível fazer outra coisa, nos limites deste escrito, do que apresentar certas idéias-chave susceptíveis de servir de base a reflexões e pensamentos. Esperamos que estas chegarão a ser úteis, tanto para os trabalhadores de Triângulos na construção de sua rede de Luz e de Boa Vontade, como a todos aqueles que buscam utilizar a mente como instrumento de Serviço.
O Pensador
O Pensador é a alma, o “Filho da Mente”, o ego essencial ou individualidade, que utiliza a mente como instrumento de pensamento. O Pensador é “o homem feito à imagem de Deus”.
A Mente
Há duas divisões principais da Mente e dos graus do pensamento. Primeiramente: a mente concreta ou analítica com a qual todos estamos familiarizados e que utilizamos para interpretar e classificar as informações no mundo cotidiano que provêm dos cinco sentidos. Em segundo lugar: a mente abstrata ou sintética que trata dos símbolos, dos princípios e valores, e que é o instrumento utilizado pelo Pensador para contatar o mundo do espírito. Relativamente falando, as idéias são abstratas e os pensamentos, concretos. Uma das funções da mente concreta é traduzir as idéias sob forma de pensamentos e de atividades susceptíveis de se manifestar no universo cotidiano.
Origem das Idéias
As grandes idéias criadoras têm sua fonte no mundo do espírito, mais além da Mente. Elevando a mente ao ponto mais alto do pensamento, o Pensador contata as idéias fundamentais que são a fonte de todas as inspirações humanas e do desenvolvimento evolutivo.
Pureza do Pensamento
A mente pode ser utilizada para o bem tanto como para o mal, para construir como para destruir. A afirmação: “Como o homem pensa em seu coração, assim ele é” significa que chegamos a ser aquilo que pensamos. Nós criamos a nós mesmos e nosso ambiente à imagem do nosso próprio pensamento. A pureza de pensamento e de motivo é a condição “sine qua non” de uma mente sã e construtiva.
A Energia Segue o Pensamento
A energia flui automaticamente em cada idéia, plano ou atividade à qual conferimos atenção e pensamento sustentados. Todo pensamento concentrado gera energia mental. Quando o pensamento se retira, a vida que dá o impulso se retira também.
O Poder do Pensamento
O poder temporário de uma idéia depende do atrativo que ela exerce sobre a mente coletiva e do grau da forma mental ou do desejo que a governa. Seu poder espiritual e a permanência de seu atrativo dependem da agudeza, clareza e precisão com que o pensamento reflete seu arquétipo divino. Nada é mais potente do que uma “idéia quando chega a tempo”.
O Trabalho de Criação – A Visualização
A visualização é o instrumento fundamental de criação da mente. A visualização constrói uma imagem “no olho da mente”. A imagem não é imaginária. Existe realmente na substância mental, no plano da mente e persiste em função da força e duração do pensamento de seu criador. É pela visualização que um homem traduz as idéias e percepções provenientes dos mundos espirituais em conceitos mentais e em modalidades de ação sobre o plano físico. A visualização pode ser, por sua vez, abstrata (idéias, qualidades de energias e símbolos) ou concreta, tratando de objetos mais familiares ao mundo dos sentidos.
O Som e a Palavra
A mente utiliza também a palavra como veículo do pensamento e da criação. A linguagem dá forma e sentido às idéias e organiza a substância mental em formas de pensamento. Na natureza, cada forma vibra segundo certa taxa vibratória, certa nota-chave ou acorde, e as “formas de pensamento” não são exceções. Quando a nota-chave vibra em perfeito acorde com o teclado mental, as “formas de pensamento” chegam a ser magnéticas e recebem poder criador. Eis aqui um dos segredos do poder da prece e da invocação.
A UTILIZAÇÃO CRIADORA DA ENERGIA DO PENSAMENTO
Para a maior parte das pessoas, a utilização sábia e correta da energia do pensamento no Serviço não é automática. Uma boa compreensão dos princípios que servem de base à utilização criadora da mente exige muito esforço e disciplina. As afirmações seguintes certamente dão fundamentos à Ciência da Mente:
1 – O pensamento é criador, pois constrói, desenvolve e clarifica as idéias. É comunicativo, pois a mente projeta a “forma de pensamento” para o seu destino.
2 – A construção do pensamento criador requer uma consciência emocional calma, estável, uma mente capaz de manter uma concentração dirigida para uma idéia ou um tema sem interrupção nem distração e uma saúde física que permita ambas as coisas.
3 – A pureza de motivo é exigida no trabalho. Isto não é um ideal difícil de alcançar, mas para cumprir o trabalho o fim deve ser impessoal, desprovido de egoísmo, para benefício da elevação da família humana inteira.
4 – A mente deve unir-se ao coração num serviço espiritual criador. Cristo disse: “Assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é” e se o pensamento trabalha sem um coração aberto ao fluxo de Amor, seu pensamento estará desprovido do magnetismo indispensável para o bom fim de seus objetivos.
5 – Há muitas formas de pensar algo a fim de clarificá-lo e desenvolvê-lo, mas é preciso fazer um esforço para penetrar por trás de sua aparência externa, rebuscar seu significado, sua relação com as demais idéias ou correntes de pensamento, perceber as verdadeiras causas e não os efeitos. Tratando de fazê-lo desta maneira o pensador será conduzido a refletir no que não é de natureza formal e isso pode conduzi-lo à contemplação, verdadeira fonte de inspiração e de iluminação.
6 – O pensador deverá, quando houver chegado a uma certa etapa, elevar sua consciência à alma – a consciência Crística no homem – e, refletindo na luz da alma, unir-se em pensamento com a Hierarquia Espiritual, a Guardiã do Plano. Desta forma ajudará a construir o laço (ponte) entre a Mente de Deus e a dos homens e, por este canal, o Plano poderá precipitar-se na consciência humana. Igualmente pode invocar o fluxo de Amor, de Luz e de Vontade para o Bem por este canal, para o pensamento e o coração dos homens.
7 – O pensador deverá, quando empreender um trabalho criador com a energia do pensamento, ser consciente de que formará parte, de fato, de um grupo mundial de pensadores, unidos subjetivamente. Contribuirá com a sua constituição e obterá proveito da “reserva de pensamento” formada pelo grupo, enlaçando-se com o mesmo durante seu trabalho com a energia do pensamento.
8 – As formas de pensamento deverão ser construídas com tanto cuidado e perspicácia como para construir uma casa. Do mesmo modo que o arquiteto deve ter em conta o plano de construção, os materiais, o local, os circuitos de água, gás e eletricidade e construir uma bela casa, prática, econômica, onde se vive bem, igualmente o trabalhador que pensa criativamente deve ter em mente os fatores correspondentes à sua criação mental. Assim como há no mundo milhões de casas mal concebidas e mal construídas, há também milhões de formas mentais inúteis porque estão mal construídas. No processo de construção das formas de pensamento, a técnica mais importante é a visualização.
As regras para a visualização criadora da energia do pensamento são as mesmas para a meditação, mas deveria ser atribuído a esta palavra um sentido mais amplo. O cientista que trabalha em seu laboratório para descobrir as leis da Natureza, de certo modo medita. Elaborar cuidadosamente um plano para ajudar aqueles que se encontram em necessidade, é meditar. Clarificar conceitos e formular princípios filosóficos, é meditar. Aplicar o poder mental aos problemas de governo e de relações internacionais, é meditar. Em todos estes casos, é aplicado o mesmo processo mental. Os temas são diferentes e também o são os centros de interesse, mas o processo é idêntico. Sempre que o motivo seja o bem de todos, ali onde for seguido com intenção e propósito desinteressados, este processo pode ser considerado como respondendo aos imperativos do Plano.
A energia divina deve fazer impacto na mente nos homens. Esta mente é o único instrumento disponível – em sua ação coletiva – para a expressão da Vontade de Deus. O lugar do homem no Plano Cósmico chega a ser mais vital e evidente quando se toma consciência de que sua maior responsabilidade está em sua forma de dirigir as correntes energéticas do plano mental criando, de certa forma, o que deve satisfazer o propósito de Deus no que diz respeito à sua Criação. Os homens, no seu conjunto, estão em vias de passar por um desenvolvimento evolutivo que os levará a ser criadores conscientes na matéria. Isto implica uma tomada de consciência do Plano Arquetípico, uma criação consciente e voluntária, de forma que o homem coopere com o ideal, trabalhe segundo a lei e produza o que está em linha com o Plano.
COMO VISUALIZAR
Uma das perguntas que as pessoas recentemente integradas à Rede de Triângulos nos fazem com mais freqüência é: “Como visualizar um triângulo?” O problema, para todos aqueles que empreendem este tipo de trabalho pela primeira vez, é que buscam utilizar seu cérebro tridimensional para visualizar uma realidade de quatro dimensões. Embora possamos conhecer bem a natureza da mente e suas leis, a melhor forma de trabalhar deve ser – até certo ponto – de preferência individual. O que nós faremos, em conseqüência, será indicar alguns princípios básicos, deixando aos trabalhadores de Triângulos o cuidado de descobrir por si mesmos as técnicas que melhor lhes convenham.
A visualização é de duas classes: objetiva e subjetiva; concreta e abstrata. No primeiro caso, visualizamos ou “vemos” com o “olho da mente” em três dimensões o que desejamos criar: uma rede de triângulos, traços de luz, etc. Podemos criar e reproduzir estas imagens à vontade. No segundo caso, nossa visualização opera no mais elevado nível do olho da mente, em termos de qualidade, de significado e de intenção. Em outras palavras, nossa criação não é somente “concreta” mas equilibrada pelo aporte da “qualidade”.
É relativamente fácil, com um pouco de perseverança, “ver” não importa que coisas escolhidas entre as que são familiares, com suas formas, cores e tonalidades, mudando sua forma segundo nossa intenção. É muito mais difícil visualizar qualidades tão diferentes como o Amor inclusivo, o Propósito e a Vontade, e dirigir estas abstrações intangíveis no mundo das formas onde podem influenciar e infundir as consciências humanas, produzindo um efeito intencionado.
No nosso trabalho de Triângulos, deveríamos poder utilizar esses tipos de visualização: concreta e abstrata. Construímos uma Rede. É uma forma, em substância etérica, um fio de luz com o qual são tecidas malhas em forma de triângulos que circundam o Planeta e fazem circular a energia. Visualizamos o fluxo de energia – abstrato, intangível e não obstante perceptível aos sentidos espirituais que registram a qualidade viva da Luz, do Amor e da Vontade (Poder) – e estas energias invocadas circulam através da rede de Triângulos e na consciência de toda a raça humana. Esta maneira de fazer é tão exata como uma fórmula científica, um meio graças ao qual a idéia divina ou Plano se desenvolve e se manifesta na substância. A energia “segue e se conforma com o pensamento”.
Em conseqüência, construímos e criamos por meio da visualização das formas que escolhemos e por nossa sensibilidade aos princípios abstratos contatados e reconhecidos por nossos sentidos sutis. O todo é posto em movimento sob a direção de nosso pensamento e por meio de nossa imaginação criadora, de acordo com o Propósito e o Plano. Assim se serve à evolução humana em todos os planos de consciência, simultaneamente.
O SERVIÇO
“Com freqüência é visto como os interesses pessoais se desvanecem diante dos da família ou dos de outra pessoa, pois a beleza do coração humano se manifesta desde tempos imemoriais. Uma atitude deste tipo num grupo, um tal estado de espírito mantido regularmente e demonstrado espontânea e naturalmente, será a glória da Nova Era”.
Na base de toda a atividade de Triângulos se encontra este tema de ação de grupo impessoalmente motivada – uma atividade destinada a beneficiar a família humana inteira, fortalecendo os laços etéricos que já existem e permitindo à Hierarquia criar um enlace com a humanidade, enlace necessário para a boa realização do Plano.
A grande Rede já existe. Os homens estão enlaçados nos níveis etéricos, queiram ou não. Mas, enquanto não tomarem consciência nem cooperarem com este fato, o progresso para a fraternidade e as corretas relações estarão em ponto morto. O trabalho de Triângulos ajuda os homens a tomar consciência de seus laços essenciais favorecendo a prática de relações humanas mais reais e vitais, provendo-os de uma experiência da “realidade científica” da fraternidade que nenhum idealismo, ainda que mais elevado, pode alcançar.
Consideramos o triângulo formado por três pessoas como a unidade de base do grupo de serviço, uma unidade que detêm um poder desde que é formado, uma unidade que pode se estender por um ou vários dos três indivíduos que a constituem, enlaçando-se a todos que compreendem eventualmente o valor desta atividade e que agregarão novos triângulos de luz à Rede. Cada triângulo que se forma fortifica a rede, e a Hierarquia dispõe então de um canal mais potente para ajudar a humanidade a ajudar a si mesma e os reinos inferiores a progredir na escala da evolução.
Eis aqui, pois, um meio para aumentar a utilidade de cada um com respeito à Rede: aumentar o número de membros do grupo – seja criando um novo triângulo, seja trabalhando com um dos pontos de um triângulo por solicitação de outro.
Outro meio de aumentar o poder da Rede inteira e que cada indivíduo pode utilizar, é fazer um estudo meditativo profundo da Grande Invocação. Pois trabalhar regularmente para sondar o significado interno desta grande prece liberará, para o máximo bem da Rede, os poderes canalizados pela invocação. Uma maior compreensão leva consigo uma maior capacidade para manejar as energias disponíveis e a rede correspondente resultará mais vitalizada e mais forte.
Para alguns, existe um terceiro meio de serviço à humanidade e à Rede mundial. Com freqüência, o trabalhador de Triângulos descobre que cumprindo seu papel, não só acrescenta algo à Rede, mas que, ainda que não o busque, recebe ele mesmo um estímulo energético que pode utilizar. Quando as circunstâncias da vida assim o permitem, há ocasião de projetar esta energia para o exterior, nos níveis físicos e, desta forma, exteriorizar a Rede efetivamente. Seu serviço pode revestir de diversas formas, mas, sempre estará caracterizado por um novo sentido de responsabilidade para com seus irmãos humanos, estimulando a boa vontade e as corretas relações humanas. Pode consistir, para os membros de um triângulo, trabalhando como uma unidade no momento em que isto é possível, em certa forma de atividade de serviço. Ou ainda, e em função das circunstâncias, num esforço individual para aplicar sua nova maneira de ver as coisas a outras relações de grupo... As possibilidades de serviço são ilimitadas.
Em todos os casos, a Rede se beneficia porque cada membro de Triângulos, pelo serviço que aporta, aumenta sua capacidade de canalizar e manejar energia. Seu acrescido poder agrega-se ao triângulo com o qual trabalha e à toda Rede no seu conjunto.
A ESSÊNCIA DO SERVIÇO
A que atribuímos importância e quê consideramos importante? É-nos dito que o discípulo está a serviço: do Plano, daqueles aos quais o Plano serve e Daqueles que servem o Plano, nesta ordem. Isto quer dizer que nossos instrutores e nossos companheiros aspirantes ficam depois da Humanidade e que a Humanidade tem menos importância do que o Plano Divino em si mesmo. Pois a Humanidade não é o sujeito central do Plano Divino, já que este concerne a todas as formas de vida. Entretanto, cada aspecto da Vida Una: a Humanidade, os reinos animal, vegetal e mineral, a Hierarquia, têm seu lugar no Plano e o Bem do Grande Todo deve compreender o bem de cada uma das partes, pois todas são interdependentes.
Assim, pois, quem quer verdadeiramente servir, ainda que inevitavelmente deva limitar suas atividades e seu campo de serviço, deve buscar e lutar continuamente por uma melhor compreensão do Todo e do Plano. Pode ser que a expressão de Cristo “buscar primeiro o Reino de Deus” se aplique à necessidade primordial de alcançar uma certa compreensão do Plano.
A que, então, atribuímos importância? Quais são as coisas na vida que estimamos mais importância? Sem dúvida, estamos de acordo em afirmar que as coisas materiais não são as mais importantes, embora a satisfação das necessidades seja um direito essencial do homem e que a suficiência material seja necessária para uma vida normal. A maioria de nós deverá igualmente estar de acordo com o fato de que o verdadeiro fim da vida é em primeiro lugar a expansão da consciência, o crescimento da compreensão e a ressonância do espírito, mais que a expansão de uma conta bancária, o aumento das posses ou uma ressonância às exigências materiais.
Sendo assim, não é paradoxo que tantas pessoas não se dêem conta que produzem um serviço real embora não façam alguma coisa tangível e não exerçam uma tarefa física? Os deveres (ou tarefas) físicos são tão evidentes, tão reais e com freqüência tão urgentes, que as pessoas de boa vontade respondem a eles automaticamente, e esta resposta automática demonstra a conquista do processo evolutivo e do progresso humano. Podemos constatar os resultados desta forma de serviço que nos traz satisfação. Temos o sentimento de ter feito realmente uma coisa válida, e isto é verdade quando realizamos uma ajuda verdadeira. Reconhecemos claramente que as necessidades materiais da maioria da família humana se fazem ouvir fortemente e que estão longe de serem satisfeitas! Requerem tão somente maior atenção.
Ao mesmo tempo, é uma tragédia cheia de conseqüências para o futuro que as necessidades da Humanidade no nível mental, do coração ou do espírito, não parecem apresentar o mesmo grau de urgência, e não provoquem a mesma resposta espontânea que as necessidades materiais!
A necessidade de visão, de boa vontade e de compreensão, de Luz e de profunda tomada de consciência do que a vida significa, é muito grande. O Plano é essencialmente Luz, Amor e Poder, Vontade para o Bem e é destas energias que o mundo tem maior necessidade hoje.
Tudo isso conduz à pergunta: a que damos importância? Servimos apenas com palavras as necessidades sutis e utilizamos somente nossas energias no plano material? Porque os resultados não são demonstráveis, ocultamo-nos diante das oportunidades que se nos apresentam para demonstrar e valorizar a boa vontade e a compreensão amorosa susceptíveis de oferecer aos homens uma nova perspectiva e valores mais elevados? A resposta é provavelmente sim, embora seja de fato, inconsciente.
O caminho daqueles que querem servir a Humanidade com novas idéias e valores mais elevados e intangíveis, não é fácil. Entretanto, é extremamente importante, pois tudo o que acontece no mundo hoje é a concreção de idéias. Atualmente o mundo está conturbado porque a Humanidade entrevê novas perspectivas e é sensível a novas idéias. Um frutífero campo de serviço é oferecido a todo membro individual de Triângulos, ou a todo grupo. Campo de serviço igualmente para a Rede no seu conjunto, já que a Rede deveria ser “setor de harmonia” e uma “rede de radar mental” recolhendo com cuidado as novas idéias que emergem da Mente Universal, tomando forma – com qualidade de Plano Divino – e projetadas na consciência humana.
Dito isto, deveremos também chamar a atenção para esta outra definição de Serviço ou “efeito espontâneo do contato com a alma”. O Serviço praticado como um dever, como qualquer coisa que deveríamos fazer, não é serviço verdadeiro, embora possa ser útil. É um chamado interior que devemos responder e é este chamado o que devemos buscar. Embora a necessidade de visão e de compreensão permaneça aguda, não pode ser realmente percebida a não ser por aqueles que se dão conta de até que ponto é urgente responder.
AS OPORTUNIDADES DE SERVIÇO
“Ha um trabalho a fazer e os homens e mulheres de boa vontade deverão realizá-lo”.
É dito com freqüência que nesta época de movimentos de massa, o indivíduo não tem mais que uma ação e influência muito reduzidas. Sugerimos aqui seis principais modos de serviço na Nova Era, oferecidos a todos os grupos e em todos os campos de serviço. Estão na base de todo trabalho ativo dos homens e mulheres de Boa Vontade. Oferecem oportunidades a quase todos os tipos de trabalhadores:
EDUCAR – O público deve ser instruído nos princípios sobre os quais a nova era deverá repousar e também ajudado a compreender os modos de aplicação destes princípios.
INTERPRETAR – Até os mais dotados têm dificuldades para aclarar, no aparente caos do mundo de hoje, o fio do sentido do Propósito e da ação prática do Plano Divino. Os seres capazes de interpretar esta corrente, de explicar os acontecimentos e de dar um sentido à vida são ardentemente esperados.
INSPIRAR – Sem a visão que inspira, não pode haver estímulo verdadeiro. Os homens e mulheres de boa vontade e a massa humana têm necessidade de uma visão menos terrena e de natureza menos material do que a que habitualmente lhes é oferecida, para dar-lhes esperança no futuro e coragem para trabalhar.
CONSOLIDAR – Consolidar e dar seu apoio, estimular e cooperar, manter-se ao lado dos outros e ajudá-los a trabalhar com êxito, são todas funções muito vitais, embora geralmente pouco espetaculares. Este serviço está aberto a todos e é por excelência uma das funções dos homens e mulheres de boa vontade.
DESCOBRIR E COLOCAR EM CONTATO – Os homens e mulheres de boa vontade devem ser descobertos, inspirados e colocados em ação. Há milhões que não são conscientes de serem pessoas de boa vontade e que permanecem inativos ao serviço de seus irmãos humanos. Se puderem ser encontrados e colocados em serviço útil, muitas coisas hoje impossíveis poderiam ser realizadas.
INICIAR – Os homens e mulheres de boa vontade devem ser mobilizados. Devem chegar a ser aqueles que, reconhecendo a necessidade, empreendem as necessárias diligências para responder a ela. Treinar outros no bom caminho é uma função essencial em todas as esferas das atividades humanas.
Se quisermos trabalhar como educadores, intérpretes, inspiradores, cooperadores, organizadores ou líderes, ou exercendo várias destas funções, jamais nos faltará trabalho.
O GRUPO DE MEDITAÇÃO DE TRIÂNGULOS
A Rede de Triângulos não cessa de crescer, desde que foi fundada. Hoje consiste numa rede de milhões de pessoas empenhadas em praticar a boa vontade, utilizar o poder da invocação e aumentar a compreensão no mundo. Como a Rede não para de se desenvolver, tem necessidade de ser consolidada e estabilizada por meio do suporte de um núcleo de meditadores treinados e susceptíveis de sustentá-la esotericamente e igualmente fortalecer e manter o laço magnético criado entre a Rede de Luz e de Boa Vontade e a Hierarquia espiritual do planeta.
O grupo de meditação de Triângulos é um grupo mundial de companheiros de trabalho que, realizando a extrema importância da meditação criadora na construção e consolidação da Rede, une-se subjetivamente a cada semana para meditar e refletir sobre o propósito, função e bom desempenho da Rede de Triângulos. A maior parte de seus membros são treinados e competentes na prática da meditação e trabalham em conjunto há muitos anos.
Esses trabalhadores esotéricos efetuam regularmente seu trabalho cotidiano de Triângulos acrescentando a visualização de seus triângulos particulares à Rede mundial e utilizando a Grande Invocação para fazer com que a luz, o amor e a vontade para o bem desçam no interior da Rede planetária de Triângulos. Mas sabem que para fazer com que o trabalho seja ainda mais eficaz, têm necessidade de entrar mais profundamente no significado dos Triângulos e aperfeiçoar sua capacidade para criar com matéria mental. Isto é o que fazem no seu trabalho de grupo de meditação de Triângulos.
O alinhamento, a invocação e a projeção da energia são as três técnicas principais para intensificar e perpetuar o fluxo de Luz e de Boa Vontade na Rede. Aperfeiçoando regularmente estas técnicas por meio da meditação, uma profunda e contínua revelação do propósito da Rede de Luz e de Boa Vontade atua na consciência do grupo, na medida que ele usa a teia etérica planetária. Nossa eficácia no serviço necessita, conseqüentemente, do constante aperfeiçoamento de nossa técnica de alinhamento, do rigor e do poder no nosso trabalho e de nossa visualização da Rede de Triângulos que deve chegar a ser cada vez mais viva e efetiva.
O alinhamento é uma dupla técnica que implica relações tanto horizontais como verticais. Cada um de nós está envolvido num complexo sistema de relações: individuais, familiares, grupais, comunitárias, nacionais e internacionais. Podemos defini-las como nossas relações “horizontais” e cada um de nós é responsável por manter estas relações numa correta direção pela prática constante da boa vontade. A Rede Global de Triângulos é um bom exemplo planetário de relações horizontais subjetivas.
Mas o homem faz parte igualmente de outro sistema de relações – ou relações “verticais” – que o enlaça com os níveis de consciência espirituais: a Hierarquia espiritual, o Cristo e Shamballa, o Centro do Propósito e o Poder.
Este sistema vertical pode ser, para o homem, uma infalível fonte de Luz, de Amor e de Vontade para o Bem, e a condição para poder contatá-lo é por meio da meditação e da reflexão. A fórmula de Triângulo está destinada a desenvolver e estabilizar este processo de alinhamento.
A técnica da Invocação é uma das mais familiares para os trabalhadores de Triângulos, graças à utilização diária da Grande Invocação. Seu êxito funda-se numa cooperação com as leis espirituais. Enquanto o trabalho se faz, estabelecendo-se contato com a Hierarquia, uma relação livre de qualquer obstáculo e uma circulação de energia são mantidas verticalmente através da Hierarquia e do Cristo e, horizontalmente, através da Rede de Luz e de Boa Vontade até o Novo Grupo de Servidores do Mundo e a Humanidade. Desta forma, a Rede é preparada mais rapidamente para um intenso trabalho espiritual, plenamente útil para a Hierarquia e mais diretamente envolvida no cumprimento do Plano.
A projeção da energia ou do que chamamos serviço mundial por meio do poder do pensamento não implica, para muitos de nós, uma participação ativa nos assuntos do mundo numa posição de influência ou de controle. Mas isso implica que cada um de nós participe subjetivamente e constantemente no trabalho da Hierarquia e no correto uso e na justa orientação da energia. Quanto mais brilhantemente iluminada for a Rede, mais potentes serão seus efeitos, mais estáveis seus fundamentos e mais duradouras suas ações. Quanto mais Luz houver na Rede, maior será o efeito produzido na consciência humana, assim como a energia da boa vontade se estenderá muito mais através dela.
O trabalhador esotérico aprende, conseqüentemente, a construir com a Luz. Utiliza a energia da mente infundida pela alma para tecer e construir a Rede de Triângulos iluminados no corpo etérico do planeta. É essa Luz, projetada e irradiada através da Rede, que atravessa a substância pesada e sombria que rodeia a Terra que cria os canais que constituem a própria Rede. Esses canais ou circuitos energéticos iluminados ganham luminosidade na medida que os trabalhadores aumentam sua capacidade esotérica. Dessa maneira a Rede penetra sempre mais profundamente no interior da família humana. Ao longo dessas linhas ou circuitos de Luz, a vontade para o bem circula ao redor do mundo na qualidade de boa vontade.
Os membros de Triângulos que desejam estender seu serviço são bem-vindos para participarem no trabalho do grupo de meditação de Triângulos e acrescentar a potência do seu próprio poder meditativo ao esforço do grupo. Os membros deste grupo meditam, pelo uma vez por semana, onde se encontram. Muitos deles praticam sua meditação ao meio-dia, cada segunda-feira; embora não seja essencial pois o trabalho de meditação pode ser efetuado a qualquer momento.
Acrescentamos um plano de meditação, acompanhado de algumas notas preparatórias.
PREPARAÇÃO PARA A MEDITAÇÃO DE TRIÂNGULOS
Notas Práticas
1 – Sentar-se confortavelmente, mantendo-se numa posição ereta, sem tensão nem rigidez. Relaxar-se. Procurar que a respiração seja tranqüila e regular.
2 – É sempre bom meditar no mesmo lugar, quando possível.
3 – São aconselhados períodos regulares de dez a quinze minutos. Cinco minutos de meditação regular valem mais que trinta minutos irregulares.
4 – Se não há experiência em meditação, pode se deparar com alguma dificuldade. É preciso perseverar. É necessário direcionar a mente para o trabalho exigido, toda vez que houver distração. Uma prática paciente sempre favorece o aumento da capacidade.
Atitudes a Tomar
1 – Estar de acordo em compartilhar seus esforços com milhões de outros trabalhadores de Triângulos em todo o mundo.
2 – Conscientizar-se de que você é essencialmente uma alma, e como tal está em relação telepática com todas as almas.
3 – Compreender que a energia segue o pensamento.
4 – Recordar que meditação não é passividade, nem certa forma de devoção; é, ao contrário, uma utilização positiva e criadora da mente enlaçando ativamente os mundos internos e os mundos externos.
5 – Utilizar a imaginação criadora para ver-se a si mesmo como uno com toda a Humanidade e com tudo que é espiritual, em evolução e trabalhando para o bem-estar humano e para as corretas relações humanas.
6 – Adotar uma atitude de confiança que evoque a iluminação espiritual. Esta atitude de “como se” dá poderosos resultados.
O Tempo e a Freqüência
Os membros do grupo meditam habitualmente uma vez por semana. Intentam sincronizar sua meditação e seu trabalho ao meio-dia de cada segunda-feira. Entretanto, o trabalho de meditação pode ser efetivo em qualquer momento. Se tiver pouca ou nenhuma experiência sobre meditação, tenha cuidado de não meditar com demasiada freqüência.
Pela fraternidade reinante entre os servidores dedicados, podemos fazer brilhar uma chispa vital susceptível de emitir uma Luz reveladora e iluminadora e abrir novos caminhos na mentalidade mundial de esforço cooperativo, para maior proveito da Humanidade.
MEDITAÇÃO DE TRIÂNGULOS
Etapa I
1 – Reunamo-nos, como unidade grupal, no plano mental.
2 – Identifiquemo-nos como alma com o grupo mundial funcionando por meio dos três centros planetários, como um triângulo de Luz.
3 – Estendamos nossa identificação à alma do Novo Grupo de Servidores do Mundo, à Hierarquia e ao Cristo, ponto transcendente de síntese no centro de cada triângulo; e ao triângulo de energia que há por trás do Cristo.
4 – Reconheçamos o Centro de Shamballa, centro do Propósito e do Poder.
Etapa II
Reconheçamos a síntese dos três fluxos de energia cósmica em Shamballa, onde a Vontade de Deus é conhecida, utilizando esta fórmula de consagração:
Permaneço no centro da Vontade de Deus.
Nada desviará minha vontade da Sua.
Realizo essa vontade com o Amor.
Dirijo-me para o campo de serviço.
Eu, o divino Triângulo, cumpro essa vontade
dentro do quadrado e sirvo meus semelhantes.
Etapa III
Visualizemos uma Rede de Triângulos de Luz como subjacente ao mundo externo da vida física e dos acontecimentos.
Vejamos a Rede:
1 – Enlaçando completamente todas as unidades de triângulos e todos os pontos de Luz ao redor do mundo.
2 – Enlaçando o mundo das realidades espirituais – a Hierarquia – o mundo da experiência – a Humanidade – e atuando como um canal de distribuição das energias espirituais que jorram através da Hierarquia para a humanidade.
3 – Transformando o veículo etérico planetário a fim de receber e fazer circular as energias da alma e da Tríada: Vontade, Amor, Sabedoria: Atma, Budi, Manas.
Etapa IV
Tomemos consciência que as energias de Luz, Amor e Vontade para o Bem, evocadas por todos os membros de Triângulos, e que circulam através da Rede planetária de Triângulos, têm um efeito inevitável nos três mundos (mental, emocional e etérico) da evolução humana, elevando a consciência da Humanidade e ajudando a criar o Caminho de Luz que os pés do Cristo trilharão.
Etapa V
Reflitamos no propósito, função e correto desenvolvimento da Rede de Triângulos como atividade Hierárquica.
Etapa VI
Integrados ao Grupo mantenhamos, com intenção firme, como um centro de luz irradiando no interior da Rede de Luz e de Boa Vontade.
Etapa VII
Pronunciemos a Grande Invocação jorrando a tríplice energia através da Rede de Triângulos e para a consciência da raça humana inteira.
Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra.
Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Guie o propósito as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Cumpra-se o Plano de Amor e Luz.
E que ele vede a porta onde mora o mal.
Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
OM OM OM
OS OBJETIVOS DE TRIÂNGULOS
O mundo tem um destino espiritual. Por trás da evolução há um propósito que podemos denominar o Plano de Deus. Todo aquele que responde à necessidade espiritual pode, à sua maneira e dentro do seu meio ambiente, colaborar no desenvolvimento do Plano Divino.
O Plano se realiza por intermédio da humanidade. Temos a responsabilidade de compreendê-lo e fazer todo o possível, na nossa vida diária, para expressar seu sentido e significado.
O trabalho de Triângulos ajuda o Plano Divino mediante a obtenção dos seguintes objetivos:
1 – Estabelecer corretas relações humanas e divulgar a boa vontade e compreensão (Luz) entre os homens.
2 – Elevar a consciência humana e transformar o clima mental e espiritual do planeta.
3 – Fortalecer e apoiar o trabalho que realizam os homens e mulheres de boa vontade no mundo.
4 – Prover uma reserva mental de inspiração prática e construtiva para o bem da humanidade.
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